{"id":27529,"date":"2018-07-25T00:27:30","date_gmt":"2018-07-25T03:27:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=27529"},"modified":"2018-07-23T16:37:01","modified_gmt":"2018-07-23T19:37:01","slug":"com-barcos-novos-sem-contrato-empresas-de-apoio-tem-risco-de-inadimplencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/com-barcos-novos-sem-contrato-empresas-de-apoio-tem-risco-de-inadimplencia\/","title":{"rendered":"Com barcos novos sem contrato, empresas de apoio t\u00eam risco de inadimpl\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><span>Empresas brasileiras de apoio mar\u00edtimo alertam para o risco de inadimpl\u00eancia no financiamento de embarca\u00e7\u00f5es rec\u00e9m-constru\u00eddas e que se encontram sem contrato de opera\u00e7\u00e3o. S\u00e3o embarca\u00e7\u00f5es com menos de oito anos de constru\u00e7\u00e3o, encomendadas no Programa de Renova\u00e7\u00e3o da Frota de Apoio Mar\u00edtimo da Petrobras (Prorefam). A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Apoio Mar\u00edtimo (Abeam) afirma que os contratos de afretamento das embarca\u00e7\u00f5es, originalmente de at\u00e9 oito anos e prorrog\u00e1veis por igual per\u00edodo, n\u00e3o est\u00e3o sendo renovados.<\/span><\/p>\n<p><span>Com o impacto da crise do setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s nos \u00faltimos anos, h\u00e1 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o com o n\u00famero expressivo de embarca\u00e7\u00f5es novas nessa situa\u00e7\u00e3o. \u201cCaso n\u00e3o haja uma a\u00e7\u00e3o imediata e efetiva da Petrobras e dos agentes financeiros, amparados pelo FMM<span>\u00a0<\/span><\/span><em>[Fundo da Marinha Mercante]<\/em><span>, vislumbramos risco real de inadimpl\u00eancia nos pagamentos dos financiamentos dessas embarca\u00e7\u00f5es\u201d, informa o presidente da Abeam, Ronaldo Lima.<\/span><\/p>\n<p><span>De acordo com a Abeam, essas embarca\u00e7\u00f5es foram constru\u00eddas com recursos do FMM, com investimentos de mais de US$ 6 bilh\u00f5es. A associa\u00e7\u00e3o lembra que o Prorefam foi baseado em uma pol\u00edtica governamental de fomento \u00e0 ind\u00fastria naval e moderniza\u00e7\u00e3o da frota de embarca\u00e7\u00f5es de bandeira brasileira, cujos contratos de opera\u00e7\u00e3o, assinados com a Petrobras, lastrearam os financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econ\u00f4mica.<\/span><\/p>\n<p><span>O diretor da Edison Chouest Offshore, Ricardo Chagas, considera injusto para o setor ter mais de 30 embarca\u00e7\u00f5es constru\u00eddas no Brasil e sem contrato, enquanto h\u00e1 embarca\u00e7\u00f5es &#8220;abandeiradas&#8221;, com bandeira brasileira, que n\u00e3o foram constru\u00eddas no pa\u00eds. Ele diz que essas embarca\u00e7\u00f5es gozam dos mesmos privil\u00e9gios das que foram constru\u00eddas em estaleiros nacionais.\u00a0\u201cAs autoridades deveriam se sensibilizar e priorizar a contrata\u00e7\u00e3o destas embarca\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o tratar o tema com igualdade. Afinal, a empresa brasileira de navega\u00e7\u00e3o ainda tem que pagar o financiamento adquirido junto aos agentes financeiros aprovados pelo FMM, enquanto essas embarca\u00e7\u00f5es que encontram-se no REB<span>\u00a0<\/span><\/span><em>[registro especial brasileiro]<\/em><span><span>\u00a0<\/span>gozam de benef\u00edcios providos por outros pa\u00edses\u201d, aponta Chagas.<\/span><\/p>\n<p><span>A Abeam acredita que devem ocorrer encomendas para constru\u00e7\u00e3o de novas embarca\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos, sobretudo a partir de 2021. A demanda ocorrer\u00e1 na medida em que os investimentos previstos pela Petrobras e operadoras estrangeiras em explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o se confirmarem. Dessa forma, haver\u00e1 aumento da quantidade de sondas e unidades de produ\u00e7\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o, demandando principalmente AHTS (manuseadores de \u00e2ncoras) e PSV (transporte de suprimentos).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>A associa\u00e7\u00e3o se baseia nos resultados dos \u00faltimos leil\u00f5es da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) e no plano de neg\u00f3cios e gest\u00e3o da Petrobras (2018-2022). \u201cH\u00e1 que se considerar tamb\u00e9m que a parcela da frota brasileira que est\u00e1 momentaneamente paralisada, aguardando contrata\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 voltar a operar, o que pode ter impacto no n\u00famero de constru\u00e7\u00f5es de embarca\u00e7\u00f5es de apoio mar\u00edtimo\u201d, ressalta Lima.<\/span><\/p>\n<p><span>Em 2018, dever\u00e3o ser entregues dois AHTS e um PLSV (lan\u00e7amento de linhas r\u00edgidas e flex\u00edveis), embarca\u00e7\u00f5es remanescentes do Prorefam. A demanda futura dever\u00e1 ser na sua maioria de PSV e AHTS e, em menor escala, de alguns tipos de embarca\u00e7\u00f5es especiais, em fun\u00e7\u00e3o do aumento da demanda de servi\u00e7os e substitui\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es existentes, seja por idade, seja por tecnologia. A Abeam tamb\u00e9m percebe um movimento atual para convers\u00e3o de PSVs 3000 em OSRV (combate a derramamento de \u00f3leo), o que permitir\u00e1 utiliza\u00e7\u00e3o destas embarca\u00e7\u00f5es por tempo adicional.<\/span><\/p>\n<p><span>No final de junho, a frota de apoio mar\u00edtimo em \u00e1guas brasileiras totalizava 365 embarca\u00e7\u00f5es, mesmo n\u00famero apurado pela Abeam em maio. Desse total, 321 eram de bandeira brasileira e 44 de bandeira estrangeira. Em compara\u00e7\u00e3o com junho de 2015, foram desmobilizadas 127 embarca\u00e7\u00f5es de bandeira estrangeira e acrescentadas 66 de bandeira brasileira. Em torno de 27 embarca\u00e7\u00f5es, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para bandeira brasileira.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas brasileiras de apoio mar\u00edtimo alertam para o risco de inadimpl\u00eancia no financiamento de embarca\u00e7\u00f5es rec\u00e9m-constru\u00eddas e que se encontram sem contrato de opera\u00e7\u00e3o. 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