{"id":27474,"date":"2018-07-20T00:14:10","date_gmt":"2018-07-20T03:14:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=27474"},"modified":"2018-07-20T10:38:38","modified_gmt":"2018-07-20T13:38:38","slug":"petroleiras-pedem-reducao-de-conteudo-local-a-anp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/petroleiras-pedem-reducao-de-conteudo-local-a-anp\/","title":{"rendered":"Petroleiras pedem redu\u00e7\u00e3o de conte\u00fado local \u00e0 ANP"},"content":{"rendered":"<p>Onze petroleiras, entre elas a Petrobras, j\u00e1 pediram \u00e0 Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) mudan\u00e7a em 57 contratos, com o objetivo de flexibilizar as regras de conte\u00fado local para explorar e produzir petr\u00f3leo no Brasil. Na pr\u00e1tica, a exig\u00eancia de conte\u00fado local cairia de at\u00e9 100%, como ocorre hoje em alguns casos, a um patamar em torno de 40%. A expectativa, com isso, \u00e9 destravar v\u00e1rios projetos, que podem gerar um investimento de cerca de R$ 500 bilh\u00f5es com a instala\u00e7\u00e3o de 22 plataformas, de acordo com c\u00e1lculos do diretor-geral da ANP, D\u00e9cio Oddone.<\/p>\n<p>Podem aderir \u00e0s novas regras, solicitando o chamado aditamento de contrato, as petroleiras que arremataram campos de petr\u00f3leo entre 2005 e 2015, quando foram realizadas da 7\u00aa \u00e0 13\u00aa Rodada de concess\u00e3o, al\u00e9m da cess\u00e3o onerosa e do primeiro certame de partilha. Especialistas do setor acreditam que o n\u00famero de pedidos de revis\u00e3o deve aumentar e incluir boa parte dos quase 200 contratos firmados no pa\u00eds nesses dez anos.<\/p>\n<p>Dos 57 pedidos at\u00e9 agora, 46 contratos se referem a campos terrestres. A empresa que mais pediu mudan\u00e7as foi a Parna\u00edba G\u00e1s Natural, da Eneva (13 solicita\u00e7\u00f5es). Em seguida aparecem Alvopetro (com nove, sendo a maior parte na Bahia), Ouro Preto (com oito, uma delas no mar), entre outras. Entre os campos mar\u00edtimos, a Karoon pediu cinco mudan\u00e7as na Bacia de Santos. Equinor (com duas na Bacia do Esp\u00edrito Santo) e ExxonMobil (com duas, no Cear\u00e1 e na Bahia) completam a lista. A Petrobras, por enquanto, s\u00f3 solicitou a altera\u00e7\u00e3o para o campo de Libra, na Bacia de Santos.<\/p>\n<p>PROJETOS DEVEM GANHAR FOR\u00c7A A PARTIR DE 2020<\/p>\n<p>As novas regras se baseiam na resolu\u00e7\u00e3o 726 da ANP, que permite \u00e0s empresas pedirem isen\u00e7\u00e3o do cumprimento dos \u00edndices de conte\u00fado local para as fases de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o (E&amp;P) estabelecidas nos editais. Com a mudan\u00e7a, os projetos de E&amp;P de petr\u00f3leo em terra podem se limitar a um percentual de 50% de conte\u00fado local. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atividades no mar, as petroleiras podem, agora, contratar 18% do projeto em explora\u00e7\u00e3o de fornecedores locais, 25% para constru\u00e7\u00e3o de po\u00e7o e 40% para coleta e escoamento. Na fase de produ\u00e7\u00e3o, o \u00edndice de conte\u00fado local \u00e9 de 40% em engenharia, 40% em m\u00e1quinas e equipamentos e 40% em constru\u00e7\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o e montagem.<\/p>\n<p>Antes dessas mudan\u00e7as, cada projeto tinha al\u00edquotas espec\u00edficas para diferentes tipos de equipamentos \u2014 que, em diversos casos, chegavam a 100% \u2014, o que tornava o processo complexo e levou diversas empresas, nos \u00faltimos anos, a procurarem a ANP para rever os percentuais de conte\u00fado local.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o sei quantas empresas v\u00e3o solicitar aditamento dos contratos, mas certamente a possibilidade de poder aderir a esses novos \u00edndices de conte\u00fado local para os contratos antigos vai possibilitar o destravamento de muitos investimentos, gerando emprego e renda no pa\u00eds \u2014 destacou Oddone.<\/p>\n<p>Segundo Antonio Guimar\u00e3es, secret\u00e1rio-executivo de E&amp;P do IBP, a expectativa \u00e9 que a maior parte dos antigos contratos migre para as novas regras, j\u00e1 que, pelo modelo antigo, \u00e9 quase imposs\u00edvel viabilizar determinados investimentos no setor.<\/p>\n<p>\u2014 Como consequ\u00eancia, projetos que estavam tendo dificuldades para come\u00e7ar passam a ter uma perspectiva positiva e, assim, gerar novos investimentos. A expectativa \u00e9 que muitos desses projetos comecem a ser retomados a partir do ano que vem e ganhem for\u00e7a a partir de 2020 \u2014 disse Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>Alberto Machado, diretor de Petr\u00f3leo e G\u00e1s da Abimaq, a associa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, diz que as novas regras refletem mais de um ano de discuss\u00f5es entre diversos setores da economia:<\/p>\n<p>\u2014 S\u00e3o al\u00edquotas razo\u00e1veis e que separam o setor de m\u00e1quinas e engenharia. Isso deve movimentar a ind\u00fastria, elevando o n\u00famero de encomendas. O clima \u00e9 de otimismo.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Onze petroleiras, entre elas a Petrobras, j\u00e1 pediram \u00e0 Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) mudan\u00e7a em 57 contratos, com o objetivo de flexibilizar as regras&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18000,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-27474","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27474","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27474"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27474\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27475,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27474\/revisions\/27475"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}