{"id":25932,"date":"2018-01-25T09:36:00","date_gmt":"2018-01-25T11:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=25932"},"modified":"2018-01-25T09:36:00","modified_gmt":"2018-01-25T11:36:00","slug":"paraguai-libera-uso-de-bitrem-e-abre-caminho-para-exportacoes-via-porto-de-concepcion","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/paraguai-libera-uso-de-bitrem-e-abre-caminho-para-exportacoes-via-porto-de-concepcion\/","title":{"rendered":"Paraguai libera uso de bitrem e abre caminho para exporta\u00e7\u00f5es via porto de Concepcion"},"content":{"rendered":"<p>A libera\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego de carretas bitrem no trecho da Ruta Nacional n\u00ba 5 \u2013 entre a cidade de Pedro Juan Caballero at\u00e9 o porto de Concepcion \u2013 feita pelo governo paraguaio na semana passada, potencializa as opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o de soja pela hidrovia Paraguai-Paran\u00e1 e viabiliza a nova rota de exporta\u00e7\u00e3o da soja do Centro-Oeste brasileiro para a Argentina. A an\u00e1lise \u00e9 do secret\u00e1rio de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Produ\u00e7\u00e3o e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck. Ele observa que Concepci\u00f3n passa a ser uma alternativa importante para o caso de Porto Murtinho superar a capacidade de embarque.<\/p>\n<p>A Resolu\u00e7\u00e3o 74 do Minist\u00e9rio de Obras P\u00fablicas e Comunica\u00e7\u00e3o do Paraguai liberando o tr\u00e1fego de carretas bitrem naquele trecho de aproximadamente 220 quil\u00f4metros da Ruta 5 foi publicada no dia 17 de janeiro. A medida era muito aguardada por produtores e, sobretudo, pelos novos operadores do Porto de Concepcion, o cons\u00f3rcio entre a empresa alem\u00e3 Imperial Shipping e as paraguaias CIE e a Baden S\/A Solu\u00e7\u00f5es Log\u00edsticas. A nova estrutura do porto ser\u00e1 inaugurada dia 20 de fevereiro e pode atrair um fluxo de at\u00e9 200 carretas bitrem por dia no per\u00edodo de safra para transportar a produ\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 embarcada em dire\u00e7\u00e3o ao Porto de Rosario, na Argentina.<\/p>\n<p>O tr\u00e1fego de bitrem era proibido em todo territ\u00f3rio paraguaio at\u00e9 ent\u00e3o devido ao impacto que esses ve\u00edculos poderiam causar na malha vi\u00e1ria. O bitrem autorizado no Paraguai \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos de carga composta por mais de seis eixos, o que permite o transporte de um peso bruto total combinado de 60 toneladas distribu\u00eddas de maneira uniforme por todos os eixos. Desta forma o impacto na malha vi\u00e1ria n\u00e3o seria significativo. A autoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 em car\u00e1ter experimental para a pr\u00f3xima safra e se restringe ao transporte de cargas do Brasil at\u00e9 o Porto de Concepci\u00f3n e no sentido contr\u00e1rio. Est\u00e1 vedado o carregamento de bitrens em outros pontos do Paraguai.<\/p>\n<p>Jaime Verruck comemorou a decis\u00e3o do governo paraguaio, lembrando que desta forma est\u00e1 consolidada uma alternativa interessante para exporta\u00e7\u00e3o dos produtos agr\u00edcolas de Mato Grosso do Sul. O porto de Porto Murtinho \u2013 localizado a 470 quil\u00f4metros de Concepcion, subindo o rio Paraguai \u2013 continua sendo a principal porta de sa\u00edda, mas sinaliza que vai operar com capacidade m\u00e1xima neste ano. Durante 2017 foram embarcadas 185 mil toneladas de soja (fora o a\u00e7\u00facar) via Porto Murtinho e para 2018 j\u00e1 foi contratado o transporte de 250 mil toneladas, entre soja e a\u00e7\u00facar. \u201c\u00c9 mais ou menos a capacidade total do porto\u201d, afirma o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, o porto de Concepcion se tornou um refor\u00e7o importante, embora o governo j\u00e1 tenha se adiantado ao problema e planeja interven\u00e7\u00f5es em Porto Murtinho. \u201cAquela op\u00e7\u00e3o log\u00edstica de se criar uma zona especial de exporta\u00e7\u00e3o deu certo. Hoje, claramente j\u00e1 est\u00e1 sinalizada a necessidade de investimentos em Porto Murtinho, principalmente na \u00e1rea de armazenagem\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Negocia\u00e7\u00f5es &#8211; As negocia\u00e7\u00f5es para viabilizar as exporta\u00e7\u00f5es sul-mato-grossenses pela Hidrovia Paraguai-Paran\u00e1 com embarques em Concepcion se desenrolam desde meados de 2016. Uma delega\u00e7\u00e3o de autoridades e empres\u00e1rios paraguaios esteve em Campo Grande no dia 22 de junho daquele ano tratando do assunto. Jaime Verruck recebeu em seu gabinete a comitiva paraguaia e encaminhou as medidas necess\u00e1rias para viabilizar o acordo. \u201cNa \u00e9poca j\u00e1 alertamos que o Porto de Concepcion n\u00e3o se viabilizaria se n\u00e3o pudesse levar a soja com caminh\u00f5es bitrens. Ele n\u00e3o conseguiria ser uma alternativa rent\u00e1vel porque a ideia de Concepci\u00f3n \u00e9 ser uma op\u00e7\u00e3o aos portos de Paranagu\u00e1 e Santos. E nesse caso \u00e9 preciso haver competitividade, tem que ser interessante para o produtor, sen\u00e3o ele vai continuar utilizando os outros portos\u201d, disse Jaime Verruck.<\/p>\n<p>Representantes do governo e do setor empresarial de Mato Grosso do Sul participaram de outras reuni\u00f5es para encaminhar a quest\u00e3o, at\u00e9 que a solu\u00e7\u00e3o definitiva surgiu, viabilizando o tr\u00e2nsito da produ\u00e7\u00e3o brasileira rumo ao porto de Concepcion e tamb\u00e9m a rota no sentido contr\u00e1rio. O bitrem pode voltar carregado do Porto para o Brasil, o que n\u00e3o pode \u00e9 pegar frete na metade do caminho.<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio Digital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A libera\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego de carretas bitrem no trecho da Ruta Nacional n\u00ba 5 \u2013 entre a cidade de Pedro Juan Caballero at\u00e9 o porto&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17796,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25932","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25932","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25932"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25932\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25933,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25932\/revisions\/25933"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17796"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25932"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25932"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25932"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}