{"id":29090,"date":"2020-05-08T11:00:53","date_gmt":"2020-05-08T14:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=29090"},"modified":"2020-05-08T11:00:53","modified_gmt":"2020-05-08T14:00:53","slug":"governo-da-inicio-a-processo-de-desestatizacao-dos-portos-de-santos-e-de-sao-sebastiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/governo-da-inicio-a-processo-de-desestatizacao-dos-portos-de-santos-e-de-sao-sebastiao\/","title":{"rendered":"Governo d\u00e1 in\u00edcio a processo de desestatiza\u00e7\u00e3o dos portos de Santos e de S\u00e3o Sebasti\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Leil\u00e3o deve ocorrer em 2022, segundo a Santos Port Authority <\/em><\/strong><\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Infraestrutura assinou contrato com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico Social) para a realiza\u00e7\u00e3o de estudos dos novos modelos de gest\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do Porto de Santos (SP) e do Porto de S\u00e3o Sebasti\u00e3o (SP). O extrato do contrato foi publicado, nesta segunda-feira (04), no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o. A previs\u00e3o \u00e9 que os resultados dos estudos sejam conhecidos no primeiro trimestre de 2021 e que o leil\u00e3o ocorra em 2022.<\/p>\n<p>Essa etapa definir\u00e1 o melhor modelo de explora\u00e7\u00e3o dos dois portos. Na desestatiza\u00e7\u00e3o, o Estado transfere uma atividade ou um ativo \u00e0 iniciativa privada por meio de venda, concess\u00e3o ou autoriza\u00e7\u00e3o. A expectativa \u00e9 que a entrada do setor privado na gest\u00e3o dos portos gere maior fluxo de investimentos e mais dinamiza\u00e7\u00e3o da atividade portu\u00e1ria, al\u00e9m da moderniza\u00e7\u00e3o e melhoria dos n\u00edveis de servi\u00e7os, aumento da efici\u00eancia, mais competividade (interna e externa), bem como incorpora\u00e7\u00e3o das melhores pr\u00e1ticas internacionais.<\/p>\n<h4><em>\u201cA busca de um modelo mais eficiente, flex\u00edvel e que amplie o potencial de investimentos por meio de recursos privados para a gest\u00e3o dos portos brasileiros \u00e9 a pr\u00f3xima fronteira do setor. E o in\u00edcio dos estudos, sobretudo do Porto de Santos, que \u00e9 respons\u00e1vel por 28% da corrente de com\u00e9rcio brasileira, \u00e9 um marco definitivo nesse processo\u201d, avalia o ministro da infraestrutura, Tarc\u00edsio Gomes de Freitas.<\/em><\/h4>\n<p>A primeira etapa do processo foi a qualifica\u00e7\u00e3o dos estudos para a desestatiza\u00e7\u00e3o junto ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), no ano passado. Agora, a partir da assinatura do contrato com o BNDES, o banco fica respons\u00e1vel n\u00e3o apenas pelos estudos e pela modelagem da desestatiza\u00e7\u00e3o dos empreendimentos portu\u00e1rios, como, tamb\u00e9m, pelo suporte \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o das audi\u00eancias p\u00fablicas e do leil\u00e3o, acompanhando o processo at\u00e9 a assinatura do contrato entre o setor p\u00fablico e o parceiro privado vencedor do certame.<\/p>\n<h4><em>\u201cA desestatiza\u00e7\u00e3o do Porto de Santos, pela sua import\u00e2ncia na nossa balan\u00e7a comercial, ser\u00e1 um marco para o setor e para a retomada da economia, al\u00e9m de um grande sinal dessa s\u00f3lida colabora\u00e7\u00e3o entre o BNDES e o Minist\u00e9rio da Infraestrutura em favor do Brasil\u201d, acredita o presidente do banco, Gustavo Montezano.<\/em><\/h4>\n<p>O diretor-presidente da Santos Port Authority (SPA), Fernando Biral, tamb\u00e9m ressalta a participa\u00e7\u00e3o do setor privado neste novo momento do porto, o que, para ele, ser\u00e1 fundamental para um salto de efici\u00eancia e agilidade no desenvolvimento de novos neg\u00f3cios e implementa\u00e7\u00e3o de projetos. \u201cA primeira etapa desse processo j\u00e1 foi suplantada com a virada financeira e operacional da companhia, em 2019. Agora, partimos para adequar a Autoridade Portu\u00e1ria \u00e0s expectativas do setor privado, tornando-a atrativa ao mercado com a m\u00e1xima gera\u00e7\u00e3o de valor ao acionista\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Porto de Santos <\/strong><\/p>\n<p>Os n\u00fameros do porto s\u00e3o superlativos e d\u00e3o a dimens\u00e3o da import\u00e2ncia da atra\u00e7\u00e3o da iniciativa privada no processo de desestatiza\u00e7\u00e3o. Somente em 2019, foram 134 milh\u00f5es de toneladas movimentadas, receita l\u00edquida de R$ 967,8 milh\u00f5es e lucro l\u00edquido de R$ 87,3 milh\u00f5es. A taxa de crescimento anualizada \u00e9 de cerca de 5%.<\/p>\n<p>O porto recebe cerca de 4.800 navios por ano e sua infraestrutura justifica o volume: 16 km de cais, 100 km de malha ferrovi\u00e1ria interna, 20 km de acessos rodovi\u00e1rios internos e 55 km de dutovias. O complexo portu\u00e1rio de Santos re\u00fane 51 terminais, sendo 37 arrendamentos, seis terminais de uso privado (TUPs) e oito terminais retroportu\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Porto de S\u00e3o Sebasti\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O complexo portu\u00e1rio de S\u00e3o Sebasti\u00e3o \u00e9 composto pelo porto p\u00fablico e pelo terminal de uso privado (TUP) da Transpetro. O porto encontra-se delegado pela Uni\u00e3o ao estado de S\u00e3o Paulo, sendo administrado pela Companhia Docas de S\u00e3o Sebasti\u00e3o (CDS). No total, disp\u00f5e de cinco ber\u00e7os de atraca\u00e7\u00e3o, quatro p\u00e1tios de armazenagem, al\u00e9m de cinco silos com 4 mil toneladas de capacidade est\u00e1tica.<\/p>\n<p>Em 2019, movimentou 740,5 mil toneladas, aumento de 6,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Entre as principais cargas est\u00e3o: graneis s\u00f3lidos (94,2%), carga geral (3,5%) e granel l\u00edquido e gasoso (2,3%). Mesmo com o crescimento no volume transportado, o preju\u00edzo l\u00edquido acumulado do porto supera os R$ 43,5 milh\u00f5es \u2013 um dos principais argumentos para a desestatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: com informa\u00e7\u00f5es da Santos Port Authority<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leil\u00e3o deve ocorrer em 2022, segundo a Santos Port Authority O Minist\u00e9rio da Infraestrutura assinou contrato com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico Social)&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":5751,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[2930,2609,136,80,1899,89,290],"class_list":["post-29090","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-bndeds","tag-desestatizacao","tag-infraestrutura","tag-porto","tag-privatizacao","tag-santos","tag-sao-sebastiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29090","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29090"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29090\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29091,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29090\/revisions\/29091"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5751"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29090"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29090"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29090"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}