{"id":26334,"date":"2018-03-20T10:05:22","date_gmt":"2018-03-20T13:05:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26334"},"modified":"2018-03-20T10:05:22","modified_gmt":"2018-03-20T13:05:22","slug":"industria-de-aluminio-teme-ser-preterida-na-reacao-do-brasil-a-sobretaxa-dos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/industria-de-aluminio-teme-ser-preterida-na-reacao-do-brasil-a-sobretaxa-dos-eua\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria de alum\u00ednio teme ser preterida na rea\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e0 sobretaxa dos EUA"},"content":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria brasileira de alum\u00ednio subiu o n\u00edvel de alerta em meio \u00e0s discuss\u00f5es acerca da rec\u00e9m-anunciada sobretaxa americana de importa\u00e7\u00e3o do produto e passou a cobrar mais aten\u00e7\u00e3o das autoridades. O receio \u00e9 que o setor acabe preterido nas negocia\u00e7\u00f5es e que o pa\u00eds acabe privilegiando a prote\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas de a\u00e7o.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Alum\u00ednio (Abal), Milton Rego, chegou a ter nesta semana uma reuni\u00e3o com a equipe econ\u00f4mica sobre o tema. &#8220;Fomos apresentar um panorama da ind\u00fastria do alum\u00ednio para n\u00e3o ficar em segundo plano nas negocia\u00e7\u00f5es&#8221;, disse. Ele afirma que j\u00e1 esperava que a\u00e7o e alum\u00ednio n\u00e3o tivessem a mesma import\u00e2ncia nas discuss\u00f5es devido ao maior volume de exporta\u00e7\u00f5es aos Estados Unidos do setor sider\u00fargico do que de alum\u00ednio. &#8220;Mas a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que n\u00e3o tenhamos import\u00e2ncia nenhuma&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Abal, a equipe econ\u00f4mica compreendeu a mensagem da entidade, mas os receios permanecem sobre qual ser\u00e1 o comportamento do governo na rea\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos. Para o presidente da entidade, a alegada prefer\u00eancia por prote\u00e7\u00e3o ao a\u00e7o n\u00e3o foi manifestada oficialmente, mas tem sido percebida pelas empresas de alum\u00ednio nas declara\u00e7\u00f5es das autoridades. &#8220;Basta ver a cobertura a respeito [das declara\u00e7\u00f5es] das principais figuras do governo, especialmente do Itamaraty, e o espa\u00e7o que \u00e9 ocupado pelo a\u00e7o e pelo alum\u00ednio. O alum\u00ednio \u00e9 somente mencionado e a grande discuss\u00e3o \u00e9 sempre do a\u00e7o&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O governo j\u00e1 anunciou que o Itamaraty est\u00e1 \u00e0 frente do tema. Procurado ontem no come\u00e7o da noite, o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores afirmou que n\u00e3o havia tempo h\u00e1bil para responder.<\/p>\n<p>O a\u00e7o \u00e9 mais relevante nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. O pa\u00eds vendeu ao exterior um valor dez vezes maior (R$ 7,9 bilh\u00f5es) de a\u00e7o do que de alum\u00ednio (R$ 812 milh\u00f5es) em 2017. Para os Estados Unidos, foram exportados R$ 120 milh\u00f5es em alum\u00ednio, o que corresponde a 15% do total exportado pelo Brasil. J\u00e1 o a\u00e7o chegou a R$ 2,6 bilh\u00f5es, 33% do total do produto embarcado.<\/p>\n<p>Mas o maior medo da ind\u00fastria brasileira do alum\u00ednio \u00e9 sofrer com a potencial concorr\u00eancia de importados barrados nos EUA e direcionados ao Brasil. O mercado internacional de alum\u00ednio, tanto do metal prim\u00e1rio quanto de produtos fabricados com a commodity, encontra-se em excesso de capacidade, principalmente pelos avan\u00e7os da China na d\u00e9cada passada.<\/p>\n<p>&#8220;O cen\u00e1rio ideal seria que Trump propusesse a\u00e7\u00f5es para diminuir a oferta global, n\u00e3o para tornar o produto chin\u00eas menos competitivo artificialmente&#8221;, diz o presidente da Abal. &#8220;\u00c9 uma briga de elefantes, ou os outros fogem, ou s\u00e3o pisoteados. Minha preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que o Brasil sofra com isso.&#8221;<\/p>\n<p>A Abal acabou de publicar um estudo &#8211; feito em parceria com as empresas, especialistas de mercado e governo &#8211; a respeito do que poderia ser feito para o setor do alum\u00ednio sobreviver no longo prazo. O consenso foi de que \u00e9 vital para a ind\u00fastria estar presente em todas as pontas da cadeia: da lavra da bauxita at\u00e9 a fabrica\u00e7\u00e3o de produtos acabados.<\/p>\n<p>Enquanto os principais produtos de exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds s\u00e3o prim\u00e1rios (alumina, com 62%, alum\u00ednio, com 13,9%, e bauxita, com 7,4%), na importa\u00e7\u00e3o os acabados s\u00e3o regra (chapas, com 15,9%, ligas, com 12,7%, e folhas, com 9,6%). Nos \u00faltimos anos, os principais grupos concentraram-se em alguma das pontas da cadeia para continuar sobrevivendo.<\/p>\n<p>A energia \u00e9 o principal insumo do elo que une o mineral da bauxita e os transformados. Em 2016, a eletricidade representava 70% do custo total de produ\u00e7\u00e3o do alum\u00ednio prim\u00e1rio. A gigante americana Alcoa, por exemplo, desligou a produ\u00e7\u00e3o de prim\u00e1rio no Brasil por conta disso. A Hydro, por outro lado, \u00e9 muito mais competitiva no in\u00edcio da cadeia.<\/p>\n<p>&#8220;O governo tem que ter pol\u00edticas p\u00fablicas a respeito disso e o maior gargalo \u00e9 mesmo a energia&#8221;, diz Rego. &#8220;Precisamos atrair agentes dispostos a investir no setor, trabalhar em conjunto com a pesquisa acad\u00eamica para ver inova\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria e simplificar os tributos. O Brasil precisa desse planejamento estrat\u00e9gico.&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria brasileira de alum\u00ednio subiu o n\u00edvel de alerta em meio \u00e0s discuss\u00f5es acerca da rec\u00e9m-anunciada sobretaxa americana de importa\u00e7\u00e3o do produto e passou&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18152,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-26334","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26334","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26334"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26334\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26335,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26334\/revisions\/26335"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18152"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}