{"id":26851,"date":"2018-05-11T00:55:33","date_gmt":"2018-05-11T03:55:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26851"},"modified":"2018-05-10T16:56:39","modified_gmt":"2018-05-10T19:56:39","slug":"bacia-de-campos-uma-bacia-de-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/bacia-de-campos-uma-bacia-de-futuro\/","title":{"rendered":"Bacia de Campos, uma bacia de futuro"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 41 anos em opera\u00e7\u00e3o, a Bacia de Campos, respons\u00e1vel por mais de 50% da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo do Brasil, oferece in\u00fameras oportunidades e desafios para a Petrobras e suas parceiras e ir\u00e1 contribuir por muitos anos para a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no Brasil. Nesta ter\u00e7a-feira durante a Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, Marcelo Batalha, Gerente Geral da UO-BC da Petrobras, juntamente com diversos especialistas da Petrobras, apresentou a hist\u00f3ria e as perspectivas em um painel sobre a Bacia. Na entrevista abaixo, ele detalha alguns dos principais projetos da Petrobras para a regi\u00e3o, que hoje conta com 53 unidades mar\u00edtimas de produ\u00e7\u00e3o e suporte \u00e0s atividades.<\/p>\n<p>Como a Bacia de Campos pode contribuir para o aumento da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo da Petrobras, em seu 41\u00ba ano em atividade?<\/p>\n<p>A Bacia de Campos \u00e9 um dos maiores complexos petrol\u00edferos mar\u00edtimos do mundo e tem f\u00f4lego suficiente para se expandir e reduzir sua tend\u00eancia natural de decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Temos uma s\u00e9rie de projetos que ir\u00e3o garantir que a Bacia de Campos continue a produzir por muito tempo, de forma economicamente vi\u00e1vel. Esses projetos envolvem a revitaliza\u00e7\u00e3o de campos, os novos sistemas que entrar\u00e3o em produ\u00e7\u00e3o e o investimento em projetos para aumentar o fator de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os 10 blocos explorat\u00f3rios adquiridos pela Petrobras na Bacia de Campos, nas duas \u00faltimas rodadas de Leil\u00e3o da ANP, s\u00e3o outro indicativo de que a bacia est\u00e1 ligada ao crescimento da Petrobras e continua apresentando grande potencial geol\u00f3gico. As \u00e1reas foram adquiridas de acordo com a estrat\u00e9gia atual da companhia de atuar de forma seletiva, para recompor o nosso portf\u00f3lio e assegurar produ\u00e7\u00e3o futura e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Como est\u00e3o os projetos para revitaliza\u00e7\u00e3o dos campos?<\/p>\n<p>O caso mais adiantado \u00e9 o de Marlim, cujo contrato de concess\u00e3o foi estendido pela ANP at\u00e9 2052, juntamente com o de Voador. A prorroga\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de projetos de revitaliza\u00e7\u00e3o destes campos.<\/p>\n<p>De acordo com o projeto, as nove plataformas atuais ser\u00e3o substitu\u00eddas por duas unidades, com elevada capacidade de tratamento de \u00e1gua. A Petrobras usar\u00e1 os po\u00e7os j\u00e1 existentes e construir\u00e1 outros para drenar o \u00f3leo que ainda n\u00e3o foi aproveitado. A concep\u00e7\u00e3o do projeto prev\u00ea a conviv\u00eancia do sistema novo com o atualmente em produ\u00e7\u00e3o, minimizando assim a interdepend\u00eancia com o projeto de desmobiliza\u00e7\u00e3o das plataformas atuais de Marlim. O processo de contrata\u00e7\u00e3o das novas unidades foi iniciado em janeiro desse ano.<\/p>\n<p>Estamos tamb\u00e9m discutindo com a ANP a extens\u00e3o de outros contratos de concess\u00e3o na Bacia de Campos, como os campos de Jubarte e Cachalote, no Parque das Baleias, e o campo de Albacora, que est\u00e1 completando 30 anos de produ\u00e7\u00e3o. Albacora teve uma descoberta no pr\u00e9-sal, a de Forno, que tamb\u00e9m ser\u00e1 considerada nesse projeto de revitaliza\u00e7\u00e3o que estamos estudando.<\/p>\n<p>Como o pr\u00e9-sal pode contribuir para a continuidade da produ\u00e7\u00e3o na Bacia de Campos?<\/p>\n<p>O principal ganho das descobertas feitas no pr\u00e9-sal da Bacia de Campos \u00e9 que elas ocorrem em campos que j\u00e1 produzem na camada p\u00f3s-sal h\u00e1 alguns anos e que j\u00e1 contam com infraestrutura instalada. Isso traz economia de custos para a companhia e tamb\u00e9m favorece a acelera\u00e7\u00e3o da entrada em produ\u00e7\u00e3o dessas jazidas.<\/p>\n<p>A descoberta de Brava, que est\u00e1 abaixo da concess\u00e3o em Marlim, por exemplo, j\u00e1 est\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o na P-20. Estamos em fase de delimita\u00e7\u00e3o do volume existente e confirmado o potencial, isso pode trazer um grande incremento para a revitaliza\u00e7\u00e3o de Marlim, agregando esse volume l\u00e1 tamb\u00e9m. Temos os campos de Jubarte e Baleia Azul, no Parque das Baleias, que est\u00e3o produzindo no pr\u00e9-sal na plataforma P-58 e no FPSO Cidade de Anchieta. Temos ainda os reservat\u00f3rios de Tracaj\u00e1 (campo de Marlim Leste), Carimb\u00e9 (campo de Caratinga) e Poraqu\u00ea Alto (campo de Marlim Sul). Essas descobertas confirmam a capacidade de renova\u00e7\u00e3o da Bacia de Campos.<\/p>\n<p>Quais outros projetos podem contribuir para a longevidade da produ\u00e7\u00e3o na Bacia de Campos?<\/p>\n<p>Al\u00e9m das duas novas plataformas de Marlim, temos previsto em nosso plano de neg\u00f3cios outros dois sistemas de produ\u00e7\u00e3o na Bacia de Campos. O FPSO Campos dos Goytacazes, com capacidade de 150 mil barris por dia, entrar\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o nos campos de Tartaruga Verde e Tartaruga Mesti\u00e7a nos pr\u00f3ximos meses, com produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia superior a 20 mil barris por dia em 2018 e previs\u00e3o de alcan\u00e7ar 80 mil barris por dia em 2019.<\/p>\n<p>J\u00e1 o projeto Integrado Parque das Baleias, no norte da Bacia de Campos (ES), um novo FPSO, com capacidade de 100 mil barris por dia, entrar\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o em 2021. O projeto nos campos de Jubarte, Baleia Franca e Cachalote, no complexo do Parque das Baleias, consiste na interliga\u00e7\u00e3o de onze novos po\u00e7os, que ser\u00e3o ligados \u00e0 plataforma, al\u00e9m de remanejamento de alguns po\u00e7os FPSO Capixaba e da P-58.<\/p>\n<p>Outra iniciativa extremamente relevante diz respeito aos projetos para o aumento do fator de recupera\u00e7\u00e3o dos campos. Atualmente, a Petrobras possui 90 projetos na Bacia de Campos para perfura\u00e7\u00e3o, completa\u00e7\u00e3o e interliga\u00e7\u00e3o de novos po\u00e7os, al\u00e9m de projetos para manuten\u00e7\u00e3o e aumento da efici\u00eancia das unidades de produ\u00e7\u00e3o que operam na Bacia.<\/p>\n<p>Outras a\u00e7\u00f5es de gerenciamento de reservat\u00f3rios e o desenvolvimento de novas tecnologias tamb\u00e9m buscam aumentar o fator de recupera\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, destaco a parceria com a Statoil no campo de Roncador, por meio da qual pretendemos aumentar o fator de recupera\u00e7\u00e3o com a aplica\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas diferenciadas que a Statoil j\u00e1 aplique atualmente nos seus campos no Mar do Norte. Essas t\u00e9cnicas incluem uso intensivo de s\u00edsmica 4D (que inclui mapeamento s\u00edsmico ao longo do tempo como uma quarta dimens\u00e3o), conceitos de simplifica\u00e7\u00e3o de po\u00e7os mar\u00edtimos e alternativas para projeto do leiaute submarino.<\/p>\n<p>Enfim, temos uma s\u00e9rie de projetos que ir\u00e3o permitir que a Bacia de Campos, que j\u00e1 produziu 13 bilh\u00f5es de barris de \u00f3leo equivalente desde 1977 e fez com que a Petrobras conseguisse superar in\u00fameros desafios, possa continuar produzindo por pelo menos outros 40 anos, com seguran\u00e7a e viabilidade econ\u00f4mica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 41 anos em opera\u00e7\u00e3o, a Bacia de Campos, respons\u00e1vel por mais de 50% da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo do Brasil, oferece in\u00fameras oportunidades e desafios&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":5536,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-26851","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26851","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26851"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26851\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26852,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26851\/revisions\/26852"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5536"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26851"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26851"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26851"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}