{"id":27576,"date":"2018-07-31T08:54:55","date_gmt":"2018-07-31T11:54:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=27576"},"modified":"2018-07-31T08:54:55","modified_gmt":"2018-07-31T11:54:55","slug":"fornecedores-para-oleo-e-gas-veem-retomada-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/fornecedores-para-oleo-e-gas-veem-retomada-em-2019\/","title":{"rendered":"Fornecedores para \u00f3leo e g\u00e1s veem retomada em 2019"},"content":{"rendered":"<p>Em 2011, a empresa de movimenta\u00e7\u00e3o de cargas Locar decidiu investir R$ 140 milh\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o da primeira balsa nacional de lan\u00e7amento de dutos, de olho no boom das encomendas da Petrobras. O equipamento ficou pronto em dois anos, mas n\u00e3o houve o que comemorar: em 2014 a estatal entrou em crise, impactada pela queda dos pre\u00e7os do barril e pelos desdobramentos da Lava-Jato, e a balsa j\u00e1 n\u00e3o tinha mercado. S\u00f3 este m\u00eas, ap\u00f3s cinco anos de hiberna\u00e7\u00e3o, o equipamento ser\u00e1 usado pela primeira vez.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da balsa da Locar \u00e9 a hist\u00f3ria de muitas outras fornecedoras de bens e servi\u00e7os da ind\u00fastria de \u00f3leo e g\u00e1s, que ficaram os \u00faltimos anos ociosas, mas vivem a expectativa de retomada da demanda. Os cinco leil\u00f5es de \u00e1reas explorat\u00f3rias realizados pelo governo desde o ano passado come\u00e7ar\u00e3o em breve a fazer a roda girar. Aos poucos, o mercado de trabalho j\u00e1 d\u00e1 sinais de recupera\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria petrol\u00edfera &#8211; que espera por sinais de recupera\u00e7\u00e3o ainda mais n\u00edtidos a partir de 2019.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP) estima em R$ 3,5 bilh\u00f5es os investimentos m\u00ednimos na explora\u00e7\u00e3o das 68 \u00e1reas arrematadas nos leil\u00f5es de 2017 e 2018. O primeiro elo da cadeia a sentir os efeitos da recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 o de servi\u00e7os &#8211; como o de s\u00edsmicas e perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os. A demanda por equipamentos, por sua vez, geralmente acontece mais para frente.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros j\u00e1 mostram sinais de aquecimento no setor de s\u00edsmica. De acordo com levantamento do site especializado E&amp;P Brasil, o Ibama j\u00e1 recebeu nos sete primeiros meses deste ano 14 pedidos de licenciamento para campanhas de aquisi\u00e7\u00e3o s\u00edsmica, n\u00famero superior aos 12 pedidos registrados ao longo de todo o ano passado. A previs\u00e3o das empresas \u00e9 come\u00e7ar os levantamentos nos pr\u00f3ximos meses, embora a maioria dos servi\u00e7os esteja programada para 2019. Est\u00e3o previstas campanhas em \u00e1reas onde est\u00e3o localizados v\u00e1rios blocos arrematados nos \u00faltimos leil\u00f5es, nas bacias de Santos, Campos, Esp\u00edrito Santo e Potiguar.<\/p>\n<p>O setor de s\u00edsmicas foi um dos mais afetados pela queda das atividades explorat\u00f3rios no Brasil nos \u00faltimos anos. As empresas nacionais foram praticamente extintas e o mercado \u00e9 dominado basicamente pelas estrangeiras.<\/p>\n<p>&#8220;Existe um reaquecimento no setor hoje, mas basicamente em mar. A explora\u00e7\u00e3o em terra est\u00e1 praticamente parada h\u00e1 dois anos, porque os desinvestimentos dos ativos terrestres da Petrobras ainda n\u00e3o avan\u00e7ou. Al\u00e9m disso, a ANP prorrogou os prazos dos investimentos obrigat\u00f3rios dos leil\u00f5es de 2013. As consultas por servi\u00e7os est\u00e3o voltando nessa \u00e1rea [onshore], ainda de forma t\u00edmida, mas guardamos um certo otimismo para 2019, com a conclus\u00e3o dos desinvestimentos da Petrobras. S\u00e3o novos players chegando&#8221;, avalia Ricardo Savini, presidente da Georadar, empresa nacional que est\u00e1 praticamente h\u00e1 dois anos sem servi\u00e7os e se dedica neste momento \u00e0 reestrutura\u00e7\u00e3o de sua d\u00edvida.<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o passa tamb\u00e9m pela desconcentra\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria. Os leil\u00f5es de 2017 e 2018 atra\u00edram, ao todo, 20 operadoras diferentes, dentre elas gigantes como a ExxonMobi l, Shell, BP, Equinor (ex- Statoil) e Chevron.<\/p>\n<p>Segundo a Firjan, o n\u00famero de empregados no setor de \u00f3leo e g\u00e1s, no Rio, j\u00e1 acumula tr\u00eas anos seguidos de queda<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 uma certa retomada, ainda que gradual. A Petrobras est\u00e1 voltando ao mercado, mas n\u00e3o s\u00f3 ela. Tem novos investidores de terminais de g\u00e1s natural liquefeito no pa\u00eds e temos propostas tamb\u00e9m no Chile, Argentina e Peru. Com o desaquecimento, buscamos outros mercados&#8221;, comenta Henrique Bravo, vice-presidente da Locar, cuja balsa foi contratada pela Sapura Energy, respons\u00e1vel pela engenharia e constru\u00e7\u00e3o do gasoduto do Complexo Termoel\u00e9trico Porto de Sergipe I, da Celse.<\/p>\n<p>Em Maca\u00e9 (RJ), conhecida como capital do petr\u00f3leo, cresce a procura de terrenos por parte de fornecedores, de olho nas perspectivas de encomendas dos leil\u00f5es e de retomada dos investimentos na Bacia de Campos. A Petrobras j\u00e1 fechou com a Equinor e negocia com a chinesa CNPC parcerias para projetos de revitaliza\u00e7\u00e3o de importantes campos maduros na regi\u00e3o. No Parque Industrial Bellavista, esp\u00e9cie de condom\u00ednio industrial de Maca\u00e9, a expectativa \u00e9 superar o n\u00famero de contratos de 2017.<\/p>\n<p>&#8220;Considerando as negocia\u00e7\u00f5es mais &#8216;quentes&#8217;, aquelas que est\u00e3o realmente evoluindo recentemente, estamos negociando com 12 empresas, sendo oito brasileiras e quatro estrangeiras, entre m\u00e9dias e grandes companhias. Achamos que vamos superar os quatro contratos assinados e 2017&#8221;, disse o diretor do Bellavista, Leonardo Dias.<\/p>\n<p>A gerente s\u00eanior de recrutamento da Robert Half, Fl\u00e1via Alencastro, destaca que as empresas, mais otimistas, j\u00e1 come\u00e7aram a movimentar o mercado de trabalho. Segundo ela, crescem os relatos de novos projetos e de profissionais que est\u00e3o recebendo promo\u00e7\u00f5es, propostas e contrapropostas. Fl\u00e1via explica que a recupera\u00e7\u00e3o da demanda ser\u00e1 sentida de forma mais expressiva na engenharia.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda existe uma certa cautela, n\u00e3o estamos falando de um retorno aos patamares \u00e1ureos do mercado, mas h\u00e1 indicativos de um reaquecimento por vir&#8230; Quando passamos por um momento de desaquecimento, a \u00e1rea t\u00e9cnica, de engenharia, sofre mais com a falta de projetos. Quando o setor reaquece, isso acontece mais forte justamente nessa \u00e1rea&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Segundo dados da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o n\u00famero de empregados no setor de \u00f3leo e g\u00e1s, no Rio, j\u00e1 acumula tr\u00eas anos seguidos de queda. Depois de atingir um pico de 96 mil profissionais em 2014, caiu para cerca de 82 mil em 2017. De acordo com o coordenador estrat\u00e9gico de \u00f3leo e g\u00e1s da Firjan, Thiago Valejo, por\u00e9m, a tend\u00eancia \u00e9 que nos pr\u00f3ximos anos os n\u00edveis superem os 100 mil.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os leil\u00f5es. O ambiente de neg\u00f3cios tem melhorado como um todo, com a flexibiliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de conte\u00fado local e extens\u00e3o do Repetro [regime aduaneiro especial para o setor petrol\u00edfero]. Isso tudo deve gerar novos projetos no pa\u00eds&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2011, a empresa de movimenta\u00e7\u00e3o de cargas Locar decidiu investir R$ 140 milh\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o da primeira balsa nacional de lan\u00e7amento de dutos, de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":5541,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-27576","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27576","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27576"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27576\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27577,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27576\/revisions\/27577"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}