{"id":27260,"date":"2018-06-25T08:55:44","date_gmt":"2018-06-25T11:55:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=27260"},"modified":"2018-06-25T08:55:44","modified_gmt":"2018-06-25T11:55:44","slug":"por-um-voto-petroleiros-vencem-disputa-bilionaria-com-petrobras-no-tst","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/por-um-voto-petroleiros-vencem-disputa-bilionaria-com-petrobras-no-tst\/","title":{"rendered":"Por um voto, petroleiros vencem disputa bilion\u00e1ria com Petrobras no TST"},"content":{"rendered":"<p>Em decis\u00e3o apertada, 13 votos a 12, o pleno do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu a favor dos trabalhadores em uma a\u00e7\u00e3o envolvendo petroleiros e Petrobras, sobre a chamada Remunera\u00e7\u00e3o M\u00ednima por N\u00edvel e Regime (RMNR), pol\u00edtica salarial implementada em 2007. A disputa trata de inclus\u00e3o de adicionais em c\u00e1lculo de complemento da RMNR. A empresa j\u00e1 avisou que ir\u00e1 recorrer. Segundo o jornal<span>\u00a0<\/span><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em>, entre complementa\u00e7\u00e3o retroativa e aumento na folha de pagamento, o valor do processo chegaria a mais de R$ 17 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo o TST, adicionais previstos na Constitui\u00e7\u00e3o e na legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem ser inclu\u00eddos na base de c\u00e1lculo para apura\u00e7\u00e3o do complemento da RMNR, mas os &#8220;adicionais previstos em normas coletivas, regulamento empresarial ou contratos individuais de trabalho&#8221; podem. Essa decis\u00e3o, tomada durante julgamento de um incidente de recurso repetitivo, valer\u00e1 para todos os casos semelhantes que tramita\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n<p>O tribunal lembrou que a RMNR &#8220;estabelece um valor m\u00ednimo por n\u00edvel e por regi\u00e3o visando equalizar a remunera\u00e7\u00e3o dos empregados, com base no princ\u00edpio da isonomia&#8221;. A interpreta\u00e7\u00e3o dada pela Petrobras \u00e0 cl\u00e1usula &#8220;resultou em grande n\u00famero de processos movidos por empregados e tamb\u00e9m pela empresa&#8221;. A estatal entende que o c\u00e1lculo da complementa\u00e7\u00e3o deveria levar em conta sal\u00e1rios acrescidos dos adicionais. Para os trabalhadores, a diferen\u00e7a deveria incidir s\u00f3 sobre os sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>A maioria seguiu o voto do relator, ministro Alberto Bresciani. A relatora, Maria de Assis Calsing, divergiu.&#8221;Foi ela que julgou ilegal a recente greve de 72 horas dos petroleiros antes mesmo do in\u00edcio do movimento, decretando multas milion\u00e1rias contra os sindicatos, na tentativa de inviabilizar a luta dos trabalhadores&#8221;, afirmou a Federa\u00e7\u00e3o \u00danica dos Petroleiros (FUP).<\/p>\n<p><span>O atual presidente do TST, ministro Brito Pereira, votou a favor da tese do relator e dos trabalhadores. Seu antecessor, Ives Gandra Martins Filho, foi contr\u00e1rio, com posicionamento defendido pela Petrobras.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;O<\/span>\u00a0entendimento da Petrobras \u00e9 que a RMNR respeita as diferen\u00e7as remunerat\u00f3rias de cada regime e condi\u00e7\u00e3o de trabalho, bem como contempla os adicionais previstos em lei e os convencionados em Acordo Coletivo&#8221;, afirmou a empresa, em nota. Segundo a companhia, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 impactos financeiros e econ\u00f4micos imediatos para a companhia, que aguardar\u00e1 a publica\u00e7\u00e3o proferida hoje para avaliar seu inteiro teor e tomar as medidas j<span>udiciais cab\u00edveis em prol dos seus interesses e de seus investidores&#8221;.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em decis\u00e3o apertada, 13 votos a 12, o pleno do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu a favor dos trabalhadores em uma a\u00e7\u00e3o envolvendo petroleiros&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18619,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-27260","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27260","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27260"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27260\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27261,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27260\/revisions\/27261"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18619"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}