{"id":26593,"date":"2018-04-16T09:22:34","date_gmt":"2018-04-16T12:22:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26593"},"modified":"2018-04-16T09:22:34","modified_gmt":"2018-04-16T12:22:34","slug":"petrobras-ja-investiu-us-15-bilhao-para-recompor-area-de-exploracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/petrobras-ja-investiu-us-15-bilhao-para-recompor-area-de-exploracao\/","title":{"rendered":"Petrobras j\u00e1 investiu US$ 1,5 bilh\u00e3o para recompor \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Depois de reduzir sua carteira de ativos explorat\u00f3rios nos \u00faltimos anos, a Petrobras come\u00e7a a recompor o seu portf\u00f3lio. Desde a retomada dos leil\u00f5es, em 2017, a companhia desembolsou R$ 5,1 bilh\u00f5es (US$ 1,5 bilh\u00e3o), para incorporar 17 novos blocos explorat\u00f3rios a sua carteira. Em licita\u00e7\u00f5es marcadas por forte competi\u00e7\u00e3o entre as principais petroleiras globais, s\u00f3 n\u00e3o teve participa\u00e7\u00e3o mais intensa do que a ExxonMobil, que investiu R$ 6 bilh\u00f5es para arrematar 19 \u00e1reas.<\/p>\n<p>Antes de voltar \u00e0s compras, a estatal passou quatro anos, entre 2013 e 2017, sem comprar ativos. Em 2015, a empresa optou por, pela primeira vez na hist\u00f3ria, ficar de fora de uma licita\u00e7\u00e3o de \u00e1reas explorat\u00f3rias. Desde 2014, quando entrou numa crise financeira, pressionada pela queda dos pre\u00e7os do barril e pelos desdobramentos da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, a empresa pisou no freio nas atividades explorat\u00f3rias e devolveu 53 concess\u00f5es \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora, a inten\u00e7\u00e3o da companhia \u00e9 come\u00e7ar aos poucos a intensificar as atividades explorat\u00f3rias. Com previs\u00e3o de investimentos de US$ 6,6 bilh\u00f5es na atividade de explora\u00e7\u00e3o de novas descobertas de \u00f3leo e g\u00e1s at\u00e9 2022, a Petrobras pretende dobrar a m\u00e9dia anual de po\u00e7os perfurados nos pr\u00f3ximos anos, de 15 para 29 po\u00e7os.<\/p>\n<p>O foco da empresa est\u00e1 nas \u00e1reas localizadas em \u00e1guas profundas. Segundo o professor do Grupo de Economia de Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmar de Almeida, a Petrobras est\u00e1 focando sua explora\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de menor risco explorat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8220;A Petrobras est\u00e1 saindo das \u00e1reas de novas fronteiras explorat\u00f3rias e focando em blocos em regi\u00f5es onde ela tem uma vantagem comparativa maior, onde j\u00e1 possui infraestrutura e onde pode captar uma sinergia com a base de ativos atuais&#8221;, disse o economista.<\/p>\n<p>A companhia ainda possui uma carteira bastante ampla, composta por 140 blocos explorat\u00f3rios espalhados por 19 bacias diferentes (veja tabelas acima), mas vem enxugando seu portf\u00f3lio. Ao longo dos \u00faltimos anos, a Petrobras se desfez, por exemplo, de todo seus ativos explorat\u00f3rios nas bacias do Amazonas, Solim\u00f5es e Parecis.<\/p>\n<p>Nos novos leil\u00f5es, a aten\u00e7\u00e3o tem se voltado praticamente para o pr\u00e9-sal das bacias de Santos e Campos. Dos 17 blocos arrematados pela petroleira em leil\u00f5es desde o ano passado, apenas um \u00e9 terrestre (na Bacia do Paran\u00e1). Os demais est\u00e3o localizados em \u00e1guas profundas, nas bacias de Campos, Santos e Potiguar.<\/p>\n<p>&#8220;A Petrobras est\u00e1 focando nos ativos com a cara dela, em \u00e1guas profundas, aproveitando-se da expertise do pr\u00e9-sal&#8221;, avalia o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.<\/p>\n<p>Segundo Edmar de Almeida, a Petrobras tem hoje um portf\u00f3lio de alta qualidade que a coloca num patamar privilegiado no mercado, em termos de capacidade de renova\u00e7\u00e3o de reservas. Ele explica que o corte de investimentos em explora\u00e7\u00e3o foi uma tend\u00eancia global nos \u00faltimos anos, devido \u00e0 perda de margem do setor, com a queda dos pre\u00e7os do barril, mas que o sucesso dos recentes leil\u00f5es no Brasil demonstra que as petroleiras est\u00e3o de volta \u00e0s compras.<\/p>\n<p>Para os pr\u00f3ximos leil\u00f5es, a Petrobras sinaliza que se manter\u00e1 ativa. A empresa j\u00e1 manifestou o direito de prefer\u00eancia pela aquisi\u00e7\u00e3o de tr\u00eas dos quatro blocos do pr\u00e9-sal que ser\u00e3o oferecidos na 4\u00aa Rodada de partilha, em junho. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, tem refor\u00e7ado que a estrat\u00e9gia da empresa \u00e9 ser seletiva e entrar com parceiros.<\/p>\n<p>&#8220;Entendemos que nesses campos onde h\u00e1 maior necessidade de investimentos e, portanto, h\u00e1 um n\u00edvel maior de risco, o modelo mais adequado \u00e9 o de parcerias&#8221;, afirmou o executivo, no m\u00eas passado, ao comentar sobre a participa\u00e7\u00e3o da estatal nas licita\u00e7\u00f5es deste ano.<\/p>\n<p>Nos quatro leil\u00f5es em que participou, desde o ano passado, a companhia adquiriu 15 dos 17 blocos arrematados com seis diferentes parceiros: ExxonMobil, BP, Qatar Petroleum, Statoil, CNODC e Repsol Sinopec.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n<div class=\"jwDisqusForm\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de reduzir sua carteira de ativos explorat\u00f3rios nos \u00faltimos anos, a Petrobras come\u00e7a a recompor o seu portf\u00f3lio. 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