{"id":26857,"date":"2018-05-11T00:59:20","date_gmt":"2018-05-11T03:59:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26857"},"modified":"2018-05-10T17:00:45","modified_gmt":"2018-05-10T20:00:45","slug":"siderurgicas-brasileiras-aceitam-cotas-impostas-pelos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/siderurgicas-brasileiras-aceitam-cotas-impostas-pelos-eua\/","title":{"rendered":"Sider\u00fargicas brasileiras aceitam cotas impostas pelos EUA"},"content":{"rendered":"<p>Pressionadas, as sider\u00fargicas brasileiras decidiram aceitar a imposi\u00e7\u00e3o de cotas de exporta\u00e7\u00e3o para os Estados Unidos em troca da elimina\u00e7\u00e3o de tarifas adicionais. Com isso, as exporta\u00e7\u00f5es de a\u00e7os semiacabados cair\u00e1 7,4% em rela\u00e7\u00e3o ao volume de 2017. J\u00e1 no caso de acabados, haver\u00e1 redu\u00e7\u00e3o entre 20% e 60%.<\/p>\n<p>Em entrevista nesta quarta (2) para anunciar a decis\u00e3o, o presidente do Instituto A\u00e7o Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, disse que o setor n\u00e3o tinha alternativas e cobrou medidas do governo federal para evitar que o Brasil seja o destino de novos excedentes globais de a\u00e7o que surgir\u00e3o ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es americanas a importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O acordo proposto pelos Estados Unidos prev\u00ea cota de importa\u00e7\u00e3o de a\u00e7o semiacabado, que \u00e9 processado em sider\u00fargicas americanas, equivalente ao volume m\u00e9dio importado entre 2015 e 2017. J\u00e1 no caso dos acabados, que s\u00e3o produtos finais, usados por outras ind\u00fastrias, a cota prev\u00ea um redutor de 30% sobre a m\u00e9dia dos mesmos anos.<\/p>\n<p>Assim, segundo c\u00e1lculos do IABr, o Brasil poder\u00e1 exportar 3,5 milh\u00f5es de toneladas de semiacabados por ano, 7,4% a menos do que em 2017. No caso dos acabados (tubos, vergalh\u00f5es, a\u00e7os planos e a\u00e7os especiais), ser\u00e3o 496 mil toneladas.\u00a0<\/p>\n<p>O IABR n\u00e3o informou o quanto cair\u00e1 a venda de cada grupo, dizendo apenas que os menos prejudicados perder\u00e3o 20% e os mais, 60%.<\/p>\n<p>&#8220;Neste momento, o Brasil j\u00e1 est\u00e1 operando com um fator de utiliza\u00e7\u00e3o muito baixo, em torno de 68%, quando o razo\u00e1vel seria 80%, e a exporta\u00e7\u00e3o continua sendo vital&#8221;, disse Mello Lopes, ressaltando que cerca de 1\/3 das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de semiacabados s\u00e3o destinadas aos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Com o acordo, diz ele, a capacidade tende a ser mantida nos n\u00edveis atuais. Mas h\u00e1 grande preocupa\u00e7\u00e3o do setor com a competi\u00e7\u00e3o, no Brasil, com produtos antes destinados aos Estados Unidos. O mundo vive hoje um cen\u00e1rio de sobreoferta de a\u00e7o, que deve se agravar com as restri\u00e7\u00f5es norte-americanas.<\/p>\n<p>&#8220;Preocupa a necessidade de termos defesa comercial n\u00e3o politizada&#8221;, afirmou o presidente do IABr, criticando propostas de redu\u00e7\u00e3o tarifas sobre importa\u00e7\u00f5es que chamou de &#8220;autistas&#8221; e &#8220;desconectadas do mundo real&#8221;.<\/p>\n<p>Mello Lopes disse que ainda faltam detalhes de operacionaliza\u00e7\u00e3o do acordo com os Estados Unidos. O governo brasileiro, por exemplo, n\u00e3o poder\u00e1 participar da contabilidade das cotas, como fazia nos anos 1980, j\u00e1 que a OMC (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio) considera essa pol\u00edtica ilegal.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ser\u00e1 preciso definir qual ser\u00e1 o volume de importa\u00e7\u00e3o de cada produtor brasileiro \u2013o que deve levar ainda a um processo de revis\u00e3o de contratos com compradores nos Estados Unidos. A cota \u00e9 retroativa e, assim que o acordo for assinado, passa a ser contabilizada a partir de janeiro de 2018.\u00a0<\/p>\n<p>CONSULTORIA EURASIA V\u00ca PIORA DO CEN\u00c1RIO NO LONGO PRAZO<\/p>\n<p>A consultoria Eurasia afirmou nesta quarta (2) que o estabelecimento, pelos Estados Unidos, de cotas para a importa\u00e7\u00e3o de a\u00e7o do Brasil pode aliviar a tens\u00e3o entre os pa\u00edses no curto prazo, mas trazem incertezas no longo prazo.<\/p>\n<p>As cotas est\u00e3o sendo negociadas com Argentina, Austr\u00e1lia e Brasil como alternativa a sobretaxas sobre a\u00e7o e alum\u00ednio criadas pelo governo americano sob o argumento que v\u00e3o contribuir para a seguran\u00e7a interna.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica, por\u00e9m, poderia ser questionada pelos pa\u00edses na OMC (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio) ou gerar retalia\u00e7\u00f5es a produtos americanos, avalia a consultoria.<\/p>\n<p>Em relat\u00f3rio divulgado nesta quarta, a Eurasia diz que as cotas s\u00e3o mais favor\u00e1veis \u00e0s sider\u00fargicas brasileiras do que o aumento da tarifa, o que deve ajudar a reduzir as tens\u00f5es entre os dois pa\u00edses neste momento.<\/p>\n<p>Mas que um acordo nesse sentido abre precedente que pode amea\u00e7ar pa\u00edses dependentes de exporta\u00e7\u00e3o no futuro.<\/p>\n<p>Segundo o racioc\u00ednio, para garantir as suas exporta\u00e7\u00f5es e, consequentemente, a atividade econ\u00f4mica, os pa\u00edses dependentes podem se tornar mais suscet\u00edveis a aceitar solu\u00e7\u00f5es que s\u00e3o contr\u00e1rias \u00e0s regras da OMC.<\/p>\n<p>&#8220;Por enquanto, uma retalia\u00e7\u00e3o do Brasil parece improv\u00e1vel. N\u00e3o apenas porque as cotas s\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o aceit\u00e1vel, mas tamb\u00e9m porque muitas autoridades s\u00e3o contr\u00e1rias a restri\u00e7\u00f5es no com\u00e9rcio exterior em meio a uma recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica fr\u00e1gil&#8221;, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Fonte: Folha SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pressionadas, as sider\u00fargicas brasileiras decidiram aceitar a imposi\u00e7\u00e3o de cotas de exporta\u00e7\u00e3o para os Estados Unidos em troca da elimina\u00e7\u00e3o de tarifas adicionais. 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