{"id":26100,"date":"2018-02-21T00:00:46","date_gmt":"2018-02-21T03:00:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26100"},"modified":"2018-02-20T18:28:06","modified_gmt":"2018-02-20T21:28:06","slug":"seca-na-argentina-motiva-alta-de-graos-e-destrava-o-mercado-de-soja-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/seca-na-argentina-motiva-alta-de-graos-e-destrava-o-mercado-de-soja-no-brasil\/","title":{"rendered":"Seca na Argentina motiva alta de gr\u00e3os e &#8216;destrava&#8217; o mercado de soja no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A escassez de chuvas em importantes regi\u00f5es produtoras da Argentina abriu uma janela de oportunidade para os produtores brasileiros de soja. Com a alta de pre\u00e7os internacionais e dom\u00e9sticos motivada pela seca no vizinho, a comercializa\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o foi acelerada no Brasil nas \u00faltimas semanas depois de um longo per\u00edodo de lentid\u00e3o. Com isso, estoques acumulados com a colheita recorde da temporada passada (2016\/17) t\u00eam sido desovados e neg\u00f3cios com a safra que est\u00e1 sendo colhida agora &#8211; e que novamente ser\u00e1 robusta &#8211; ganharam for\u00e7a.<\/p>\n<p>Embora as intemp\u00e9ries argentinas tenham come\u00e7ado em novembro, ainda durante o plantio da safra 2017\/18, seus reflexos sobre as lavouras de soja e milho come\u00e7aram a ficar mais n\u00edtidos nas \u00faltimas semanas. E, aparentemente, os problemas s\u00e3o maiores do que se imaginava. Para a produ\u00e7\u00e3o de soja, estimativas que inicialmente chegaram a sinalizar 57 milh\u00f5es de toneladas j\u00e1 foram reduzidas para 47 milh\u00f5es. No caso do milho, s\u00e3o esperadas atualmente entre 35 milh\u00f5es e 37 milh\u00f5es de toneladas, ante as at\u00e9 42 milh\u00f5es projetadas durante a semeadura.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 informou o Valor, o governo argentino calcula que, por causa dessas quebras, as perdas dos agricultores do pa\u00eds poder\u00e3o alcan\u00e7ar cerca de US$ 5 bilh\u00f5es. Afora os problemas provocados \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es, justamente o fator que vem oferecendo sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0s cota\u00e7\u00f5es de soja e milho no mercado internacional. Muitos analistas ponderam que tais perdas n\u00e3o s\u00e3o suficientes para gerar desequil\u00edbrios entre oferta e demanda globais, j\u00e1 que os estoques de milho e soja s\u00e3o confort\u00e1veis. Mas, como as cota\u00e7\u00f5es de ambos recuaram de forma expressiva nos \u00faltimos anos, o &#8220;fator Argentina&#8221; tamb\u00e9m tem servido para alimentar apostas especulativas.<\/p>\n<p>Na bolsa de Chicago, onde ontem n\u00e3o houve preg\u00e3o por causa de um feriado nos EUA (Dia do Presidente), os contratos de segunda posi\u00e7\u00e3o de entrega da soja em gr\u00e3o acumularam at\u00e9 sexta-feira altas de 2,53% em fevereiro e de 7,36% neste ano. As valoriza\u00e7\u00f5es do farelo de soja s\u00e3o ainda mais expressivas: 10,1% e 18,69%, respectivamente, segundo o Valor Data. No caso do milho, as altas nas mesmas compara\u00e7\u00f5es chegaram a 1,49% em fevereiro e 4,46% em 2017.<\/p>\n<p>A Argentina \u00e9 o terceiro maior pa\u00eds produtor e exportador de soja em gr\u00e3o do mundo &#8211; a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 liderada por EUA e Brasil, nesta ordem, e as exporta\u00e7\u00f5es por Brasil e EUA. No segmento de farelo de soja, os argentinos s\u00e3o os segundos maiores produtores, atr\u00e1s dos EUA, e encabe\u00e7am as exporta\u00e7\u00f5es. No mercado de milho, ocupam a terceira posi\u00e7\u00e3o no ranking dos exportadores. Em raz\u00e3o desse protagonismo, os fundos especulativos que atuam em Chicago aproveitaram as incertezas sobre as safras da Argentina e ampliaram suas apostas na alta de soja nos pr\u00f3ximos dias.;<\/p>\n<p>Segundo dados divulgados pela Comiss\u00e3o de Negocia\u00e7\u00e3o de Futuros de Commodities (CFTC), na semana encerrada no dia 13 os gestores de recursos (&#8220;managed money&#8221;) inverteram a m\u00e3o, deixaram as apostas na queda de pre\u00e7os da soja de lado e fecharam o per\u00edodo com saldo l\u00edquido comprado de 42.869 pap\u00e9is. No mercado de milho o saldo continuou vendido, mas 87,2% menor que o registrado na semana imediatamente anterior (10.614 pap\u00e9is).<\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a de humor no mercado internacional j\u00e1 se reflete no Brasil. O indicador Esalq\/BM&amp;FBovespa para a saca de 60 quilos da soja negociada no porto de Paranagu\u00e1 (PR), acumula alta superior a 4% em fevereiro, um pouco maior que a do indicador para a saca de milho. No mercado do cereal, a valoriza\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m embute previs\u00f5es de safra menor que a esperada no Brasil ainda gerou poucos efeitos pr\u00e1ticos na din\u00e2mica de compra e venda que vinha sendo observada. Mas no mercado de soja a alta serviu para destravar um pouco as negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Como o pre\u00e7o da soja melhorou, notamos uma acelera\u00e7\u00e3o das vendas por parte dos nossos produtores cooperados. Tanto dos gr\u00e3os da safra passada ]2016\/17] que ficaram nos armaz\u00e9ns quanto da produ\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo colhida agora&#8221;, disse na sexta-feira ao Valor Jos\u00e9 Aroldo Gallassini, presidente da paranaense Coamo, maior cooperativa agropecu\u00e1ria da Am\u00e9rica Latina. E isso apesar de a colheita continuar atrasada na \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o da Coamo e no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Conforme a consultoria AgRural, no Paran\u00e1 a colheita alcan\u00e7ou 5% da \u00e1rea cultivada, 18 pontos percentuais abaixo da m\u00e9dia dos \u00faltimos cinco anos para o per\u00edodo. Em todo o pa\u00eds, chegou a 17% da \u00e1rea, dois pontos abaixo da m\u00e9dia. A produ\u00e7\u00e3o nacional de soja dever\u00e1 somar quase 112 milh\u00f5es de toneladas neste ciclo, de acordo com a Conab.<\/p>\n<p>Fonte: Valor\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escassez de chuvas em importantes regi\u00f5es produtoras da Argentina abriu uma janela de oportunidade para os produtores brasileiros de soja. 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