{"id":26201,"date":"2018-03-13T00:10:39","date_gmt":"2018-03-13T03:10:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26201"},"modified":"2018-03-13T15:56:36","modified_gmt":"2018-03-13T18:56:36","slug":"codesp-tem-lucro-apos-cinco-anos-no-vermelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/codesp-tem-lucro-apos-cinco-anos-no-vermelho\/","title":{"rendered":"Codesp tem lucro ap\u00f3s cinco anos no vermelho"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 dois anos \u00e0 frente da Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp), Jos\u00e9 Alex Botelho de Oliva t\u00eam provocado uma revolu\u00e7\u00e3o silenciosa no Porto de Santos. Nesse per\u00edodo, modernizou a gest\u00e3o portu\u00e1ria, reduziu os custos com folha de pagamento, atendeu a demandas antigas dos moradores da Baixada, acabou com as filas de caminh\u00f5es no sistema rodovi\u00e1rio Anchieta-Imigrantes e fez a empresa fechar no azul \u2013 a primeira vez em cinco anos. Para isso, teve de enfrentar o principal inimigo do Porto: o o corporativismo do funcionalismo p\u00fablico. \u201cAndo armado, de carro blindado e com guarda-costas\u201d, revelou o executivo em palestra realizada na Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP) para apresentar, em primeira m\u00e3o, os resultados de 2017 da empresa.<\/p>\n<p>Em evento organizado pelo Comit\u00ea dos Usu\u00e1rios de Portos e Aeroportos (COMUS) da ACSP, Oliva afirmou que foi preciso quebrar paradigmas para implantar uma nova gest\u00e3o no Porto de Santos, um local onde produtividade e efici\u00eancia sempre estiveram jogadas em alto mar.<\/p>\n<p>Ao assumir a Codesp, em 9 de novembro de 2015, a primeira medida de Oliva foi se reunir com as equipes de opera\u00e7\u00e3o e log\u00edstica do Porto. O Plano Safra j\u00e1 havia sido posto em pr\u00e1tica, mas \u201cajustes finos\u201d, nas palavras dele, precisavam ser feitos.<\/p>\n<p>\u201cDois corpos n\u00e3o ocupam o mesmo espa\u00e7o. Se tem caminh\u00e3o, n\u00e3o pode ter trem. Se tem trem, n\u00e3o pode ter caminh\u00e3o. O que precisa ter \u00e9 navio atracado e armaz\u00e9m cheio de mercadorias para fazer a opera\u00e7\u00e3o terra-bordo, bordo-terra. Foi o que acertamos com a equipe e passamos a perseguir isso\u201d, comentou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s famosas imagens de caminh\u00f5es parados ao longo das rodovias para entrar na \u00e1rea portu\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>TECNOLOGIA<\/strong><\/p>\n<p>A Codesp adotou um sistema de monitoramento e log\u00edstica, em parceria com Antaq e ANTT, e passaram a monitorar os caminh\u00f5es desde a sa\u00edda das fazendas.<\/p>\n<p>Ao passar pelo primeiro posto de ped\u00e1gio, a placa \u00e9 capturada pelo centro de controle, colocando o ve\u00edculo numa pr\u00e9-fila para sequenciar todas as chegadas \u2013 antes mesmo do pedido de agendamento. \u201cE tivemos que ter a coragem de instituir regramentos mais duros. Quem furasse a fila, era barrado e voltava para o final, esperando 24, 48 horas para aprender. N\u00f3s disciplinamos o processo.\u201d<\/p>\n<p>Como resultado, em 2016 n\u00e3o houve registros de congestionamentos no Porto de Santos. Em 2017, tamb\u00e9m n\u00e3o.<\/p>\n<p>Os sistemas usados pela Codesp atualmente s\u00e3o o Portolog e o SGTC, mas a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que em breve eles sejam migrados para uma \u00fanica plataforma.<\/p>\n<p>O motivo \u00e9 simples: se no ano em que Oliva assumiu o Porto de Santos movimentou 119,6 milh\u00f5es de toneladas, em 2017 esse n\u00famero passou para 129,9 milh\u00f5es. Janeiro deste ano j\u00e1 foi o melhor da hist\u00f3ria, com um fluxo de cargas equivalente a 8,99 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>\u201cVamos ter um 2018 melhor\u201d, projeta Oliva, lembrando que alguns terminais come\u00e7am a operar neste ano. \u201cIsso significa aumento de movimenta\u00e7\u00e3o, aumento de log\u00edstica, aumento de trabalho.\u201d\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>HIDROVIA<\/strong><\/p>\n<p>Outra medida log\u00edstica foi a conclus\u00e3o, em fevereiro, da Hidrovia do Porto de Santos, que j\u00e1 est\u00e1 pronta para entrar em opera\u00e7\u00e3o. \u201cS\u00f3 precisa virar a chave\u201d, diz.<\/p>\n<p>A hidrovia \u00e9 uma demanda antiga dos usu\u00e1rios e ser\u00e1 operada integralmente pela iniciativa privada. As regras para as empresas se cadastrarem como operadoras de transporte hidrovi\u00e1rio em Santos ser\u00e3o publicadas na semana que vem.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de que, em 2018, a hidrovia movimente 300 mil cont\u00eaineres \u2013 o que, em outras palavras, significa 300 mil caminh\u00f5es a menos nas estradas da Baixada Santista.<\/p>\n<p><strong>CHOQUE DE GEST\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Como em qualquer empresa, os aumentos de performance financeira da Codesp n\u00e3o vieram com base na sorte. Uma das primeiras medidas administrativas foi a mudan\u00e7a do hor\u00e1rio do Porto, que passou a operar em turnos de seis horas. Com isso, houve uma redu\u00e7\u00e3o de 18,5% para 7,33% no peso das horas extra na folha de pagamento da companhia. A meta \u00e9 chegar a algo em torno de 2,5%.<\/p>\n<p>Mas se administrar pessoal parece ser algo trivial na maioria das empresas, a Codesp \u2013 que embora seja de natureza mista \u00e9 praticamente toda da Uni\u00e3o \u2013 \u00e9 um caso \u00e0 parte.<\/p>\n<p>\u201cAchavam que o Porto de Santos era uma empresa p\u00fablica federal em que ningu\u00e9m podia ser demitido\u201d. N\u00e3o podia. Porque na gest\u00e3o de Oliva, somente em 2017, foram 131 desligamentos \u2013 ou R$ 36 milh\u00f5es a menos de despesas.<\/p>\n<p>Alguns fizeram acordo. Outros, por\u00e9m, sa\u00edram por justa causa. Um dos funcion\u00e1rios, por exemplo, havia apresentado 58 atestados m\u00e9dicos no per\u00edodo de dois anos. Em outro caso, uma dupla de guardas usou as viaturas da companhia para transportar 32 quilos de entorpecentes. Os relatos s\u00e3o da\u00ed para cima em n\u00edvel de gravidade.<\/p>\n<p>Durante uma reuni\u00e3o da diretoria, um superintendente reclamou da obsess\u00e3o do presidente por sanar as contas da Codesp, alegando que empresa p\u00fablica n\u00e3o foi feita para dar lucro. Foi Oliva ouvir a declara\u00e7\u00e3o e, no dia seguinte, o superintendente \u2013 com 12 anos de casa \u2013 estava exonerado. \u201c\u00c9 empresa p\u00fablica, sim, mas regida por CLT. Tem que dar lucro\u201d, defende ele, que \u00e9 o ocupante mais longevo entre os cinco \u00faltimos que passaram pela presid\u00eancia do complexo portu\u00e1rio.<\/p>\n<p>E d\u00e1 para entender o motivo de sua perman\u00eancia no comando. Se em 2016 a Codesp faturou R$ 797 milh\u00f5es e teve preju\u00edzo de R$ 22 milh\u00f5es, em 2017 o faturamento chegou a R$ 911 mi, gerando um lucro de R$ 44 mi. \u00c9 o primeiro lucro em cinco anos da empresa, que finalmente render\u00e1 dividendos aos acionistas. O balan\u00e7o havia sido assinado pela diretoria poucas horas antes da reuni\u00e3o do COMUS e ser\u00e1 publicado semana que vem no Di\u00e1rio da Uni\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO Porto de Santos tem um tim\u00e3o, e nesse tim\u00e3o tem um comandante. N\u00e3o vamos retroagir por ningu\u00e9m\u201d.\u00a0<\/p>\n<p><strong>VISITAS T\u00c9CNICAS<\/strong><\/p>\n<p>Para Jos\u00e9 C\u00e2ndido de Almeida Senna, coordenador do COMUS\/ACSP, as medidas tomadas por Oliva s\u00e3o importantes para fazer do maior porto brasileiro o melhor porto brasileiro.<\/p>\n<p>Contudo, alerta para o r\u00e1pido crescimento no fluxo de cargas do complexo, o que exigir\u00e1, mais do que boa vontade da Codesp ou de qualquer outro ente p\u00fablico, investimento da iniciativa privada.<\/p>\n<p>\u201cA dragagem n\u00e3o deve ficar na m\u00e3o do Estado. J\u00e1 est\u00e3o faltando recursos. O Estado est\u00e1 falindo. J\u00e1 em 2020 podemos ter uma grave crise\u201d, diz Senna.<\/p>\n<p>Fonte: Ascom Codesp<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 dois anos \u00e0 frente da Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp), Jos\u00e9 Alex Botelho de Oliva t\u00eam provocado uma revolu\u00e7\u00e3o silenciosa no&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18514,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-26201","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26201"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26201\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26202,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26201\/revisions\/26202"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18514"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}