{"id":26654,"date":"2018-04-20T00:21:27","date_gmt":"2018-04-20T03:21:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26654"},"modified":"2018-04-19T09:22:21","modified_gmt":"2018-04-19T12:22:21","slug":"tarifa-da-china-sobre-soja-do-eua-muda-fluxos-comerciais-e-impacta-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/tarifa-da-china-sobre-soja-do-eua-muda-fluxos-comerciais-e-impacta-brasil\/","title":{"rendered":"Tarifa da China sobre soja do EUA muda fluxos comerciais e impacta Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A China, maior compradora de soja do mundo, pode n\u00e3o apenas pagar mais pela oleaginosa se impuser tarifas \u00e0s importa\u00e7\u00f5es norte-americanas, mas tamb\u00e9m criar novos compradores do produto dos EUA, j\u00e1 que a medida mexe em fluxos globais de com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>O apetite voraz da China pela oleaginosa excede as exporta\u00e7\u00f5es globais, excluindo-se os Estados Unidos, de modo que a oferta proveniente de Estados como Illinois e Iowa pode ser desviada para unidades de processamento da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>A proposta da China para uma tarifa de 25% sobre a soja dos EUA, parte de sua resposta aos planos norte-americanos de impor tarifas sobre uma s\u00e9rie de produtos chineses, j\u00e1 elevou os pre\u00e7os dos outros dois grandes fornecedores, Brasil e Argentina.<\/p>\n<p>A disputa \u00e9 a mais recente de uma s\u00e9rie de batalhas comerciais desde que Donald Trump se tornou presidente dos Estados Unidos em janeiro de 2017, o que j\u00e1 est\u00e1 prejudicando o setor agr\u00edcola do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Compradores mexicanos impulsionaram as compras de milho do Brasil depois que Trump amea\u00e7ou romper o Acordo de Livre Com\u00e9rcio da Am\u00e9rica do Norte (Nafta), enquanto sua decis\u00e3o de n\u00e3o se juntar \u00e0 Alian\u00e7a Transpac\u00edfica amea\u00e7a as vendas de trigo dos EUA para o Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Toda a confus\u00e3o da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China fez os pre\u00e7os internos subirem aqui&#8221;, disse Ezequiel de Freijo, economista-chefe da Sociedad Rural na Argentina.<\/p>\n<p>A Argentina j\u00e1 comprou 240 mil toneladas de soja dos Estados Unidos, sua maior compra em 20 anos, com as vendas registradas para o ano comercial de 2018\/19, que come\u00e7am em setembro.<\/p>\n<p>De Freijo disse que os grandes pr\u00eamios para a soja sul-americana poderiam criar uma &#8220;triangula\u00e7\u00e3o&#8221; com os esmagadores argentinos comprando dos Estados Unidos e enviando seus produtos para a China.<\/p>\n<p>O aumento do custo da soja sul-americana tamb\u00e9m melhorou a competitividade do fornecimento norte-americano em outros mercados, como a Uni\u00e3o Europeia, o segundo maior importador do mundo.<\/p>\n<p>&#8220;Se a China levar a soja da Am\u00e9rica do Sul, outros grandes importadores como UE, M\u00e9xico, Jap\u00e3o, Taiwan, Tail\u00e2ndia, Indon\u00e9sia, Vietn\u00e3 e Egito ter\u00e3o que encontrar novos suprimentos&#8221;, disse um trader europeu de soja.<\/p>\n<p>Brasil<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o principal fornecedor de soja da China, com 53% do total de compras chinesas em 2017, seguido pelos Estados Unidos, com 34%, e pela Argentina, com 7%, segundo dados da alf\u00e2ndega.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de \u00d3leos Vegetais (Abiove), F\u00e1bio Trigueirinho, concordou que neste ano deve haver mudan\u00e7a de destinos da soja nacional e dos EUA, no caso da implementa\u00e7\u00e3o da tarifa.<\/p>\n<p>Ele salientou que o Brasil n\u00e3o teria como atender toda a demanda chinesa.<\/p>\n<p>&#8220;Com certeza, vai haver essa modifica\u00e7\u00e3o do &#8216;share&#8217;, vamos aumentar o &#8216;share&#8217; no mercado chin\u00eas e diminuir em outros lugares, os EUA, ao contr\u00e1rio&#8230;&#8221;, disse ele, comentando que o produto norte-americano ficou mais competitivo para compradores de fora da China.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 preocupa\u00e7\u00f5es no Brasil em impulsionar os embarques para um pa\u00eds que j\u00e1 responde por cerca de 70% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>&#8220;Como produtores, n\u00e3o podemos depender de apenas um comprador. Suponha que o Brasil venda soja a 15 pa\u00edses e decida redirecionar para a China. Essa n\u00e3o \u00e9 a estrat\u00e9gia certa&#8221;, disse Jos\u00e9 Sismeiro, produtor de soja e milho no Paran\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;O que acontece se os EUA e a China fizerem acordos? Acho que devemos manter a nossa base de clientes a mais ampla poss\u00edvel.&#8221;<\/p>\n<p>Outros exportadores menores, como a Ucr\u00e2nia, podem impulsionar as vendas para a China com o sinal certo de pre\u00e7o, mas n\u00e3o podem substituir os volumes atualmente sendo enviados pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&#8220;Potencialmente, os compradores chineses podem comprar mais ativamente na Ucr\u00e2nia &#8211;teoricamente at\u00e9 500 mil toneladas por temporada&#8211; mas somente se o pre\u00e7o for atraente para os vendedores&#8221;, disse Yulia Garkavenko, da consultoria UkrAgroConsult.<\/p>\n<p>A Ucr\u00e2nia embarcou modestas 20 mil toneladas para a China em 2016\/17.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A China, maior compradora de soja do mundo, pode n\u00e3o apenas pagar mais pela oleaginosa se impuser tarifas \u00e0s importa\u00e7\u00f5es norte-americanas, mas tamb\u00e9m criar novos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18822,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-26654","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26654"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26654\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26655,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26654\/revisions\/26655"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}