{"id":27163,"date":"2018-06-13T00:00:45","date_gmt":"2018-06-13T03:00:45","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=27163"},"modified":"2018-06-12T18:01:24","modified_gmt":"2018-06-12T21:01:24","slug":"incerteza-eleitoral-na-america-latina-preocupa-industria-do-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/incerteza-eleitoral-na-america-latina-preocupa-industria-do-petroleo\/","title":{"rendered":"Incerteza eleitoral na Am\u00e9rica Latina preocupa ind\u00fastria do petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"<p>As elei\u00e7\u00f5es em pa\u00edses latino-americanos se tornaram um foco de preocupa\u00e7\u00e3o para petroleiras internacionais. Elas temem que a onda pr\u00f3-investimento estrangeiro que justificou investimentos bilion\u00e1rios na regi\u00e3o nos \u00faltimos anos esteja perto do fim.<\/p>\n<p>Tr\u00eas importantes destinos de investimentos do setor, Brasil, M\u00e9xico e Col\u00f4mbia, t\u00eam elei\u00e7\u00f5es presidenciais em 2018. A Argentina, outro pa\u00eds considerado importante, escolher\u00e1 novo presidente em 2019.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um ano eleitoral em pa\u00edses-chave, e a pergunta que fica \u00e9: o que isso significa para n\u00f3s?&#8221;, questionou Cec\u00edlia de La Macorra, diretora de Assuntos Governamentais para a Am\u00e9rica Latina da Exxon durante a 26\u00aa La Jolla Energy Conference, evento anual que em 2018 teve as elei\u00e7\u00f5es latino-americanas como tema principal.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um momento excepcional, porque candidatos muito \u00e0 esquerda ou populistas parecem ter mais apoio do que em anos anteriores&#8221;, diz Ra\u00fal Gallegos, diretor da consultoria Control Risks, baseada em Londres.<\/p>\n<p>Na Col\u00f4mbia, pela primeira vez, um candidato ligado \u00e0 esquerda tem chance de chegar \u00e0 Presid\u00eancia: no dia 28 de maio, o ex-guerrilheiro Gustavo Petro teve 25% dos votos e disputar\u00e1 o segundo turno no pr\u00f3ximo domingo (17) com Iv\u00e1n Duque, ligado ao ex-presidente \u00c1lvaro Uribe.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico, o l\u00edder das pesquisas \u00e9 Andr\u00e9s Manuel Lopes Obrador, que fala em rever a reforma energ\u00e9tica que abriu o pa\u00eds a companhias privadas.<\/p>\n<p>&#8220;A esquerda j\u00e1 esteve perto de vencer no M\u00e9xico, mas nunca esteve t\u00e3o perto&#8221;, afirma Gallegos.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio de 2017, o M\u00e9xico realizou nove leil\u00f5es, nos quais 75 empresas de 20 pa\u00edses adquiriram 107 \u00e1reas explorat\u00f3rias. Duas outras rodadas est\u00e3o em curso neste momento.<\/p>\n<p>No Brasil, em cinco leil\u00f5es realizados pelo governo Temer, as petroleiras se comprometeram, em parceria com a Petrobras ou sozinhas, a pagar R$ 21,1 bilh\u00f5es apenas para a assinatura dos contratos.<\/p>\n<p>Elas defendem que o apetite responde a mudan\u00e7as regulat\u00f3rias promovidas pelo governo Temer, como o fim da exclusividade da Petrobras na explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal e a redu\u00e7\u00e3o dos compromissos de compra de equipamentos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Entre os pr\u00e9-candidatos \u00e0 Presid\u00eancia, por\u00e9m, Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT) j\u00e1 falaram em rever as regras. Jair Bolsonaro (PSL), que lidera o cen\u00e1rio sem Lula, \u00e9 visto pelo setor como uma inc\u00f3gnita.<\/p>\n<p>Normalmente avessa a coment\u00e1rios p\u00fablicos, a Exxon apela ao &#8220;pragmatismo&#8221; dos governos que ser\u00e3o eleitos neste ano.<\/p>\n<p>&#8220;O cen\u00e1rio global hoje \u00e9 bem competitivo. H\u00e1 muitas oportunidades de investimento&#8221;, disse a diretora da companhia.<\/p>\n<p>&#8220;Meu recado \u00e9: n\u00e3o entrem em p\u00e2nico&#8221;, ponderou Gallegos. Ele acha que Obrador e Petro n\u00e3o teriam apoio legislativo suficiente para mudan\u00e7as profundas.<\/p>\n<p>No Brasil, diz, a hist\u00f3ria mostra prefer\u00eancia por candidatos de centro, com menos risco de mudan\u00e7as profundas nas regras do setor.<\/p>\n<p>Fonte: Folha SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As elei\u00e7\u00f5es em pa\u00edses latino-americanos se tornaram um foco de preocupa\u00e7\u00e3o para petroleiras internacionais. 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