{"id":27553,"date":"2018-07-27T00:24:07","date_gmt":"2018-07-27T03:24:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=27553"},"modified":"2018-07-23T17:25:07","modified_gmt":"2018-07-23T20:25:07","slug":"venezuela-vende-petroleo-para-a-china-e-recebe-arroz-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/venezuela-vende-petroleo-para-a-china-e-recebe-arroz-do-brasil\/","title":{"rendered":"Venezuela vende petr\u00f3leo para a China e recebe arroz do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A Venezuela sempre foi um bom parceiro para o Brasil no setor de agroneg\u00f3cio. A crise econ\u00f4mica e financeira pela qual passa o pa\u00eds, no entanto, quebrou essa cadeia nos anos recentes.<\/p>\n<p>Em 2014, as importa\u00e7\u00f5es venezuelanas de alimentos brasileiros somavam US$ 2,9 bilh\u00f5es (R$ 11,3 bilh\u00f5es), valor que recuou para US$ 289 milh\u00f5es (R$ 1,2 bilh\u00e3o) em 2017.<\/p>\n<p>Um produto, por\u00e9m, reapareceu com for\u00e7a na pauta de exporta\u00e7\u00e3o brasileira e come\u00e7a a ganhar espa\u00e7o na Venezuela em 2018. \u00c9 o arroz.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es do pa\u00eds vizinho somaram 7.759 toneladas deste cereal de janeiro a junho do ano passado. Neste ano, j\u00e1 s\u00e3o 302 mil.<\/p>\n<p>O produtor rural Rodolfo Kopel, em Guaratinguet\u00e1 (SP), pode ser impedido de plantar arroz j\u00e1 para a pr\u00f3xima safra, devido a falta de \u00e1gua<\/p>\n<p>Brasil j\u00e1 tem neg\u00f3cios garantidos para a exporta\u00e7\u00e3o de 1,5 milh\u00e3o de tonelada de arroz neste ano &#8211; Jorge Araujo\/Folhapress<\/p>\n<p>A chave do sucesso para a volta do arroz brasileiro \u00e0 Venezuela passa pela China.<\/p>\n<p>Tradings internacionais que operam com v\u00e1rias commodities garantem o pagamento do produto brasileiro que \u00e9 enviado para o pa\u00eds vizinho.<\/p>\n<p>Essas tradings pagam os exportadores do Sul e recebem, em troca, petr\u00f3leo venezuelano que \u00e9 enviado para a China.<\/p>\n<p>As vendas est\u00e3o aquecidas e devem superar 500 mil toneladas neste ano, segundo estimativas do mercado.<\/p>\n<p>Os venezuelanos antes eram abastecidos por arroz dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A crise pol\u00edtica entre os dois pa\u00edses, contudo, fez o foco das importa\u00e7\u00f5es se voltar para a Argentina. As rela\u00e7\u00f5es entre a Venezuela e o governo Mauricio Macri tamb\u00e9m se desgastaram, o que permitiu o avan\u00e7o do Brasil nesse mercado.<\/p>\n<p>A Venezuela tem enfrentado problemas em negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es financeiras est\u00e3o com dificuldade para fazer transa\u00e7\u00f5es com o pa\u00eds vizinho, o que teria provocado falta de pagamento, por exemplo, da Eletrobras \u00e0 estatal de energia da Venezuela, que fornece a luz de Roraima.<\/p>\n<p>A restri\u00e7\u00e3o estaria ligada ao embargo dos EUA \u00e0 Venezuela, que impede opera\u00e7\u00f5es de bancos com o pa\u00eds, restri\u00e7\u00e3o que afeta as institui\u00e7\u00f5es brasileiras indiretamente, pelo car\u00e1ter globalizado do setor financeiro e pelo fato de os repasses serem feitos em d\u00f3lar.<\/p>\n<p>No agroneg\u00f3cio, a demanda venezuelana pelo arroz \u00e9 grande. As importa\u00e7\u00f5es chegam a 1 milh\u00e3o de tonelada por ano e abrem espa\u00e7o para o Brasil.<\/p>\n<p>As vendas externas brasileiras s\u00e3o importantes porque ajudam a dar giro ao arroz.<\/p>\n<p>O mercado interno est\u00e1 muito lento e novos destinos podem dar mais competitividade ao setor.<\/p>\n<p>O Brasil j\u00e1 tem neg\u00f3cios garantidos para a exporta\u00e7\u00e3o de 1,5 milh\u00e3o de tonelada neste ano, mas o volume poder\u00e1 chegar a 1,8 milh\u00e3o, segundo as estimativas mais otimistas do mercado. No primeiro semestre, as vendas somaram 740 mil toneladas.<\/p>\n<p>Internamente, produtores reclamam dos elevados custos de produ\u00e7\u00e3o e da falta de rea\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os nos \u00faltimos cinco anos. Com isso, as receitas do setor deste ano, descontada a infla\u00e7\u00e3o, dever\u00e3o ser as menores em tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>O valor bruto de produ\u00e7\u00e3o do cereal recuar\u00e1 para R$ 9 bilh\u00f5es em 2018, metade do valor de 2004, quando atingiu o recorde de R$ 18 bilh\u00f5es, segundo o Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p>O Brasil precisa de novas alternativas de mercado porque o arroz vem sofrendo uma acirrada concorr\u00eancia dos produtores do Mercosul, que t\u00eam custo menores.<\/p>\n<p>Essa concorr\u00eancia tirou muitos agricultores da atividade, principalmente os que est\u00e3o fora do Rio Grande do Sul, principal produtor do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Dificuldades de importa\u00e7\u00f5es, por causa do valor do d\u00f3lar, podem ajudar os produtores do Sul a manter uma \u00e1rea de cultivo pr\u00f3xima de 1 milh\u00e3o de hectares.<\/p>\n<p>A acelera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de arroz para a Venezuela poder\u00e3o reduzir ainda mais os estoques internos do produto.<\/p>\n<p>A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima um volume de sobra de safra de apenas 321 toneladas, suficiente para dez dias.<\/p>\n<p>A saca de arroz \u00e9 negociada a R$ 42, em m\u00e9dia, no Rio Grande do Sul, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada).<\/p>\n<p>Os n\u00fameros da Conab para o arroz s\u00e3o: produ\u00e7\u00e3o de 11,8 milh\u00f5es de toneladas, consumo de 12 milh\u00f5es, importa\u00e7\u00e3o de 1 milh\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de 1,2 milh\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: Folha SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Venezuela sempre foi um bom parceiro para o Brasil no setor de agroneg\u00f3cio. 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