{"id":27048,"date":"2018-06-04T12:09:03","date_gmt":"2018-06-04T15:09:03","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=27048"},"modified":"2018-06-04T12:09:03","modified_gmt":"2018-06-04T15:09:03","slug":"fundo-apollo-negocia-assumir-controle-do-estaleiro-eas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/fundo-apollo-negocia-assumir-controle-do-estaleiro-eas\/","title":{"rendered":"Fundo Apollo negocia assumir controle do estaleiro EAS"},"content":{"rendered":"<p>O Estaleiro Atl\u00e2ntico Sul (EAS), controlado por Camargo Corr\u00eaa e Queiroz Galv\u00e3o, busca alternativas para fortalecer sua estrutura de capital, e assegurar sua sobreviv\u00eancia. O Valor apurou que o fundo Apollo, s\u00f3cio da consultoria de reestrutura\u00e7\u00e3o de empresas Starboard, estuda fazer oferta pelo EAS, podendo, inclusive, assumir o controle do estaleiro. A empresa de navega\u00e7\u00e3o Satco \u00e9 outro candidato a investir no estaleiro e poderia trazer junto com ela uma carteira de encomendas de navios.<\/p>\n<p>A entrada de novo s\u00f3cio ou controlador no EAS vai demandar ao menos 8 a 10 meses. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o simples\u201d, disse uma fonte. Em todo caso, a oferta de um investidor pelo estaleiro precisar\u00e1 ter apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES). O BNDES \u00e9 o principal credor, com R$ 1,2 bilh\u00e3o em cr\u00e9ditos \u2014 75% da d\u00edvida total do EAS, de R$ 1,6 bilh\u00e3o. BNDES, EAS e Starboard n\u00e3o se pronunciaram.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o do mercado, se as discuss\u00f5es com investidores n\u00e3o chegarem a bom termo, existe risco de o EAS ter de pedir prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Justi\u00e7a contra credores em 2019. O estaleiro est\u00e1 parado, e concedeu f\u00e9rias coletivas aos 3,6 mil empregados at\u00e9 11 de junho por desabastecimento de insumos como resultado da greve dos caminhoneiros.<\/p>\n<p>Sem nova carteira de encomendas, o EAS enfrenta dificuldades financeiras: teve preju\u00edzo de R$ 466 milh\u00f5es em 2017. E dever\u00e1 necessitar de novo aporte de recursos dos s\u00f3cios ainda neste ano. A situa\u00e7\u00e3o pode acelerar as conversas para entrada de novo s\u00f3cio no estaleiro. Existe possibilidade, inclusive, de que esse parceiro venha a possa assumir o controle acion\u00e1rio do estaleiro, apurou o Valor.<\/p>\n<p>A Camargo Corr\u00eaa n\u00e3o est\u00e1 disposta a arcar sozinha com novos aportes no EAS e, na avalia\u00e7\u00e3o de pessoas do setor, a Queiroz Galv\u00e3o vive momento delicado com d\u00edvidas da ordem de R$ 10 bilh\u00f5es, e problemas no Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU). Al\u00e9m disso, os dois acionistas ainda encontram restri\u00e7\u00f5es de acesso a cr\u00e9dito nos bancos para novos investimentos em seus ativos devido \u00e0 Lava-Jato.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto complexo que surge a op\u00e7\u00e3o do fundo Apollo vir a fazer uma oferta pelo EAS. Na opera\u00e7\u00e3o, o Apollo pode tornar-se dono do estaleiro. As conversas com o fundo, embora preliminares, s\u00e3o uma das alternativas mais avan\u00e7adas no momento. Ainda n\u00e3o existe uma oferta vinculante por parte do Apollo, o que poderia ocorrer a curto prazo.<\/p>\n<p>O estaleiro ainda tem cinco navios para entrega \u00e0 Transpetro, a subsidi\u00e1ria de log\u00edstica da Petrobras, at\u00e9 meados de 2019. Do lote original de 22, sete foram cancelados quando Pedro Parente assumiu a estatal em 2016.<\/p>\n<p>O EAS j\u00e1 precisaria ter renovado a carteira de encomendas no come\u00e7o deste ano, o que n\u00e3o aconteceu, tornando a situa\u00e7\u00e3o da empresa cada vez mais delicada. Uma das alternativas que o EAS vem buscando h\u00e1 algum tempo para continuar a operar envolve a transa\u00e7\u00e3o com a empresa de navega\u00e7\u00e3o Satco, interessada em construir no estaleiro cinco navios petroleiros para atender a Petrobras.<\/p>\n<p>O neg\u00f3cio at\u00e9 hoje n\u00e3o foi adiante, mas a Satco continua no p\u00e1reo, e tamb\u00e9m pode fazer uma oferta para entrar no capital do EAS. Ligada a capitais ingleses, teria chegado a sinalizar que assumiria boa parte da d\u00edvida do estaleiro com o BNDES, mas a transa\u00e7\u00e3o com os s\u00f3cios do EAS tamb\u00e9m n\u00e3o foi adiante. Hoje, n\u00e3o est\u00e1 claro se o BNDES aceitaria propostas do Apollo ou da Satco envolvendo o controle do EAS. O banco \u00e9 exigente em termos de garantias reais dos acionistas nesse tipo de opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os novos parceiros do EAS, assim como os atuais acionistas, t\u00eam interesse em renegociar as condi\u00e7\u00f5es de financiamento contratadas com o BNDES, em termos de custos e de prazos. O que o EAS busca, portanto, s\u00e3o op\u00e7\u00f5es de continuidade. Se quiser garantir nova encomenda, precisa de garantias para recursos financeiros, o que hoje n\u00e3o tem. Apesar de ter gerado caixa positivo, n\u00e3o consegue pagar a totalidade do servi\u00e7o da d\u00edvida, de custo elevado. No caso do BNDES, a d\u00edvida de R$ 1,2 bilh\u00e3o tem prazo de 20 anos, com quatro de car\u00eancia e 16 anos para pagar. O EAS considera ser uma d\u00edvida cara, que precisaria ser renegociada.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o de fontes, portanto, \u00e9 de que a capitaliza\u00e7\u00e3o do estaleiro \u00e9 \u201cpremente\u201d se o EAS quiser se manter operando. A entrada de um s\u00f3cio no estaleiro torna-se mais f\u00e1cil se for algu\u00e9m com balan\u00e7o \u201cmaior\u201d pois facilita levantar recursos com bancos. A d\u00edvida do estaleiro com o BNDES tem origem em repasses do Fundo da Marinha Mercante (FMM), mas o risco da opera\u00e7\u00e3o \u00e9 do agente financeiro, no caso o banco de fomento. \u201cEventualmente, o novo controlador teria de discutir novo cr\u00e9dito com o BNDES e pr\u00e9-pagar o FMM\u201d, disse uma fonte.<\/p>\n<p>No total, o EAS recebeu investimento de R$ 3 bilh\u00f5es e depois de muitas dificuldades conseguiu capacitar m\u00e3o de obra e obter ganhos de produtividade. Hoje, o estaleiro atingiu de 70% a 75% da curva de aprendizado, e opera com produ\u00e7\u00e3o de cinco navios por ano. No entanto, fontes afirma que um estaleiro n\u00e3o consegue sobreviver se n\u00e3o tiver um apoio de conte\u00fado local de ao menos 40% a 45%.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estaleiro Atl\u00e2ntico Sul (EAS), controlado por Camargo Corr\u00eaa e Queiroz Galv\u00e3o, busca alternativas para fortalecer sua estrutura de capital, e assegurar sua sobreviv\u00eancia. 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