{"id":29022,"date":"2020-05-07T09:24:30","date_gmt":"2020-05-07T12:24:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=29022"},"modified":"2020-05-06T12:15:35","modified_gmt":"2020-05-06T15:15:35","slug":"apos-37-dias-incomunicaveis-no-mar-brasileiros-ficam-presos-em-barco-impedido-de-entrar-na-africa-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/apos-37-dias-incomunicaveis-no-mar-brasileiros-ficam-presos-em-barco-impedido-de-entrar-na-africa-do-sul\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 37 dias incomunic\u00e1veis no mar, brasileiros ficam presos em barco impedido de entrar na \u00c1frica do Sul"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Grupo saiu de Angra dos Reis, no litoral Sul do Rio de Janeiro, com destino a Cape Town, em 17 de mar\u00e7o, seis dias depois de o coronav\u00edrus ser declarado pandemia<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Um grupo de brasileiros e franceses que, partiu de veleiro de Angra dos Reis, litoral Sul do Rio de Janeiro, para Cape Town, na \u00c1frica do Sul, viajou por 37 dias sem saber que o coronav\u00edrus havia fechado as fronteiras do pa\u00eds de destino. Do outro lado do oceano, acabou preso dentro da embarca\u00e7\u00e3o por conta da quarentena que fechou fronteiras. E isso j\u00e1 dura quase tr\u00eas semanas.<\/p>\n<p>Ricardo Schaly, Norton Mello, Rafael Karan e os franceses Jean Claude Nicolas e Christian Alby \u2014 com idades entre 58 e 72 anos \u2014 partiram do Brasil em 17 de mar\u00e7o, seis dias depois de a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) declarar o coronav\u00edrus uma pandemia. Eles planejavam fazer a travessia em 25 dias. No entanto, condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas desfavor\u00e1veis fizeram com que eles tomassem outra rota, o que prolongou o tempo de travessia.<\/p>\n<p>O sistema de comunica\u00e7\u00e3o da embarca\u00e7\u00e3o \u2014 um veleiro de 1982 com dois mastros, 46 p\u00e9s e duas cabines \u2014 teve uma pane na qual eles s\u00f3 conseguiam enviar mensagens \u2014 e n\u00e3o receber. Por isso, n\u00e3o receberam nenhuma not\u00edcia da velocidade do espalhamento do coronav\u00edrus pelos pa\u00edses. Eles chegaram em Cape Town na madrugada do dia 23 e, em poucos minutos, descobriram atrav\u00e9s de oficiais da pol\u00edcia local que n\u00e3o poderiam entrar no pa\u00eds por conta da maior crise sanit\u00e1ria do planeta no s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p>A \u00c1frica do Sul determinou o lockdown em 26 de mar\u00e7o \u2014 nove dias depois da partida do grupo \u2014 ainda com poucos casos da doen\u00e7a. Atualmente, s\u00e3o quase seis mil infectados e 116 mortos. Entre as principais medidas, ningu\u00e9m poderia mais entrar ou sair do pa\u00eds. Por isso, os velejadores n\u00e3o puderam descer do barco.<\/p>\n<p>O grupo atracou num clube n\u00e1utico de Cape Town e foram recebidos por seguran\u00e7as e pelo administrador do espa\u00e7o. Logo depois chegou a pol\u00edcia e a Capitania dos Portos. A primeira ordem era das autoridades era de que eles deveriam virar e voltar para o Brasil. O capit\u00e3o da embarca\u00e7\u00e3o, o franc\u00eas Christian Alby, argumentou que a travessia havia sido muito dura e que o veleiro teve avarias perigosas \u2014 \u00e9 preciso pelo menos tr\u00eas meses de reparos para que ele pudesse voltar ao mar com seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A expectativa era de que o relaxamento da quarentena na \u00faltima sexta-feira liberaria o grupo para entrar legalmente no pa\u00eds. No entanto, mesmo com a diminui\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es, eles seguem impedidos de pisar em terra firme. O consulado brasileiro no local tenta ajud\u00e1-los \u2014 segundo Ricardo, h\u00e1 outros brasileiros tentando retornar ao pa\u00eds.<\/p>\n<p>Fonte: \u00c9poca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo saiu de Angra dos Reis, no litoral Sul do Rio de Janeiro, com destino a Cape Town, em 17 de mar\u00e7o, seis dias depois&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":29023,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[2910,855,91],"class_list":["post-29022","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-africa-do-sul","tag-brasileiros","tag-preso"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29022","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29022"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29022\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29024,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29022\/revisions\/29024"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29023"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29022"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29022"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29022"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}