{"id":29201,"date":"2020-05-14T11:17:46","date_gmt":"2020-05-14T14:17:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=29201"},"modified":"2020-05-14T11:17:46","modified_gmt":"2020-05-14T14:17:46","slug":"com-pandemia-76-do-setor-industrial-reduziram-producao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/com-pandemia-76-do-setor-industrial-reduziram-producao\/","title":{"rendered":"Com pandemia, 76% do setor industrial reduziram produ\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Entre os empres\u00e1rios, 45% reclamaram de inadimpl\u00eancia dos clientes<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Sondagem especial feita pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) aponta que 91% da ind\u00fastria brasileira relatam impactos negativos por causa da pandemia da covid-19, doen\u00e7a provocada pelo novo coronav\u00edrus. Tr\u00eas quartos (76%) das empresas industriais reduziram ou paralisaram a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tr\u00eas de cada quatro empresas, novamente 76% dos entrevistados, apontaram queda da demanda por seus produtos, metade desses (38%) observou que a queda foi \u201cintensa\u201d. Os setores que descreveram a diminui\u00e7\u00e3o da demanda foram de vestu\u00e1rio (82%), cal\u00e7ados (79%), m\u00f3veis (76%), impress\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o (65%) e a ind\u00fastria t\u00eaxtil (60%).<\/p>\n<p>Dentre os empres\u00e1rios, 45% reclamaram de inadimpl\u00eancia dos clientes e 44% informaram ter tido encomendas e pedidos cancelados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de queda da demanda, 77% dos empres\u00e1rios identificaram que houve diminui\u00e7\u00e3o da oferta de mat\u00e9rias primas e de insumos para a produ\u00e7\u00e3o \u2013 por causa da desorganiza\u00e7\u00e3o da estrutura log\u00edstica, o sistema de transporte em especial, \u2013 o que dificultou acesso a insumos ou mat\u00e9rias primas necess\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quase a totalidade dos empres\u00e1rios entrevistados (95%) afirmou ter adotado medidas em rela\u00e7\u00e3o aos empregados desde campanhas de preven\u00e7\u00e3o, medidas de higiene e afastamento de empregados de grupos de risco ou que apresentaram sintomas.<\/p>\n<p>Metade das empresas deu f\u00e9rias para parte dos empregados, 36% fizeram uso do banco de horas, 19% reduziram a jornada de trabalho, 16% iniciaram f\u00e9rias coletivas, 15% dispensaram os trabalhadores e 8% suspenderam temporariamente os contratos de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Com garantia do tesouro<\/strong><\/p>\n<p>Os dados da sondagem da CNI foram apurados junto a 1.740 empres\u00e1rios da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o (f\u00e1bricas), extrativa (como minera\u00e7\u00e3o e petr\u00f3leo) e constru\u00e7\u00e3o civil. A coleta ocorreu na primeira quinzena de abril.<\/p>\n<p>Sete de cada dez empresas assinalam perda de faturamento. Entre os entrevistados, 59% descreveram dificuldades para cumprir pagamentos dos fornecedores e manter em dia sal\u00e1rios, aluguel e impostos. Mais da metade (55%) apontaram que o acesso ao cr\u00e9dito para capital de giro ficou mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>De acordo com o gerente executivo de economia da CNI, Renato da Fonseca, ap\u00f3s medidas de aumento de liquidez do sistema banc\u00e1rio autorizadas pelo Banco Central, \u201chouve aumento de empr\u00e9stimos\u201d por parte dos bancos.<\/p>\n<p>Segundo o economista, no entanto, a procura das empresas, especialmente das pequenas, foi maior que o cr\u00e9dito ofertado. Em situa\u00e7\u00f5es de crise, como a atual, os bancos temem a insolv\u00eancia dos tomadores de empr\u00e9stimo. Para Fonseca, a solu\u00e7\u00e3o para o aumento do cr\u00e9dito pode ser a cria\u00e7\u00e3o de um fundo com garantia do Tesouro Nacional, como ocorre em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>Reformas e retomada<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de cuidar da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, do funcionamento das empresas e da manuten\u00e7\u00e3o dos empregos, Renato da Fonseca espera que o pa\u00eds se prepare para a sa\u00edda da crise e n\u00e3o abandone a agenda de reformas.<\/p>\n<p>\u201cSe a gente conseguir focar na agenda de competitividade, o Congresso Nacional trabalhando nela e o governo tamb\u00e9m, reduzindo as brigas pol\u00edticas, reverteremos o problema e daremos sinal para que o investidor volte\u201d, defende o economista da CNI.<\/p>\n<p>A confedera\u00e7\u00e3o projeta queda do Produto Interno Bruto em 4,2%. N\u00e3o descarta, em pior cen\u00e1rio, que a perda chegue a 7% \u2013 equivalente \u00e0 recess\u00e3o econ\u00f4mica entre 2014 e 2016.<\/p>\n<p>Renato da Fonseca assinala que nem as piores proje\u00e7\u00f5es e os problemas apontados pelos empres\u00e1rios na sondagem n\u00e3o corroboram medidas de relaxamento do distanciamento social e outros cuidados sanit\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o adianta acabar com isolamento de imediato se isso gera uma contamina\u00e7\u00e3o alt\u00edssima. A\u00ed n\u00e3o vai ter o trabalhador para trabalhar de qualquer jeito. Na verdade, come\u00e7ar\u00e1 a haver um excesso de mortes e as pessoas v\u00e3o se isolar automaticamente.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Fonseca, o Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria (Sesi) come\u00e7a a trabalhar em protocolo de cuidados para a retomada das atividades do setor no futuro. \u201cO retorno tem que ser muito planejado\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Renato da Fonseca acredita que as empresas dever\u00e3o ter que tomar medidas de controle, como testagem regular dos trabalhadores para detec\u00e7\u00e3o da covid-19. Al\u00e9m disso, ser\u00e1 preciso redesenhar o projeto industrial, reduzir a velocidade de produ\u00e7\u00e3o e, quando poss\u00edvel, afastar os trabalhadores nas linhas de montagem.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os empres\u00e1rios, 45% reclamaram de inadimpl\u00eancia dos clientes Sondagem especial feita pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) aponta que 91% da ind\u00fastria brasileira relatam&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":8172,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[2968,2966,2967,1946,505,630,76,1051],"class_list":["post-29201","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-clientes","tag-cni","tag-empresarios","tag-inadimplencia","tag-industrial","tag-pesquisa","tag-producao","tag-queda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29201"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29201\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29202,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29201\/revisions\/29202"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8172"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}