{"id":25983,"date":"2018-02-01T01:00:34","date_gmt":"2018-02-01T03:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=25983"},"modified":"2018-02-01T01:00:34","modified_gmt":"2018-02-01T03:00:34","slug":"demanda-no-pais-por-silos-bolsa-dobrou-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/demanda-no-pais-por-silos-bolsa-dobrou-em-2017\/","title":{"rendered":"Demanda no pa\u00eds por silos-bolsa dobrou em 2017"},"content":{"rendered":"<p>A supersafra de gr\u00e3os do ciclo 2016\/17, aliada aos pre\u00e7os em patamares considerados baixos em Chicago, evidenciou o d\u00e9ficit de armazenagem no Brasil. E, mais uma vez, solu\u00e7\u00f5es paliativas tiveram de ser adotadas para guardar parte das 211,9 milh\u00f5es de toneladas de soja e milho produzidas no ciclo passado. Reflexo desse cen\u00e1rio, o mercado de silos- bolsa &#8211; armaz\u00e9ns que podem ser usados apenas uma \u00fanica vez &#8211; praticamente dobrou, chegando a uma capacidade para estocar 16 milh\u00f5es de toneladas em 2017.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exatamente nova e ganhou mais popularidade no ciclo 2012\/13, quando as safras de soja e milho somaram 163 milh\u00f5es de toneladas, 17% acima da safra anterior. Em 2012, foram utilizadas 50 mil unidades de silo bolsas no pa\u00eds, ante 30 mil em 2011. O crescimento m\u00e9dio, desde ent\u00e3o, tem sido entre 20% e 25% ao ano, segundo a Electro Plastic, empresa nacional que respondeu por 25% das vendas no Brasil em 2017.<\/p>\n<p>No ano passado, com o recorde de produ\u00e7\u00e3o na safra 2016\/17, o n\u00famero de silos chegou a 80 mil unidades, segundo estimativa da Agrolord, com sede em Sorocaba (SP) e que tem 20% do mercado nacional. Cada silo, segundo Herrmann Elias Moura, presidente da Agrolord, tem capacidade para armazenar 200 toneladas de gr\u00e3os.<\/p>\n<p>A argentina Ipesa, l\u00edder nesse mercado no Brasil com 60% de participa\u00e7\u00e3o, forneceu armaz\u00e9ns tempor\u00e1rios para 10 milh\u00f5es de toneladas de soja em 2017. &#8220;Pouco mais que o dobro de 2016&#8221;, afirmou Demian Baum, diretor da filial brasileira.<\/p>\n<p>A demanda para este ano deve continuar a crescer, embora num ritmo mais lento. Segundo proje\u00e7\u00f5es da Conab, a produ\u00e7\u00e3o de soja na safra 2017\/18 deve chegar a 110,4 milh\u00f5es de toneladas e a de milho, a 92,4 milh\u00f5es de toneladas. Al\u00e9m disso, parte da produ\u00e7\u00e3o do ciclo 2016\/17 ainda est\u00e1 nos armaz\u00e9ns e a comercializa\u00e7\u00e3o antecipada da safra 2017\/18 est\u00e1 mais lenta.<\/p>\n<p>Com a expectativa de pouca mudan\u00e7a dos patamares atuais de pre\u00e7o da soja e milho em Chicago, o produtor tende a segurar as vendas como na temporada passada. Dessa forma, quando o milho safrinha chegar ao mercado, em meados de junho, os silos est\u00e1ticos estar\u00e3o cheios de soja do ciclo 2017\/18.<\/p>\n<p>De acordo com F\u00e1bio Ferraz, gestor comercial da Electro Plastic, a tend\u00eancia \u00e9 que o silo-bolsa ganhe mais popularidade. &#8220;H\u00e1 muito potencial. Na Argentina, mais de 50% da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 armazenada com silo-bolsa. Aqui, ainda \u00e9 menos de 10%&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Baum, da Ipesa, acredita que a empresa dever\u00e1 produzir este ano silos-bolsa para um volume 30% superior ao de 2017. Segundo ele, um silo-bolsa custa, em m\u00e9dia, 30 vezes menos que o armaz\u00e9m est\u00e1tico, e \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o interessante quando a produ\u00e7\u00e3o ultrapassa a capacidade de armazenamento do agricultor. &#8220;Cada saca colocada no silo bag custa em m\u00e9dia R$ 1&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Segundo as empresas, os Estados do Centro-Oeste s\u00e3o os que mais demandam silos tempor\u00e1rios, reflexo da grande produ\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. E no Matopiba &#8211; conflu\u00eancia entre Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia -, a pouca estrutura propicia um uso cada vez maior desse tipo de solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 os Estados do Sul do pa\u00eds, que t\u00eam uma estrutura maior e mais organizada de armaz\u00e9ns est\u00e1ticos, demandam menos. Ainda assim, segundo dados da Conab, existe um d\u00e9ficit de 13,3% de armazenagem na regi\u00e3o, considerando a diferen\u00e7a entre a capacidade est\u00e1tica de armazenamento e a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os. A regi\u00e3o com maior d\u00e9ficit, com base nessa diferen\u00e7a, \u00e9 a Centro-Oeste, com 42,8%.<\/p>\n<p>No Paran\u00e1 &#8211; segundo maior Estado produtor de gr\u00e3os do pa\u00eds &#8211; ainda restam nos armaz\u00e9ns cerca de 8,8 milh\u00f5es de toneladas de soja, milho e trigo do ciclo 2016\/17. E, em algumas semanas come\u00e7ar\u00e3o a sair dos campos as 19,3 milh\u00f5es de toneladas de soja da temporada 2017\/18. Assim, o silo-bolsa pode ser uma alternativa para armazenar os gr\u00e3os.<\/p>\n<p>Segundo Divanir Higino, presidente da Cocamar, uma das maiores cooperativas do Estado com sede em Maring\u00e1, o problema de falta de armaz\u00e9ns levou \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o originalmente usado para armazenar a\u00e7\u00facar para guardar os gr\u00e3os da safra 2016\/17. &#8220;Havia gente alugando at\u00e9 apartamento para colocar soja aqui no Paran\u00e1&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n<div class=\"jwDisqusForm\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A supersafra de gr\u00e3os do ciclo 2016\/17, aliada aos pre\u00e7os em patamares considerados baixos em Chicago, evidenciou o d\u00e9ficit de armazenagem no Brasil. 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