{"id":26998,"date":"2018-05-28T00:00:44","date_gmt":"2018-05-28T03:00:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26998"},"modified":"2018-05-27T18:57:45","modified_gmt":"2018-05-27T21:57:45","slug":"paralisacao-causa-impacto-em-suape","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/paralisacao-causa-impacto-em-suape\/","title":{"rendered":"Paralisa\u00e7\u00e3o causa impacto em Suape"},"content":{"rendered":"<p>O Complexo Industrial Portu\u00e1rio de Suape continua sofrendo os impactos da paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros, que permanecem mobilizados na Avenida Portu\u00e1ria, via de acesso ao porto. Representantes de Suape negociaram com os manifestantes a entrada de dois caminh\u00f5es-tanque para abastecimento de GLP para o Complexo Prisional do Curado, outros 10 com querosene de avia\u00e7\u00e3o (QAV) para abastecer o Aeroporto Internacional dos Guararapes e mais quatro com combust\u00edvel para abastecer as viaturas das for\u00e7as de seguran\u00e7a do Estado.<\/p>\n<p>Poucas horas depois, a ju\u00edza da Vara da Fazenda P\u00fablica da Comarca de Ipojuca, Nahiane Ramalho de Matos, expediu decis\u00e3o determinando que os manifestantes se abstivessem de impedir a passagem do tr\u00e1fego de ve\u00edculos com cargas necess\u00e1rias \u00e0 seguran\u00e7a das opera\u00e7\u00f5es dentro do porto e ao abastecimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da noite, um oficial de Justi\u00e7a notificou os manifestantes que estavam no local. Apesar do desbloqueio do acesso ao porto para servi\u00e7os essenciais, persistem as dificuldades de escoamento, em raz\u00e3o de bloqueios existentes nas rodovias e de indisponibilidade de transportadoras e caminhoneiros.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fim desta manh\u00e3, dois caminh\u00f5es que levariam GLP aos pres\u00eddios haviam deixado a \u00e1rea portu\u00e1ria e um outro caminh\u00e3o com \u00f3leo diesel foi liberado para abastecimento do transporte p\u00fablico. Um caminh\u00e3o carregado com nitrog\u00eanio para resfriar o sistema de armazenagem de butadieno tamb\u00e9m foi autorizado a entrar no porto e teve acesso ao terminal da Ultracargo.<\/p>\n<p>Uma m\u00e9dia de 1.600 a 2.000 caminh\u00f5es\/dia (70% de combust\u00edveis) est\u00e3o deixando de ter acesso ao porto.<\/p>\n<p>Oito navios est\u00e3o na \u00e1rea de fundeio na manh\u00e3 desta sexta-feira (25), n\u00famero considerado normal. At\u00e9 o momento, nenhum navio deixou de atracar. Em poucos dias, no entanto, se n\u00e3o houver evolu\u00e7\u00e3o nas negocia\u00e7\u00f5es com os manifestantes, novos navios poder\u00e3o ser impedidos de atracar devido \u00e0 indisponibilidade de \u00e1rea para armazenagem ou falta de carga para embarque.<\/p>\n<p>No momento, 1.800 ve\u00edculos importados est\u00e3o no P\u00e1tio P\u00fablico de Ve\u00edculos 1 e n\u00e3o foram escoados via rodovi\u00e1ria.<\/p>\n<p>O Terminal de Cont\u00eaineres (Tecon Suape) paralisou a movimenta\u00e7\u00e3o entre terminais desde ter\u00e7a-feira e n\u00e3o faz nenhuma movimenta\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria desde ent\u00e3o. Um volume de aproximadamente 5 mil TEUs (medida equivalente a um cont\u00eainer de 20 p\u00e9s) est\u00e1 parado nas depend\u00eancias da empresa, por falta de escoamento. Na manh\u00e3 desta sexta-feira (25), um navio estava atracado realizando opera\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento a escala de chegada de navios no Tecon est\u00e1 mantida, j\u00e1 que a opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria de retirada dos cont\u00eaineres n\u00e3o foi afetada. Apenas os equipamentos de terra est\u00e3o comprometidos por falta de \u00f3leo combust\u00edvel. O armaz\u00e9m e o p\u00e1tio da Localfrio, que tamb\u00e9m opera cont\u00eaineres, est\u00e3o com volumes cr\u00edticos em raz\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O terminal da Ultracargo, que armazena produtos de alta periculosidade (butadieno), necessita diariamente de abastecimento de nitrog\u00eanio, g\u00e1s n\u00e3o dispon\u00edvel no porto e que serve para resfriar o sistema de tancagem. Na ter\u00e7a-feira, os manifestantes permitiram a entrada de apenas um caminh\u00e3o. Um novo caminh\u00e3o teve acesso ao terminal na madrugada desta sexta-feira (25).<\/p>\n<p>O \u00f3leo combust\u00edvel utilizado em geradores convencionais de escolas, postos de sa\u00fade, hospitais e afins continua com dificuldades de escoamento, em raz\u00e3o de bloqueios existentes nas rodovias e de disponibilidade de transportadoras e caminhoneiros. Gasolina e etanol tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o deixando os terminais, comprometendo o abastecimento dos postos em toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os terminais de tancagem de combust\u00edveis que dependem diretamente do modal rodovi\u00e1rio est\u00e3o com capacidade entre 73% e 98%. A Decal, que depende pouco dos caminh\u00f5es, est\u00e1 com armazenagem em 30%. No total, a capacidade de tancagem dos terminais est\u00e1 em 68%.<\/p>\n<p>Termoel\u00e9tricas como a Suape Energia e Pernambuco 3 recebem \u00f3leo combust\u00edvel por via rodovi\u00e1ria e poder\u00e3o ter seu abastecimento comprometido se o desabastecimento persistir.<\/p>\n<p>A Bunge Moinho, que armazena trigo, est\u00e1 com os silos praticamente cheios. Consequentemente, tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o realizando a distribui\u00e7\u00e3o para padarias e ind\u00fastrias.<\/p>\n<p>Todas as unidades de envase de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo-GLP (g\u00e1s de cozinha) que atendem a regi\u00e3o est\u00e3o em Suape e est\u00e3o com 100% de sua capacidade de armazenagem. O desabastecimento tamb\u00e9m impacta clientes como hospitais, ind\u00fastrias, restaurantes, hot\u00e9is e pr\u00e9dios residenciais.<\/p>\n<div class=\"jwDisqusForm\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Complexo Industrial Portu\u00e1rio de Suape continua sofrendo os impactos da paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros, que permanecem mobilizados na Avenida Portu\u00e1ria, via de acesso ao porto&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":22876,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-26998","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26998","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26998"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26998\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27000,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26998\/revisions\/27000"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}