{"id":26069,"date":"2018-02-16T09:36:07","date_gmt":"2018-02-16T11:36:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=26069"},"modified":"2018-02-16T09:36:07","modified_gmt":"2018-02-16T11:36:07","slug":"aumento-na-arrecadacao-de-royalties-do-petroleo-deve-dar-alivio-a-crise-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/aumento-na-arrecadacao-de-royalties-do-petroleo-deve-dar-alivio-a-crise-do-rio\/","title":{"rendered":"Aumento na arrecada\u00e7\u00e3o de royalties do petr\u00f3leo deve dar al\u00edvio \u00e0 crise do Rio"},"content":{"rendered":"<p>Retrato da crise financeira que tem assolado os Estados nos \u00faltimos anos, o Rio de Janeiro est\u00e1 mais pr\u00f3ximo de mudar essa situa\u00e7\u00e3o. O aumento do Produto Interno Bruto (PIB) fluminense estimado para 2019 \u00e9 de 6,1%, quase o dobro do esperado para o Brasil, segundo estudo da Tend\u00eancias Consultoria Integrada, divulgado com exclusividade ao \u2018Estado\u2019. Confirmadas as previs\u00f5es, ser\u00e1 a primeira vez desde 2015 que o Estado do Rio vai crescer mais que a m\u00e9dia do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de ventos tem um impulso conhecido: a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo deve crescer substancialmente nos pr\u00f3ximos anos e trazer um novo ciclo de bonan\u00e7a ao Estado. Sete projetos de prospec\u00e7\u00e3o est\u00e3o previstos para entrar em atividade em 2018. S\u00f3 este ano, o petr\u00f3leo deve render R$ 8,9 bilh\u00f5es aos cofres estaduais \u2013 o dobro do que foi arrecadado em 2016, pior ano recente para o setor. De 18 plataformas previstas para entrar em opera\u00e7\u00e3o entre o fim de 2017 e 2021, 14 s\u00e3o do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>Como as plataformas levam algum tempo para atingir o seu potencial, o resultado mais expressivo para os cofres estaduais deve vir mesmo a partir do ano que vem, quando os rendimentos com royalties t\u00eam potencial de ir a R$ 10,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Um dos fatores que fizeram com que o Estado do Rio de Janeiro mergulhasse na forte crise que enfrenta hoje foi a contra\u00e7\u00e3o das rendas com o petr\u00f3leo, em fun\u00e7\u00e3o da queda dos pre\u00e7os, a partir de 2014 e do recuo da produ\u00e7\u00e3o entre 2010 e 2013.<\/p>\n<p>Com o novo ciclo de expans\u00e3o dos royalties, os cofres p\u00fablicos ter\u00e3o uma inje\u00e7\u00e3o de recursos e a d\u00edvida l\u00edquida do Estado deve voltar ao limite m\u00e1ximo de 200% da receita corrente l\u00edquida (RCL) em 2022. Estourar esse limite fez com que o Rio fosse enquadrado no Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal (RRF) \u2013 programa de socorro aos Estados em situa\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia. Dele, tamb\u00e9m fazem parte Minas Gerais e Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Com o petr\u00f3leo, o Rio tamb\u00e9m volta a ter um resultado prim\u00e1rio positivo j\u00e1 a partir de 2022. Essa \u00e9 a diferen\u00e7a entre receitas e despesas do governo, excluindo-se o gasto com juros.<\/p>\n<p>\u201cCom mais dinheiro em caixa, os investimentos, que tiveram queda cont\u00ednua nos anos de crise teriam uma recupera\u00e7\u00e3o gradual a partir de 2018\u201d, diz o analista da Tend\u00eancias Fabio Klein. \u201cSe tiver um governo respons\u00e1vel, o Estado pode investir em outros setores, diminuindo a depend\u00eancia do petr\u00f3leo e fazendo um colch\u00e3o para o futuro.\u201d Em 2018, 17% da receita do Rio vir\u00e1 do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Segunda chance. O petr\u00f3leo dar\u00e1 al\u00edvio e impulso para a situa\u00e7\u00e3o fiscal do Estado, com um efeito l\u00edquido bem positivo, diz o economista Adriano Pitoli, da Tend\u00eancias. \u201cO Rio continua com amarras, como uma popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalho que cresce menos que a m\u00e9dia nacional, muitos empregados no setor p\u00fablico e um grande n\u00famero de aposentados, mas a virada \u00e9 indiscut\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>Ele avalia que ao longo de 2018 devem come\u00e7ar a ficar mais raras as cenas de servidores protestando por estarem com sal\u00e1rios atrasados, hospitais fechados ou viaturas da pol\u00edcia paradas por falta de combust\u00edvel. \u201cS\u00f3 que dinheiro n\u00e3o aceita desaforo. Se o brasileiro tem o desafio de optar na elei\u00e7\u00e3o por candidatos com mais responsabilidade no manejo dos recursos p\u00fablicos, o eleitor fluminense tem esse desafio multiplicado por cinco.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o analista pol\u00edtico Rafael Cortez, tamb\u00e9m da Tend\u00eancias, o governo do Rio \u00e9 um dos que t\u00eam mais chances de renova\u00e7\u00e3o este ano. Ele lembra que n\u00e3o h\u00e1 um caso semelhante ao do Estado, em que ex-governadores foram presos em esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o. Assim, a elite pol\u00edtica come\u00e7a 2018 combalida e h\u00e1 uma grande possibilidade de que um nome fora do c\u00edrculo tradicional consiga crescer na campanha.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma tend\u00eancia de que a novidade na campanha para governador fique entre o ex-jogador de futebol e agora senador Rom\u00e1rio (Podemos) e o empres\u00e1rio e ex-t\u00e9cnico de v\u00f4lei Bernardinho (Novo)\u201d, diz Cortez.<\/p>\n<p>Ele avalia que os partidos tradicionais devem tentar se aglutinar em torno de um nome, como Eduardo Paes, que foi prefeito do Rio pelo MDB e deve sair candidato por outro partido. \u201cDeve ser a elei\u00e7\u00e3o de renova\u00e7\u00e3o, de quadros e discursos.\u201d<\/p>\n<p>Fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrato da crise financeira que tem assolado os Estados nos \u00faltimos anos, o Rio de Janeiro est\u00e1 mais pr\u00f3ximo de mudar essa situa\u00e7\u00e3o. O aumento&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18517,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-26069","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26069","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26069"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26069\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26070,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26069\/revisions\/26070"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18517"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}