{"id":26445,"date":"2018-04-02T00:00:10","date_gmt":"2018-04-02T03:00:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26445"},"modified":"2018-03-29T08:49:01","modified_gmt":"2018-03-29T11:49:01","slug":"sauditas-proibem-choque-em-frangos-e-ameacam-embarques-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/sauditas-proibem-choque-em-frangos-e-ameacam-embarques-do-brasil\/","title":{"rendered":"Sauditas pro\u00edbem choque em frangos e amea\u00e7am embarques do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Empresas como BRF e JBS, que j\u00e1 lidavam com investiga\u00e7\u00f5es, com o aumento do custo da ra\u00e7\u00e3o animal e com a queda das exporta\u00e7\u00f5es, agora podem ser for\u00e7adas a reduzir tamb\u00e9m a velocidade do abate. Segundo comunicado do Minist\u00e9rio da Agricultura do Brasil enviado por e-mail, a Autoridade Saudita de Alimentos e Medicamentos argumenta que o procedimento padr\u00e3o de atordoar os frangos antes do abate, por meio de choques el\u00e9tricos que os deixam inconscientes, n\u00e3o cumpre os princ\u00edpios do Isl\u00e3. Os preceitos do abate halal requerem que os animais estejam vivos ao terem o pesco\u00e7o cortado, e a Ar\u00e1bia Saudita agora exige que as descargas el\u00e9tricas sejam eliminadas a partir de abril.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a tamb\u00e9m aumentar\u00e1 o desperd\u00edcio de carne durante o processo de abate devido \u00e0s asas quebradas pela resist\u00eancia dos animais durante o abate. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA), a perda de rendimento chegaria a 30 por cento com os novos procedimentos.<\/p>\n<p>Representantes do governo e da ind\u00fastria do Brasil se reuniram com autoridades da Ar\u00e1bia Saudita na segunda-feira para apresentar evid\u00eancias de que as aves ainda est\u00e3o vivas ap\u00f3s receberem choques na tentativa de convencer o pa\u00eds a rever sua decis\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cOs choques n\u00e3o matam, apenas sensibilizam para que a morte aconte\u00e7a sem que os animais sintam\u201d, disse o presidente da ABPA, Francisco Turra, por telefone. O Brasil pediu mais tempo para discuss\u00f5es ou pelo menos para que os produtores se ajustem, mas os importadores t\u00eam sido relutantes, acrescentou. \u201cComo envolve um tema religioso, essa \u00e9 uma quest\u00e3o delicada para eles.\u201d<\/p>\n<p>A Ar\u00e1bia Saudita, que no ano passado elevou uma tarifa aplicada \u00e0s importa\u00e7\u00f5es de carne de frango, \u00e9 a maior compradora do frango brasileiro. Em 2017, as aquisi\u00e7\u00f5es do pa\u00eds ultrapassaram 591.000 toneladas, ou 14 por cento das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, segundo dados do governo.<\/p>\n<p>Representantes do governo e da ind\u00fastria do Brasil est\u00e3o participando de discuss\u00f5es com a Organiza\u00e7\u00e3o de Padroniza\u00e7\u00e3o do Conselho de Coopera\u00e7\u00e3o do Golfo (GSO, na sigla em ingl\u00eas) sobre os novos procedimentos para a produ\u00e7\u00e3o de carne halal, segundo o Minist\u00e9rio da Agricultura. At\u00e9 l\u00e1, as empresas dispostas a exportar para a Ar\u00e1bia Saudita ter\u00e3o que proibir choques no processo de abate.<\/p>\n<p>As produtoras brasileiras de carne n\u00e3o est\u00e3o sendo beneficiadas pelo rali deste ano no mercado de a\u00e7\u00f5es. A JBS caiu 8% por cento e a BRF desabou 38 por cento no ano, pior desempenho entre os pares internacionais. A empresa, que tem trabalhado nos \u00faltimos anos para expandir sua presen\u00e7a no mercado halal, tamb\u00e9m lida com um conflito entre seus principais acionistas e com a proibi\u00e7\u00e3o \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es para a Europa.<\/p>\n<p>Fonte: Bloomberg News<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas como BRF e JBS, que j\u00e1 lidavam com investiga\u00e7\u00f5es, com o aumento do custo da ra\u00e7\u00e3o animal e com a queda das exporta\u00e7\u00f5es, agora&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":22919,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-26445","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26445"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26446,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26445\/revisions\/26446"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22919"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}