{"id":26311,"date":"2018-03-16T00:27:56","date_gmt":"2018-03-16T03:27:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26311"},"modified":"2018-03-15T20:28:39","modified_gmt":"2018-03-15T23:28:39","slug":"acordo-avalia-uso-do-canal-do-panama-para-levar-graos-do-brasil-a-asia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/acordo-avalia-uso-do-canal-do-panama-para-levar-graos-do-brasil-a-asia\/","title":{"rendered":"Acordo avalia uso do Canal do Panam\u00e1 para levar gr\u00e3os do Brasil \u00e0 \u00c1sia"},"content":{"rendered":"<p>O termo de coopera\u00e7\u00e3o foi assinado entre o presidente da Aprosoja, Ant\u00f4nio Galvan (E), e o administrador da ACP, Jorge Luis Quijano (D)<\/p>\n<p>O termo de coopera\u00e7\u00e3o foi assinado em Cuiab\u00e1 entre o presidente da Aprosoja, Ant\u00f4nio Galvan (E), e o administrador da ACP, Jorge Luis Quijano (D)Isa Sousa\/Ascom Aprosoja<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) informou nesta quinta-feira (15) que assinou um conv\u00eanio com a Autoridade do Canal do Panam\u00e1 (ACP), que administra a passagem mar\u00edtima entre os oceanos Atl\u00e2ntico e Pac\u00edfico, para promover a utiliza\u00e7\u00e3o daquela via interoce\u00e2nica para o transporte dos gr\u00e3os produzidos no Brasil para os mercados da \u00c1sia.<\/p>\n<p>O termo de coopera\u00e7\u00e3o foi assinado ontem (14), em Cuiab\u00e1, entre o presidente da Aprosoja), Ant\u00f4nio Galvan, e o administrador da ACP, Jorge Luis Quijano. O documento oficializa o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es entre as duas partes, como a realiza\u00e7\u00e3o de atividades de mercado, troca de estudos e informa\u00e7\u00f5es sobre fluxos comerciais, al\u00e9m de programas de moderniza\u00e7\u00e3o e melhoras no Canal.<\/p>\n<p>A parceria busca promover o uso do Canal do Panam\u00e1 para o transporte de gr\u00e3os, principalmente soja e milho, do Brasil para os mercados na \u00c1sia em navios panamax (termo que designa os navios que, devido \u00e0s suas dimens\u00f5es, alcan\u00e7aram o tamanho limite para passar nas eclusas do canal panamenho, com um comprimento m\u00e1ximo de 305 metros), dada a sua similaridade no calado dos portos fluviais na Amaz\u00f4nia e nas eclusas de embarque.<\/p>\n<p>Ganho financeiro e log\u00edstico<\/p>\n<p>Para o presidente da Aprosoja, o termo de coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 positivo e \u00e9 reflexo de uma visita realizada pela Aprosoja ao pa\u00eds da Am\u00e9rica Central no ano passado. \u201cO Canal do Panam\u00e1 \u00e9 uma parte importante da log\u00edstica dos nossos gr\u00e3os, porque encurtar\u00e1 o caminho para acessar nosso grande mercado consumidor, que \u00e9 o asi\u00e1tico. Com certeza essa assinatura vai representar muito para o futuro dessa rela\u00e7\u00e3o Brasil-Panam\u00e1 e, em especial, o Mato Grosso\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Edeon Vaz Ferreira, diretor executivo do Movimento Pr\u00f3-Log\u00edstica, de Mato Grosso, a rela\u00e7\u00e3o com o Canal deve se refletir em rentabilidade aos produtores rurais do estado. \u201cO acordo nos permitir\u00e1 a troca de informa\u00e7\u00f5es com o objetivo de reduzir o custo da travessia do canal, que para alguns portos asi\u00e1ticos pode significar de dois a quatro dias a menos de navega\u00e7\u00e3o. Como o pagamento do frete mar\u00edtimo \u00e9 di\u00e1rio, isso representaria uma redu\u00e7\u00e3o significativa, tanto do ponto de vista financeiro como log\u00edstico. Da\u00ed, estamos buscando junto \u00e0 ACP formas de reduzir esses custos do frete, que tamb\u00e9m se refletiria nos custos gerais dos nossos produtores\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Pelo canal panamenho, constru\u00eddo pelos Estados Unidos no in\u00edcio do s\u00e9culo passado e transferido para o Panam\u00e1 em 31 de dezembro de 1999, passa cerca de 6% do com\u00e9rcio mundial. O canal se conecta com mais de 140 rotas mar\u00edtimas e 1.700 portos em 160 pa\u00edses diferentes.<\/p>\n<p>O executivo da ACP, Quijano, disse que com o aumento de capacidade do Canal do Panam\u00e1, em 2016, foi vista uma oportunidade de acessar novos mercados. \u201cDentre esses mercados, acreditamos que podemos captar parte dos gr\u00e3os que saem de Mato Grosso e chegam at\u00e9 o Norte do Brasil. O Canal do Panam\u00e1 seria uma op\u00e7\u00e3o para que o produto chegue at\u00e9 a \u00c1sia, em especial \u00e0 China\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Buscamos continuamente formas inovadoras de atender \u00e0s necessidades do com\u00e9rcio mundial, que est\u00e3o sempre em transforma\u00e7\u00e3o, e o acordo assinado com a Aprosoja fortalece ainda mais o objetivo comum de promover o crescimento do com\u00e9rcio na regi\u00e3o&#8221;, indicou Quijano.<\/p>\n<p>De acordo com a\u00a0 ACP, os gr\u00e3os s\u00e3o a terceira mercadoria que mais transita pela via interoce\u00e2nica, depois do petr\u00f3leo e de seus derivados e da carga em cont\u00eaineres.<\/p>\n<p>Novas eclusas<\/p>\n<p>As eclusas de embarque panamax funcionam h\u00e1 mais de 100 anos no Canal do Panam\u00e1 e foram complementadas com as novas eclusas neopanamax, que est\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o desde junho de 2016 e que permitem a passagem de navios com at\u00e9 o triplo de capacidade dos primeiros.<\/p>\n<p>A ACP explicou que assinou memorandos de entendimento com 36 associa\u00e7\u00f5es comerciais, portos e organiza\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas, principalmente dos Estados Unidos,\u00a0 e que o acordo assinado com a Aprosoja seria o primeiro com um pa\u00eds latino-americano.<\/p>\n<p>&#8220;O aumento de capacidade promovido pela amplia\u00e7\u00e3o do Canal nos permitiu ter acesso a novos mercados, que podem incluir carga proveniente dos portos no norte do Brasil&#8221;, destacou Quijano.<\/p>\n<p>Fonte: EBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O termo de coopera\u00e7\u00e3o foi assinado entre o presidente da Aprosoja, Ant\u00f4nio Galvan (E), e o administrador da ACP, Jorge Luis Quijano (D) O termo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19346,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-26311","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26311","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26311"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26311\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26312,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26311\/revisions\/26312"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19346"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26311"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26311"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}