{"id":27221,"date":"2018-06-19T00:49:46","date_gmt":"2018-06-19T03:49:46","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=27221"},"modified":"2018-06-18T17:50:20","modified_gmt":"2018-06-18T20:50:20","slug":"crise-do-frete-afeta-operacoes-no-porto-de-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/crise-do-frete-afeta-operacoes-no-porto-de-santos\/","title":{"rendered":"Crise do frete afeta opera\u00e7\u00f5es no Porto de Santos"},"content":{"rendered":"<p>A pol\u00eamica envolvendo a cobran\u00e7a do frete m\u00ednimo para o transporte de cargas vem afetando as opera\u00e7\u00f5es do Porto de Santos. Terminais especializados na movimenta\u00e7\u00e3o de gran\u00e9is s\u00f3lidos de origem vegetal t\u00eam recebido menos mercadorias do que o habitual. Na \u00faltima sexta-feira (15), 84 navios aguardavam por uma janela de atraca\u00e7\u00e3o no cais e, destes, 22 esperavam para o carregamento de gr\u00e3os.\u00a0<\/p>\n<p>A Tribuna apurou que pelo menos tr\u00eas terminais do cais santista reduziram seus carregamentos em virtude da falta de cargas. Para driblar a aus\u00eancia de caminh\u00f5es, as mercadorias que chegam a Santos utilizam, predominantemente, o modal ferrovi\u00e1rio.\u00a0<\/p>\n<p>Em uma das instala\u00e7\u00f5es graneleiras do cais santista, ao inv\u00e9s das 6 mil toneladas recebidas diariamente de Mato Grosso (MT), apenas 700 toneladas de gr\u00e3os est\u00e3o chegando por dia. Toda essa mercadoria fica armazenada nas zonas produtoras, onde mais de 10 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os aguardam para ser transportadas.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do diretor-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), S\u00e9rgio Mendes. Segundo ele, nas \u00faltimas semanas, apenas 20% dos gr\u00e3os deixaram a zona produtora em dire\u00e7\u00e3o aos portos.\u00a0<\/p>\n<p>Para dar um fim ao movimento nacional dos caminhoneiros, que bloqueou estradas e provocou o desabastecimento de combust\u00edveis, cargas e at\u00e9 alimentos, o Governo Federal firmou um acordo com a categoria. No entanto, a medida gerou outra crise, j\u00e1 que produtores e exportadores n\u00e3o concordaram com a tabela m\u00ednima de frete, que, segundo eles, pode acrescer em at\u00e9 150% o custo final da carga.\u00a0<\/p>\n<p>Para o diretor-executivo da Anec, \u00e9 imposs\u00edvel garantir uma tabela de frete m\u00ednimo aos caminhoneiros. As varia\u00e7\u00f5es do d\u00f3lar e dos pre\u00e7os das commodities no mercado internacional fazem com que os custos flutuem e os produtores e exportadores n\u00e3o tenham como garantir uma remunera\u00e7\u00e3o fixa aos motoristas.<\/p>\n<p>Segundo Mendes, com o acordo firmado entre os caminhoneiros e o Governo Federal, as exporta\u00e7\u00f5es ficaram muito mais caras. A estimativa \u00e9 de que o custo adicional seja de US$ 40 por tonelada de soja, milho ou farelo de soja. \u201cVemos essa situa\u00e7\u00e3o com muita preocupa\u00e7\u00e3o. Isso se arrasta h\u00e1 muito tempo, os preju\u00edzos s\u00e3o monstruosos e pega muito mal como exportador confi\u00e1vel\u201d, destacou o executivo.<\/p>\n<p>Fonte: A Tribuna<\/p>\n<div class=\"jwDisqusForm\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pol\u00eamica envolvendo a cobran\u00e7a do frete m\u00ednimo para o transporte de cargas vem afetando as opera\u00e7\u00f5es do Porto de Santos. 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