{"id":26071,"date":"2018-02-16T09:36:59","date_gmt":"2018-02-16T11:36:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26071"},"modified":"2018-02-16T09:36:59","modified_gmt":"2018-02-16T11:36:59","slug":"investimento-em-infraestrutura-mais-forte-deve-ficar-para-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/investimento-em-infraestrutura-mais-forte-deve-ficar-para-2019\/","title":{"rendered":"Investimento em infraestrutura mais forte deve ficar para 2019"},"content":{"rendered":"<p>Os investimentos em infraestrutura no pa\u00eds como propor\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) ter\u00e3o queda neste ano na compara\u00e7\u00e3o com 2017. C\u00e1lculos da consultoria Pezco mostram que o ciclo de retomada dos aportes p\u00fablicos e privados em energia el\u00e9trica, transportes e log\u00edstica, telecomunica\u00e7\u00f5es e saneamento b\u00e1sico come\u00e7ar\u00e1 com mais vigor apenas a partir do ano que vem e s\u00f3 alcan\u00e7ar\u00e1 os n\u00edveis pr\u00e9-crise de 2008 em 2030.<\/p>\n<p>De acordo com proje\u00e7\u00f5es da Pezco, o fluxo de investimento em 2018 nas quatro principais atividades da infraestrutura (exclu\u00eddo o setor de \u00f3leo e g\u00e1s) dever\u00e1 ser de 1,65% do PIB, um pouco abaixo da marca de 1,69% observada no ano passado. J\u00e1 o percentual esperado para o ano que vem \u00e9 de 1,85% do PIB. Em 2030, aponta o levantamento da consultoria, os aportes v\u00e3o chegar a 2,03% do PIB, pouco acima dos 2% registrados em 2008, mas abaixo de picos registrados em 2001 (3,76%) e 2011 (2,27%).<\/p>\n<p>&#8220;Os concession\u00e1rios dos aeroportos, rodovias e linhas de transmiss\u00e3o leiloados em 2017 est\u00e3o assumindo a opera\u00e7\u00e3o s\u00f3 este ano. J\u00e1 est\u00e3o come\u00e7ando a investir, mas isso demora para entrar nos c\u00e1lculos. Ainda dependem de licen\u00e7as, aprova\u00e7\u00f5es, o grosso [dos aportes] entra mais em 2019&#8221;, avalia Frederico Turolla, s\u00f3cio da Pezco.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com 2017, as proje\u00e7\u00f5es da Pezco mostram que o \u00fanico setor que apresentar\u00e1 crescimento este ano \u00e9 o de transportes e log\u00edstica, com o fluxo de investimentos passando de 0,46% do PIB para 0,47%. Na passagem de 2018 para 2019, todos os grandes segmentos ter\u00e3o alta nos aportes, exceto saneamento b\u00e1sico, que ficar\u00e1 estacionado em 0,20% do PIB. Das quatro grandes \u00e1reas da infraestrutura, transportes e log\u00edstica tamb\u00e9m apresentar\u00e1 a maior e mais consistente expans\u00e3o de m\u00e9dio prazo, saindo de 0,47% do PIB em 2018 para 0,80% em 2030.<\/p>\n<p>Segundo Turolla, al\u00e9m da demanda muito reprimida, o segmento de transportes e log\u00edstica tem um n\u00famero maior de projetos na compara\u00e7\u00e3o com as outras atividades de infraestrutura, por isso atrai mais investidores. &#8220;S\u00e3o muitas possibilidades [de investimento] em projetos rodovi\u00e1rios novos e j\u00e1 existentes, com obras de duplica\u00e7\u00e3o e retifica\u00e7\u00e3o de pistas, constru\u00e7\u00e3o de viadutos e t\u00faneis. Em algum momento o segmento ferrovi\u00e1rio vai destravar, a\u00ed \u00e9 muito capex [capital expenditure]. H\u00e1 perspectivas de novos leil\u00f5es de aeroportos regionais e nacionais, que geralmente t\u00eam capex mais baixos, hidrovias, mobilidade urbana&#8221;, avalia o economista da Pezco.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es da consultoria apontam para acomoda\u00e7\u00e3o dos investimentos em energia el\u00e9trica em 0,57% do PIB a partir de 2025 at\u00e9 2030, depois de um pequeno salto de 0,64% do PIB em 2018 para 0,73% no ano que vem. &#8220;Em 2019 teremos grandes aportes em transmiss\u00e3o, mas os grandes projetos estruturantes do setor, focados em gera\u00e7\u00e3o, ficaram para tr\u00e1s e n\u00e3o est\u00e3o no horizonte&#8221;, assinala Turolla.<\/p>\n<p>O especialista em infraestrutura diz que o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que tem dezenas de projetos de desestatiza\u00e7\u00e3o em carteira, n\u00e3o ser\u00e1 capaz de promover um grande salto nos investimentos em infraestrutura. A iniciativa federal, acrescenta ele, sofre com aus\u00eancia de projetos novos.<\/p>\n<p>&#8220;O PPI teve sucesso na fase inicial, na gest\u00e3o da carteira, na governan\u00e7a, mas o que foi alocado no PPI s\u00e3o projetos que j\u00e1 existiam e eles est\u00e3o escasseando. N\u00e3o \u00e9 uma retomada espetacular, j\u00e1 que a gente vem de queda nos anos anteriores, desde 2011, mas indica um ciclo de crescimento dos investimentos em infraestrutura [em volume de recursos] acima da expans\u00e3o do PIB&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n<div class=\"jwDisqusForm\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os investimentos em infraestrutura no pa\u00eds como propor\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) ter\u00e3o queda neste ano na compara\u00e7\u00e3o com 2017. 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