{"id":27042,"date":"2018-05-30T02:00:47","date_gmt":"2018-05-30T05:00:47","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=27042"},"modified":"2018-05-29T22:43:51","modified_gmt":"2018-05-30T01:43:51","slug":"porto-de-santos-ja-registra-perdas-de-us-100-milhoes-com-greve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/porto-de-santos-ja-registra-perdas-de-us-100-milhoes-com-greve\/","title":{"rendered":"Porto de Santos j\u00e1 registra perdas de US$ 100 milh\u00f5es com greve"},"content":{"rendered":"<p>A greve dos caminhoneiros, que j\u00e1 ultrapassa uma semana, inviabilizou as exporta\u00e7\u00f5es pelo Porto de Santos e causa preju\u00edzos de US$ 100 milh\u00f5es, o equivalente a R$ 375 milh\u00f5es, ao setor de navega\u00e7\u00e3o, segundo levantamento do Sindicato da Ag\u00eancias de Navega\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima do Estado de S\u00e3o Paulo (Sindamar). Um navio graneleiro aguarda atracado, h\u00e1 cinco dias, a chegada da carga para completar o carregamento rumo ao exterior e v\u00e1rios outros est\u00e3o fundeados esperando mercadorias.<\/p>\n<p>O problema tamb\u00e9m \u00e9 enfrentado nos terminais de cont\u00eaineres, que priorizam opera\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o por conta da falta de caixas met\u00e1licas destinadas ao mercado internacional. A situa\u00e7\u00e3o ainda se agrava diante de paralisa\u00e7\u00f5es de outras quatro categorias no cais santista.<\/p>\n<p>Em greve desde a segunda-feira da semana passada (21), os caminhoneiros aut\u00f4nomos que atuam no Porto n\u00e3o pretendem voltar ao trabalho, mesmo com as propostas do Governo Federal, divulgadas no \u00faltimo domingo (27). Nesta segunda-feira (28), eles mantiveram os protestos nos acessos rodovi\u00e1rios \u00e0s duas margens do complexo mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>Com isso, continua imposs\u00edvel o transporte de cargas de exporta\u00e7\u00e3o at\u00e9 os terminais do cais santista. O problema ainda se agrava diante do comprometimento da capacidade de armazenagem de terminais. Isto acontece devido ao represamento das cargas de importa\u00e7\u00e3o que foram desembarcadas nas \u00faltimas semanas, mas que n\u00e3o est\u00e3o sendo desembara\u00e7adas ou removidas pelos caminhoneiros.<\/p>\n<p>Segundo o diretor-executivo do Sindamar, Jos\u00e9 Roque, apenas 20% das cargas de exporta\u00e7\u00e3o normalmente movimentadas est\u00e3o sendo embarcadas pelo cais santista. Tratam-se de mercadorias em tr\u00e2nsito ou j\u00e1 depositadas nos terminais.<\/p>\n<p>Houve, ainda, um navio que deixou o Porto de Santos com 80% de sua capacidade de transporte ociosa. Al\u00e9m disso, alguns cargueiros j\u00e1 est\u00e3o com estoques de \u00e1gua pot\u00e1vel, medicamentos e alimentos seriamente comprometidos.<\/p>\n<p>\u201cEstimamos que umas 250 mil toneladas deixaram de embarcar, at\u00e9 sexta-feira, o que equivale, aproximadamente, \u00e0 17.860 cont\u00eaineres, sendo que o maior destino \u00e9 a Europa e o restante Estados Unidos, Caribe e \u00c1sia\u201d, explicou o executivo.<\/p>\n<p>De acordo com Roque, por falta de carga, os navios de cabotagem ficar\u00e3o parados por uma semana, fundeados nos portos. Isto eleva ainda mais os preju\u00edzos com a paralisa\u00e7\u00e3o, tendo em vista o custo de embarca\u00e7\u00f5es paradas.<\/p>\n<p>Terminais<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o afeta terminais de cont\u00eaineres e graneleiros. Na ADM, as atividades foram reduzidas ou paralisadas em v\u00e1rias unidades de neg\u00f3cio no Pa\u00eds, inclusive no Porto de Santos, no Corredor de Exporta\u00e7\u00e3o, onde o armazenamento est\u00e1 com capacidade total.<\/p>\n<p>Na Rumo, na regi\u00e3o de Outeirinhos, os embarques tamb\u00e9m ficaram comprometidos. No s\u00e1bado, a ferrovia da empresa no trecho de Chapad\u00e3o do Sul (MS) chegou a ser vandalizada, mas o problema foi resolvido no mesmo dia.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Brasil Terminal Portu\u00e1rio (BTP), que fica na Alemoa e opera cont\u00eaineres, cerca de 20 mil acessos para entrega ou retirada de carga deixaram de ser realizados desde o in\u00edcio da greve. A ocupa\u00e7\u00e3o atual do terminal \u00e9 de 75%. Estima-se que ser\u00e3o necess\u00e1rias, no m\u00ednimo, 24 horas ap\u00f3s o encerramento do movimento para o reestabelecimento do fluxo regular de opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No Tecon, na Margem Esquerda (Guaruj\u00e1) do complexo mar\u00edtimo, continua o racionamento de combust\u00edvel. Mas, mesmo com a impossibilidade de remo\u00e7\u00e3o de cargas, ainda h\u00e1 espa\u00e7os nos p\u00e1tios do terminal administrado pela Santos Brasil.<\/p>\n<p>Of\u00edcio<\/p>\n<p>Todos os problemas foram relatados pela Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Operadores Portu\u00e1rios (Fenop), em of\u00edcio endere\u00e7ado ao presidente da Rep\u00fablica, Michel Temer (MDB), e v\u00e1rios ministros ontem. Segundo a entidade, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201ccatastr\u00f3fica\u201d e os preju\u00edzos, que s\u00e3o \u201cincalcul\u00e1veis\u201d, devem ser sentidos por muito tempo.<\/p>\n<p>\u201cNavios n\u00e3o conseguem mais ser descarregados ou carregados, empresas de navega\u00e7\u00e3o j\u00e1 desviaram embarca\u00e7\u00f5es para outros pa\u00edses e, ainda mais grave, as empresas de navega\u00e7\u00e3o de cabotagem foram for\u00e7adas a paralisar seus navios por absoluta falta de carga e de condi\u00e7\u00f5es de escoamentos\u201d, destacou o presidente da entidade, S\u00e9rgio Aquino.<\/p>\n<p>Fuzileiros<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, a presen\u00e7a de ve\u00edculos, embarca\u00e7\u00f5es e at\u00e9 aeronaves da Marinha do Brasil \u00e9 constante no Porto de Santos. Todos esses meios e 300 fuzileiros navais dever\u00e3o permanecer na Cidade nos pr\u00f3ximos dias, realizando inspe\u00e7\u00f5es para garantir a seguran\u00e7a no complexo mar\u00edtimo.\u00a0<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma a\u00e7\u00e3o preventiva. At\u00e9 o momento, n\u00e3o houve nenhum tipo de ocorr\u00eancia que indicasse a necessidade de a\u00e7\u00e3o das tropas com empenho de for\u00e7a. A opera\u00e7\u00e3o vai continuar nos pr\u00f3ximos dias, para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO)\u201d, explicou o capit\u00e3o de mar e guerra Daniel Rosa de Menezes, comandante da Capitania dos Portos de S\u00e3o Paulo (CPSP).\u00a0<\/p>\n<p>Os militares iniciaram patrulhas nas proximidades do cais santista. Em terra, os oficiais est\u00e3o presentes, v\u00e1rias vezes ao dia, nos locais de concentra\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros, nos acessos ao Porto.<\/p>\n<p>Pelo mar, o navio-patrulha Maca\u00e9 \u00e9 respons\u00e1vel pela inspe\u00e7\u00e3o de \u00e1reas portu\u00e1rias e tamb\u00e9m nas regi\u00f5es pr\u00f3ximas aos atracadouros das balsas que fazem a travessia entre Santos e Guaruj\u00e1. Na semana passada, um grupo de pescadores interrompeu, por cerca de uma hora, o tr\u00e1fego nesta regi\u00e3o, durante um protesto em apoio aos caminhoneiros.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA finalidade da GLO \u00e9 preservar a infraestrutura portu\u00e1ria de amea\u00e7as, assim como o patrim\u00f4nio do Porto e ainda a seguran\u00e7a das pessoas que l\u00e1 trabalham\u201d, afirmou o capit\u00e3o dos portos.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m do navio-patrulha Maca\u00e9, outra embarca\u00e7\u00e3o da Marinha do Brasil est\u00e1 no Porto. Trata-se do Navio Doca Multiprop\u00f3sito (NDM) Bahia, capaz de transportar viaturas militares e embarca\u00e7\u00f5es de desembarque, operar com tr\u00eas helic\u00f3pteros de porte m\u00e9dio e transportar at\u00e9 450 fuzileiros navais. Nesta opera\u00e7\u00e3o no Porto, foram destacadas duas aeronaves, 270 militares e diversos ve\u00edculos.\u00a0<\/p>\n<p>O NDM Bahia conta ainda com dois blocos cir\u00fargicos, que disp\u00f5e de 49 leitos, sendo oito de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Laborat\u00f3rios de an\u00e1lises cl\u00ednicas e equipamentos de raios X e ultrassom tamb\u00e9m fazem parte da estrutura da embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: A Tribuna<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A greve dos caminhoneiros, que j\u00e1 ultrapassa uma semana, inviabilizou as exporta\u00e7\u00f5es pelo Porto de Santos e causa preju\u00edzos de US$ 100 milh\u00f5es, o equivalente&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17820,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-27042","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27042","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27042"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27042\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27043,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27042\/revisions\/27043"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}