{"id":26623,"date":"2018-04-18T00:36:03","date_gmt":"2018-04-18T03:36:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26623"},"modified":"2018-04-17T08:37:08","modified_gmt":"2018-04-17T11:37:08","slug":"efeitos-meteorologicos-sobre-nivel-do-mar-acendem-alerta-de-regioes-portuarias-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/efeitos-meteorologicos-sobre-nivel-do-mar-acendem-alerta-de-regioes-portuarias-brasileiras\/","title":{"rendered":"Efeitos meteorol\u00f3gicos sobre n\u00edvel do mar acendem alerta de regi\u00f5es portu\u00e1rias brasileiras"},"content":{"rendered":"<p>O 14\u00ba Semin\u00e1rio Nacional sobre Ind\u00fastria Mar\u00edtima e Meio Ambiente (<a href=\"https:\/\/www.portosenavios.com.br\/ecobrasil-2018\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ecobrasil 2018<\/a>), que acontece nos dias 24 e 25 de abril, no Rio de Janeiro, vai abordar os efeitos potenciais das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre as zonas costeiras. Eventos meteorol\u00f3gicos percebidos nos \u00faltimos 15 anos, inclusive no oceano Atl\u00e2ntico Sul, acenderam o alerta sobre os riscos de eleva\u00e7\u00e3o e de rebaixamento do n\u00edvel m\u00e9dio do mar associados a eventos meteorol\u00f3gicos extremos. O professor Cl\u00e1udio Neves, da Coppe\/UFRJ, alerta que nos pr\u00f3ximos anos as inunda\u00e7\u00e3o e secas de recintos portu\u00e1rios associados \u00e0s mar\u00e9s meteorol\u00f3gicas ser\u00e3o mais sentidos na zona costeira com in\u00fameros efeitos. Em terra, os riscos s\u00e3o de acidentes com danos \u00e0s instala\u00e7\u00f5es e at\u00e9 interrup\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria.<\/p>\n<p>No Mar do Norte, no Golfo do M\u00e9xico e na costa leste norte-americana existem hist\u00f3ricos de eleva\u00e7\u00e3o de dois metros no n\u00edvel do Mar. No Brasil j\u00e1 houve casos recentes de eleva\u00e7\u00f5es de um metro que causaram transtornos em cidades como Rio Grande (RS), S\u00e3o Francisco do Sul (SC) e Santos (SP). Em 2017, houve inunda\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul, que se propagou at\u00e9 S\u00e3o Paulo como reflexo de uma ressaca. Em mar\u00e7o de 2004, o furac\u00e3o &#8220;Catarina&#8221; atingiu a costa da regi\u00e3o Sul do Brasil e, desde ent\u00e3o, a presen\u00e7a de eventos meteorol\u00f3gicos extremos no Atl\u00e2ntico Sul se tornou mais comum. As mar\u00e9s meteorol\u00f3gicas consistem na sobre-eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar devido \u00e0 presen\u00e7a de ventos fortes na zona costeira, empilhando a \u00e1gua junto \u00e0 costa.<\/p>\n<p>O professor explica que as sobre-eleva\u00e7\u00f5es podem tanto causar inunda\u00e7\u00f5es quanto rebaixamentos no n\u00edvel do mar. Ele cita um epis\u00f3dio em que o mar secou na Fl\u00f3rida (EUA) ap\u00f3s um furac\u00e3o e outro em Montevid\u00e9u (Uruguai), que secou as marinas. \u201cAssim como o vento pode empilhar a \u00e1gua junto \u00e0 costa, o vento pode retirar a \u00e1gua da costa\u201d, descreve Neves, que ser\u00e1 palestrante no painel &#8220;Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e seus impactos nas zonas costeiras brasileiras&#8221; do<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.portosenavios.com.br\/ecobrasil-2018\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ecobrasil 2018<\/a>. Em termos de zonas costeiras, o pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 preparado para drenagem adequada da chuva. O professor tamb\u00e9m observa que os sistemas meteorol\u00f3gicos brasileiros melhoraram, por\u00e9m ainda est\u00e3o aqu\u00e9m do ideal, na medida em que ainda est\u00e3o focados na ocorr\u00eancia de eventos. Neves ressaltou que as previs\u00f5es de longo prazo devem ser baseadas na compila\u00e7\u00e3o de dados colhidos por d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>O professor observa nas regi\u00f5es costeiras despreparo dos munic\u00edpios e governos estaduais. Para ele, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o est\u00e1 preparada para indicar varia\u00e7\u00f5es ao longo do tempo. Ele lembra que, mesmo com toda precau\u00e7\u00e3o e sistemas de prote\u00e7\u00e3o japoneses, a regi\u00e3o em que a usina nuclear de Fukushima est\u00e1 instalada foi atingida por um<span>\u00a0<\/span><em>tsnumai<\/em><span>\u00a0<\/span>em 2011. Neves aponta necessidade de se pensar tamb\u00e9m no que o meio ambiente pode causar aos empreendimentos. Ele identifica que o foco dos \u00f3rg\u00e3os ambientais no Brasil \u00e9 saber os danos sobre ambiente, mas ningu\u00e9m questiona o que o ambiente pode exigir ao empreendimento e qual o resultado de eventos extremos.<\/p>\n<p>Neves diz que, j\u00e1 em 2012, falava sobre as poss\u00edveis consequ\u00eancias do degelo no ver\u00e3o das calotas polares no Oceano \u00c1rtico e do risco de abertura na passagem norte do planeta. Ele destaca que, em 2018, a conjectura de seis anos antes j\u00e1 \u00e9 realidade a navega\u00e7\u00e3o passando pelo Oceano \u00c1rtico, tanto para rota Jap\u00e3o-Estados Unidos contornando o Canad\u00e1, quanto para rota Holanda-Jap\u00e3o contornando a costa russa. \u201cAbriu-se uma nova passagem por um mar que antes era permanentemente coberto gelo\u201d, observa.<\/p>\n<p>Ele alerta que o aumento do tr\u00e1fego nessas rotas nos pr\u00f3ximos anos pode trazer uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as, desde emiss\u00f5es e produ\u00e7\u00e3o de ondas at\u00e9 mistura, polui\u00e7\u00e3o e aquecimento de \u00e1guas que era alimentador de toda uma circula\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Neves avalia que a poss\u00edvel interrup\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria oce\u00e2nica de grande escala, onde as \u00e1guas frias na regi\u00e3o da Groenl\u00e2ndia afundavam e alimentavam \u00e1guas profundas dos oceanos, pode trazer consequ\u00eancias s\u00e9rias para todo planeta. \u201cAs mudan\u00e7as atribu\u00eddas ao clima em geral foram mais r\u00e1pidas do que se imaginava\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n<div class=\"jwDisqusForm\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 14\u00ba Semin\u00e1rio Nacional sobre Ind\u00fastria Mar\u00edtima e Meio Ambiente (Ecobrasil 2018), que acontece nos dias 24 e 25 de abril, no Rio de Janeiro,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18319,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-26623","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26623","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26623"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26623\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26624,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26623\/revisions\/26624"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26623"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26623"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26623"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}