{"id":26321,"date":"2018-03-19T00:36:02","date_gmt":"2018-03-19T03:36:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26321"},"modified":"2018-03-18T19:37:03","modified_gmt":"2018-03-18T22:37:03","slug":"petrobras-tem-4o-prejuizo-e-indica-que-ajustes-estao-perto-de-acabar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/petrobras-tem-4o-prejuizo-e-indica-que-ajustes-estao-perto-de-acabar\/","title":{"rendered":"Petrobras tem 4\u00ba preju\u00edzo e indica que ajustes est\u00e3o perto de acabar"},"content":{"rendered":"<p>A Petrobras teve em 2017 seu quarto preju\u00edzo anual consecutivo, desta vez muito menor que nos anos anteriores, de R$ 466 milh\u00f5es. Mais uma vez, o resultado foi pressionado por efeitos n\u00e3o recorrentes, com destaque para o provisionamento de R$ 11,2 bilh\u00f5es para encerrar a a\u00e7\u00e3o coletiva movida nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Depois de quatro anos, os efeitos extraordin\u00e1rios, que tiveram in\u00edcio com a Lava-Jato, podem estar chegando ao fim. O presidente da estatal, Pedro Parente, disse ontem, em entrevista coletiva, que a possibilidade de impactos n\u00e3o recorrentes nos resultados \u00e9 menor no futuro, e que os passivos n\u00e3o resolvidos t\u00eam diminu\u00eddo.<\/p>\n<p><strong>Petrobras pode pagar dividendo no 1\u00ba tri<\/strong><\/p>\n<p>Tanto \u00e9 a confian\u00e7a da companhia de que vai passar a registrar lucro que seu conselho de administra\u00e7\u00e3o decidiu propor a realiza\u00e7\u00e3o de estudos para mudar a pol\u00edtica de distribui\u00e7\u00e3o de dividendos, passando a pagar os proventos trimestralmente. Parente disse que \u00e9 &#8220;alt\u00edssima&#8221; a probabilidade de a companhia pagar dividendos j\u00e1 no primeiro trimestre deste ano.<\/p>\n<p>Os resultados foram pressionados por efeitos extraordin\u00e1rios desde 2014. Fatores como baixas cont\u00e1beis, ades\u00e3o a programas de regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos fiscais e o provisionamento dos recursos para pagar o acordo da a\u00e7\u00e3o coletiva nos EUA reduziram o patrim\u00f4nio l\u00edquido da Petrobras em R$ 160 bilh\u00f5es nesses quatro anos. A maior parte dessa perda decorreu da baixa no valor de ativos da estatal, que, ap\u00f3s passarem pelo que os contadores chamam de redu\u00e7\u00e3o ao valor recuper\u00e1vel (&#8220;impairment&#8221;, em ingl\u00eas), somou R$ 120 bilh\u00f5es desde 2014, quando o esquema de corrup\u00e7\u00e3o na empresa foi revelado pela Lava-Jato.<\/p>\n<p>Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, o valor de mercado da companhia hoje \u00e9 de R$ 292,4 bilh\u00f5es, e seu patrim\u00f4nio l\u00edquido vale R$ 269,6 bilh\u00f5es. Em 2013, o patrim\u00f4nio l\u00edquido era de cerca de R$ 350 bilh\u00f5es. Al\u00e9m das baixas cont\u00e1beis feitas desde ent\u00e3o, o patrim\u00f4nio menor hoje reflete tamb\u00e9m as vendas de ativos e, na ponta positiva, a redu\u00e7\u00e3o do endividamento.<\/p>\n<p>Esse ajuste gigantesco no valor dos ativos est\u00e1 entre as maiores &#8220;limpezas&#8221; de balan\u00e7o j\u00e1 feitas por uma empresa de capital aberto no mundo. No ano passado, o corte por impairment foi menor, de R$ 3,9 bilh\u00f5es. O maior foi feito em 2015, de R$ 49,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os itens especiais do balan\u00e7o tamb\u00e9m contam com efeitos positivos, como a entrada de R$ 14,4 bilh\u00f5es da venda de ativos, e R$ 1,47 bilh\u00e3o em ressarcimentos de valores no contexto da Lava-Jato.<\/p>\n<p>Segundo Pedro Parente, enquanto a possibilidade de novos efeitos n\u00e3o recorrentes relevantes \u00e9 menor, o tema da a\u00e7\u00e3o coletiva nos Estados Unidos tamb\u00e9m est\u00e1 resolvido, no ponto de vista da companhia. &#8220;Aquilo que depende de n\u00f3s foi feito, agora tem um processo que corre na Justi\u00e7a americana&#8221;, disse, citando a aprova\u00e7\u00e3o do juiz e o pagamento da primeira parcela. &#8220;Do nosso ponto de vista, est\u00e1 sim resolvido&#8221;, frisou.<\/p>\n<p>O preju\u00edzo de 2017 veio em linha com o projetado por analistas, que destacaram fatores positivos no resultado, como a melhora dos dados operacionais e a perspectiva de retomada da distribui\u00e7\u00e3o de dividendos. O mercado, por\u00e9m, reagiu mal. As a\u00e7\u00f5es preferenciais, que s\u00e3o as mais penalizadas pelo n\u00e3o pagamento de dividendos, ca\u00edram 4,78%, a R$ 21,31, e as ordin\u00e1rias recuaram 2,08%, a R$ 23,12.<\/p>\n<p>No quarto trimestre do ano passado, a companhia teve preju\u00edzo de R$ 5,47 bilh\u00f5es, ante o lucro de R$ 2,51 bilh\u00f5es apurado nos \u00faltimos tr\u00eas meses de 2016. O provisionamento do acordo da a\u00e7\u00e3o coletiva foi o principal fator que pressionou os resultados, com efeito tamb\u00e9m sobre o resultado antes de juros, impostos, deprecia\u00e7\u00e3o e amortiza\u00e7\u00e3o (Ebitda), que caiu 47,6%, para R$ 13 bilh\u00f5es. A receita, por sua vez, subiu 8,5%, para R$ 76,5 bilh\u00f5es, na esteira da recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>O endividamento da companhia subiu, refletindo, principalmente, a queda no Ebitda. A d\u00edvida l\u00edquida somava R$ 280,7 bilh\u00f5es no fim de 2017, ligeira alta de 0,5% ante a d\u00edvida de R$ 279,2 bilh\u00f5es em setembro, refletindo a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real no per\u00edodo. A alavancagem medida pela rela\u00e7\u00e3o entre a d\u00edvida l\u00edquida e o Ebitda chegou a 3,67 vezes, ante 3,16 vezes no fim de setembro e 3,54 vezes em dezembro de 2016.<\/p>\n<p>Em relat\u00f3rio, os analistas do Goldman Sachs Bruno Pascon, Victor Hugo Menezes e Gabriel Francisco classificaram o balan\u00e7o da estatal como neutro. No lado negativo, ponderaram a gera\u00e7\u00e3o de fluxo de caixa livre e a &#8220;limitada capacidade da Petrobras de entregar um processo de desalavancagem mais acentuado, em um ambiente de pre\u00e7o do Brent entre US$ 50 e US$ 55 por barril.&#8221;<\/p>\n<p>Os dados operacionais tamb\u00e9m foram bem recebidos. Para Filipe Gouveia, analista do Bradesco BBI, destacou a melhora nas margens de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o e em refino, e os maiores pre\u00e7os realizados no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Na entrevista coletiva, os executivos da companhia destacaram tamb\u00e9m a recupera\u00e7\u00e3o na participa\u00e7\u00e3o de mercado no fornecimento de diesel para as distribuidoras. De acordo com dados apresentados ontem pela companhia, o &#8220;market share&#8221; da empresa no suprimento do combust\u00edvel, que havia ca\u00eddo de 83%, em 2016, para 74%, no ano passado, chegou a 79% em fevereiro deste ano. Segundo a estatal, a importa\u00e7\u00e3o de diesel por terceiros recuou de 1,56 bilh\u00e3o de litros, em novembro, para 680 milh\u00f5es de litros, em fevereiro.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gasolina, por\u00e9m, a participa\u00e7\u00e3o de mercado continua em queda, passando de 90%, em 2016, para 83%, em 2017, e 77%, em fevereiro. O volume de importa\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel por terceiros cresceu de 300 milh\u00f5es de litros em novembro do ano passado, para 360 milh\u00f5es de litros em fevereiro.\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n<div class=\"jwDisqusForm\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Petrobras teve em 2017 seu quarto preju\u00edzo anual consecutivo, desta vez muito menor que nos anos anteriores, de R$ 466 milh\u00f5es. 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