{"id":26097,"date":"2018-02-21T00:22:35","date_gmt":"2018-02-21T03:22:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26097"},"modified":"2018-02-20T18:24:13","modified_gmt":"2018-02-20T21:24:13","slug":"dez-anos-depois-de-lancado-prosub-tenta-entrar-em-nova-fase","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/dez-anos-depois-de-lancado-prosub-tenta-entrar-em-nova-fase\/","title":{"rendered":"Dez anos depois de lan\u00e7ado, Prosub tenta entrar em nova fase"},"content":{"rendered":"<p>Dez anos depois de ter sido lan\u00e7ado, em 2008, dentro de um acordo entre Brasil e Fran\u00e7a, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) tenta engatar uma nova etapa e deixar para tr\u00e1s uma s\u00e9rie de problemas, que envolveram desde contingenciamentos or\u00e7ament\u00e1rios e desafios t\u00e9cnicos e tecnol\u00f3gicos at\u00e9 cita\u00e7\u00f5es nas dela\u00e7\u00f5es da Odebrecht na Lava-Jato. Apesar dos obst\u00e1culos, o programa continuou sendo desenvolvido sob o comando da Marinha do Brasil.<\/p>\n<p>Hoje o presidente Michel Temer participa de cerim\u00f4nia, em Itagua\u00ed (RJ), que marca o in\u00edcio da integra\u00e7\u00e3o do primeiro dos quatro submarinos convencionais do Prosub, o Riachuelo. O programa tamb\u00e9m inclui a constru\u00e7\u00e3o do primeiro submarino nuclear brasileiro, al\u00e9m da implanta\u00e7\u00e3o de uma infraestrutura industrial em Itagua\u00ed. O investimento total \u00e9 estimado pela Marinha em R$ 30 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A nova fase do Prosub ser\u00e1 marcada justamente pela integra\u00e7\u00e3o dos quatro submarinos da chamada classe Riachuelo no estaleiro da Itagua\u00ed Constru\u00e7\u00f5es Navais (ICN). A integra\u00e7\u00e3o \u00e9 a etapa em que diferentes se\u00e7\u00f5es de um submarino s\u00e3o unidas dando forma final \u00e0 embarca\u00e7\u00e3o. O submarino Riachuelo, que d\u00e1 nome \u00e0 classe, deve ser lan\u00e7ado ao mar no fim deste ano e tem previs\u00e3o de entrar em opera\u00e7\u00e3o em 2020, com cerca de tr\u00eas anos de atraso. J\u00e1 o submarino nuclear, projeto mais complexo do que as unidades convencionais, deve ser entregue em 2029, quatro anos depois do esperado. Para a Marinha, os atrasos s\u00e3o aceit\u00e1veis dada a complexidade do Prosub.<\/p>\n<p>A ICN, respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o dos submarinos, \u00e9 uma sociedade de prop\u00f3sito espec\u00edfico cujos s\u00f3cios s\u00e3o a francesa Naval Group (antiga DCNS) e a Odebrecht. No acordo firmado entre Brasil e Fran\u00e7a, acertado entre os ex-presidentes Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, se previu transfer\u00eancia de tecnologia da Fran\u00e7a para os submarinos convencionais, baseados na classe Scorp\u00e8ne, da Naval Group, e tamb\u00e9m para o projeto do submarino nuclear. A propuls\u00e3o desse submarino, por\u00e9m, est\u00e1 sendo integralmente desenvolvida pela Marinha do Brasil. Em janeiro de 2017, foi conclu\u00eddo o projeto b\u00e1sico do submarino nuclear, que foi certificado pela Naval Group.<\/p>\n<p>H\u00e1 hoje cerca de 250 t\u00e9cnicos e engenheiros trabalhando no projeto do submarino de propuls\u00e3o nuclear que vai representar um salto tecnol\u00f3gico para o Brasil. No caso dos submarinos convencionais, as novas unidades poder\u00e3o substituir a frota existente, formada por submarinos da classe Tupi. Mas essa decis\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 tomada at\u00e9 porque, nos \u00faltimos anos, houve investimentos e moderniza\u00e7\u00e3o do Tupi, a embarca\u00e7\u00e3o que d\u00e1 nome \u00e0 classe j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o. O Riachuelo, o primeiro submarino do Prosub, ter\u00e1 72 metros de comprimento, propuls\u00e3o diesel-el\u00e9trica, autonomia de navega\u00e7\u00e3o de cerca de 70 dias e capacidade para levar a bordo tripula\u00e7\u00e3o de 35 militares.<\/p>\n<p>Para a Marinha, o Prosub \u00e9 importante na defesa da chamada Amaz\u00f4nia Azul, o territ\u00f3rio mar\u00edtimo brasileiro, e tamb\u00e9m como estrat\u00e9gia de &#8220;dissuas\u00e3o&#8221;. De acordo com a Marinha, o Prosub conta com or\u00e7amento de cerca de R$ 1,6 bilh\u00e3o para 2018. No total, cerca de 700 empresas brasileiras se envolveram direta e indiretamente no Prosub em diferentes processos de nacionaliza\u00e7\u00e3o de equipamentos. O programa envolve ao todo seis contratos. Um para os submarinos convencionais, outro para o submarino nuclear e um terceiro contrato envolvendo os armamentos (torpedos). H\u00e1 ainda um quarto contrato para a constru\u00e7\u00e3o da infraestrutura industrial em Itagua\u00ed e um quinto contrato com o cons\u00f3rcio Ba\u00eda de Sepetiba, respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o do programa, al\u00e9m de um contrato para a transfer\u00eancia de tecnologia.<\/p>\n<p>A Odebrecht participa em v\u00e1rios desses contratos, seja via ICN ou por meio da Construtora Norberto Odebrecht (CNO). Segundo o Prosub, todos os contratos foram mantidos &#8220;normalmente&#8221; mesmo depois de tornada p\u00fablica a dela\u00e7\u00e3o de ex-diretor da Odebrecht que afirmou, \u00e0 Procuradoria Geral da Rep\u00fablica, que teria havido pagamento de R$ 17 milh\u00f5es ao PT dentro do contrato do submarino. A Marinha disse n\u00e3o ter d\u00favidas sobre o desenvolvimento do Prosub, e afirmou que o programa vem sendo auditado pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), com pareceres &#8220;favor\u00e1veis&#8221;, al\u00e9m de passar por avalia\u00e7\u00f5es da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC). A Marinha faz, por sua vez, suas pr\u00f3prias avalia\u00e7\u00f5es de custos.<\/p>\n<p>Fonte: Valor\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dez anos depois de ter sido lan\u00e7ado, em 2008, dentro de um acordo entre Brasil e Fran\u00e7a, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) tenta&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":7461,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-26097","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26097"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26097\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26098,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26097\/revisions\/26098"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7461"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}