{"id":27135,"date":"2018-06-11T00:25:38","date_gmt":"2018-06-11T03:25:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=27135"},"modified":"2018-06-11T11:26:31","modified_gmt":"2018-06-11T14:26:31","slug":"soja-faz-do-paraguai-lider-no-comercio-fluvial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/soja-faz-do-paraguai-lider-no-comercio-fluvial\/","title":{"rendered":"Soja faz do Paraguai l\u00edder no com\u00e9rcio fluvial"},"content":{"rendered":"<p>Impulsionado por sua imensa produ\u00e7\u00e3o de soja, o Paraguai se converteu em l\u00edder indiscut\u00edvel da navega\u00e7\u00e3o fluvial na Am\u00e9rica Latina e chegou ao terceiro lugar no ranking mundial dessa atividade, superado apenas por Estados Unidos e China.<\/p>\n<p>Cruzado por caudalosos rios, o pa\u00eds n\u00e3o tem sa\u00edda para o mar, mas na temporada 2016\/2017 suas exporta\u00e7\u00f5es de soja atingiram mais de 6 milh\u00f5es de toneladas, principalmente para a Uni\u00e3o Europeia e para a R\u00fassia.<\/p>\n<p>O rio Paraguai, que nasce no Brasil e banha tamb\u00e9m um trecho da Bol\u00edvia, ao norte, percorre o Paraguai por cerca de mil quil\u00f4metros antes de se unir ao caudaloso rio Paran\u00e1, na fronteira com a Argentina, e desembocar no rio da Prata, em um percurso total de cerca de 3.000 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Trata-se de um dos mais longos cursos fluviais do planeta.<\/p>\n<p>A frota paraguaia de transporte fluvial \u00e9 operada por 46 empresas internacionais e sete companhias nacionais.<\/p>\n<p>Ela \u00e9 formada por mais de 3.000 barca\u00e7as e 200 rebocadores, que transportam carga a portos do Uruguai e da Argentina, para trasbordo a cargueiros que a conduzem a Europa, \u00c1sia e Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201cNos anos 90, com a alta no pre\u00e7o das mat\u00e9rias-primas, o Paraguai come\u00e7ou a semear soja em escala maci\u00e7a\u201d, afirmou Guillermo Ehreke, diretor da Shipyard, uma empresa de navega\u00e7\u00e3o fluvial.<\/p>\n<p>\u201cIsso coincidiu com a assinatura do Tratado Mercosul [Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai] em 1991 e com o tratado da hidrovia Paraguai-Paran\u00e1 [Argentina, Bol\u00edvia, Brasil, Paraguai e Uruguai], em 1992, o que criou uma via de navega\u00e7\u00e3o livre\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O Paraguai avan\u00e7ou de uma produ\u00e7\u00e3o de 700 mil toneladas de soja, na safra de 1992\/1993, para 4,5 milh\u00f5es de toneladas em 2002\/2003.<\/p>\n<p>Hoje, o pa\u00eds \u00e9 o sexto maior produtor mundial da oleaginosa, com 10,2 milh\u00f5es de toneladas na safra 2016\/2017, e o quarto maior exportador, com 6,1 milh\u00f5es de toneladas, segundo o Departamento da Agricultura dos EUA.<\/p>\n<p>E \u00e9 sobre a soja que se baseia o crescimento econ\u00f4mico que o pa\u00eds conquistou nos dez \u00faltimos anos, com m\u00e9dia de crescimento de 4% ao ano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das facilidades que lhe foram propiciadas pelo tratado do Mercosul e pela hidrovia, a ind\u00fastria de navega\u00e7\u00e3o paraguaia tamb\u00e9m foi impulsionada por uma dificuldade.<\/p>\n<p>\u201cA exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os acontecia por via terrestre, para Paranagu\u00e1, no Brasil, onde o Paraguai opera um porto franco. Mas nos anos 90 o Paran\u00e1 proibiu o tr\u00e2nsito de transg\u00eanicos e bloqueou a passagem da soja\u201d, diz Ehreke.<\/p>\n<p>No momento, as barca\u00e7as que descem os rios Paraguai e Paran\u00e1 transportam n\u00e3o s\u00f3 a produ\u00e7\u00e3o de soja paraguaia. Parte da produ\u00e7\u00e3o do Brasil, o segundo maior produtor mundial da commodity, e minerais extra\u00eddos na Bol\u00edvia tamb\u00e9m descem o rio.<\/p>\n<p>O usual \u00e9 que entre 9 e 12 barca\u00e7as naveguem juntas, transportando carga equivalente \u00e0 de 800 caminh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 2017, o tr\u00e1fego nas vias fluviais paraguaias chegou aos 21 milh\u00f5es de toneladas. A estimativa \u00e9 que ele atinja os 56 milh\u00f5es de toneladas em 2030, afirma Juan Carlos Mu\u00f1oz, presidente do centro de armadores do Paraguai.<\/p>\n<p>\u201cO tr\u00e1fego vai triplicar com a abertura do porto de Concepci\u00f3n e em seguida de Carmelo Peralta [400 km e 650 km, respectivamente, ao norte de Assun\u00e7\u00e3o] para que a soja produzida no Mato Grosso do Sul possa ser transportada aos portos de exporta\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Carmelo Peralta faz fronteira com o Brasil, na altura de Porto Murtinho (MS).\u00a0<\/p>\n<p>Mu\u00f1oz lembra que a esses carregamentos de soja \u00e9 preciso somar os minerais que a Bol\u00edvia exporta de suas minas.<\/p>\n<p>O setor de navega\u00e7\u00e3o responde por cerca de 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto) paraguaio no ramo de servi\u00e7os, com investimento de US$ 5 bilh\u00f5es em equipamentos e faturamento anual de US$ 800 milh\u00f5es. O setor gera 5,4 mil empregos diretos e 16 mil empregos indiretos.<\/p>\n<p>A frota fluvial paraguaia come\u00e7ou com embarca\u00e7\u00f5es usadas que operavam no rio Mississipi nos Estados Unidos, importadas para o pa\u00eds pela Cargill. Tamb\u00e9m se nutriu de empresas argentinas de navega\u00e7\u00e3o fluvial que nos anos 90, na presid\u00eancia de Carlos Menem, foram autorizadas a operar sob a bandeira paraguaia.<\/p>\n<p>\u201cO Paraguai se tornou muito atraente, com seu sistema tribut\u00e1rio de baixa press\u00e3o. Com o tempo, a capacidade de manuten\u00e7\u00e3o e reparo foi se desenvolvendo, e tamb\u00e9m surgiram empresas de constru\u00e7\u00e3o naval\u201d, diz Ehreke.<\/p>\n<p>Mas apesar de seu r\u00e1pido crescimento no transporte de carga, a frota fluvial praticamente n\u00e3o existe em termos de transporte de passageiros.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 cerca de 250 mil pessoas que v\u00eam a cada dia das \u00e1reas suburbanas at\u00e9 Assun\u00e7\u00e3o, para trabalhar. O novo desafio \u00e9 criar uma frota fluvial de transporte de passageiros, o que requer embarca\u00e7\u00f5es e atracadouros\u201d, diz Ehreke.<\/p>\n<p>Fonte: Folha<\/p>\n<div class=\"jwDisqusForm\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impulsionado por sua imensa produ\u00e7\u00e3o de soja, o Paraguai se converteu em l\u00edder indiscut\u00edvel da navega\u00e7\u00e3o fluvial na Am\u00e9rica Latina e chegou ao terceiro lugar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":22306,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-27135","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27135","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27135"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27135\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27136,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27135\/revisions\/27136"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22306"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}