{"id":25922,"date":"2018-01-24T16:14:55","date_gmt":"2018-01-24T18:14:55","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25922"},"modified":"2018-01-24T16:14:55","modified_gmt":"2018-01-24T18:14:55","slug":"negligencia-causou-naufragio-que-matou-19-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/negligencia-causou-naufragio-que-matou-19-na-bahia\/","title":{"rendered":"Neglig\u00eancia causou naufr\u00e1gio que matou 19 na Bahia"},"content":{"rendered":"<p>O naufr\u00e1gio da lancha Cavalo Marinho I, que afundou em setembro do ano passado deixando 19 mortos na Bahia, teve como principal causa a neglig\u00eancia e a imprud\u00eancia dos respons\u00e1veis pela embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta foi a conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito sobre o acidente realizado pela Marinha do Brasil e apresentado na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (23) em Salvador. O documento tem 1.200 p\u00e1ginas e demandou cinco meses de investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo a Marinha, o comandante do ve\u00edculo foi imprudente ao &#8220;expor a embarca\u00e7\u00e3o \u00e0 navega\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas adversas&#8221;. Ele seguiu viagem mesmo diante de ondas que chegavam a um metro de altura e n\u00e3o adotou uma postura de navega\u00e7\u00e3o defensiva ao passar por uma regi\u00e3o de bancos de areia.<\/p>\n<p>J\u00e1 os donos da embarca\u00e7\u00e3o, que pertencia \u00e0 empresa CL Transporte Mar\u00edtimo, e o engenheiro t\u00e9cnico respons\u00e1vel pelo barca foram apontados como negligentes. Segundo a Marinha, a lancha &#8220;n\u00e3o cumpria os crit\u00e9rios de estabilidade exigidos por lei&#8221;.<\/p>\n<p>Na per\u00edcia realizada na lancha que naufragou, a Marinha identificou a exist\u00eancia de placas de concreto colocadas de forma indevida dentro da embarca\u00e7\u00e3o que serviriam como &#8220;peso de lastro&#8221; para aumentar a capacidade de manobrar a lancha.<\/p>\n<p>Esses lastros, cujo peso total chegava a 400 quilos, acabaram se soltando durante a travessia, fazendo com que a lancha inclinasse e submergisse. &#8220;A embarca\u00e7\u00e3o possu\u00eda lastros n\u00e3o autorizados e colocados de forma indevida que acabaram se soltando. Faltava fix\u00e1-los no local correto e medidas defensivas que poderiam ser adotadas&#8221;, explicou o Capit\u00e3o de Mar e Guerra Leonardo Andrade Reis, da Capitania dos Portos da Bahia.<\/p>\n<p>Ele explicou que a inser\u00e7\u00e3o dos pesos, em si, n\u00e3o \u00e9 ilegal. Mas esta deveria ter sido feita mediante estudos de estabiliza\u00e7\u00e3o submetidos \u00e0 Marinha. Os pesos foram colocados na lancha ap\u00f3s a \u00faltima vistoria da lacha feita pela Capitania dos Portos, realizada em abril de 2017.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da Marinha servir\u00e1 de base para o inqu\u00e9rito que est\u00e1 sendo tocado pela Pol\u00edcia Civil da Bahia, que apontar\u00e1 os respons\u00e1veis pelo acidente, e para a den\u00fancia que o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado da Bahia deve apresentar \u00e0 Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>O documento tamb\u00e9m er\u00e1 encaminhado para o tribunal mar\u00edtimo militar, respons\u00e1vel por julgar administrativamente os acidentes da navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante os cinco meses de investiga\u00e7\u00e3o, a Marinha realizou per\u00edcias na lancha e interrogou 48 pessoas, entre tripulantes, passageiros e respons\u00e1veis pela embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O comandante, o engenheiro e os donos da embarca\u00e7\u00e3o, apontados como poss\u00edveis respons\u00e1veis pelo acidente, foram notificados pela Marinha e ter\u00e3o um prazo de dez dias para apresentar suas defesas pr\u00e9vias.<\/p>\n<p><strong>O ACIDENTE<\/strong><\/p>\n<p>O naufr\u00e1gio da lancha Cavalo Marinho I &#8211; que completa cinco meses nesta quarta-feira (24) -foi o maior acidente com v\u00edtimas na ba\u00eda de Todos-os-Santos registrado nos \u00faltimos 50 anos. Foram 19 mortos, sendo 13 mulheres, tr\u00eas homens e tr\u00eas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>A travessia de 13 quil\u00f4metros liga a Ilha de Itaparica a Salvador. O sistema \u00e9 formado por sete lanchas que transportam em m\u00e9dia 5.000 pessoas por dia.<\/p>\n<p>Reportagem da Folha apontou que, mesmo ap\u00f3s o naufr\u00e1gio, a travessia opera com os mesmos barcos e nas mesmas condi\u00e7\u00f5es de antes do acidente. Nenhuma medida foi tomada pelo Estado, respons\u00e1vel pela regula\u00e7\u00e3o do sistema de lanchas, nem pelas empresas do local para refor\u00e7ar a seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>As viagens seguem sem controle da identidade dos usu\u00e1rios, sem obrigatoriedade de uso de coletes salva-vidas e com deficit de fiscaliza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 fiscais fixos no terminal de Vera Cruz.<\/p>\n<p>A Folha ainda apontou que o naufr\u00e1gio foi precedido por erros de seguran\u00e7a e fiscaliza\u00e7\u00e3o das embarca\u00e7\u00f5es, al\u00e9m da falta de mecanismos para resposta r\u00e1pida de equipes de resgate em casos de acidente.\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: Folha SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O naufr\u00e1gio da lancha Cavalo Marinho I, que afundou em setembro do ano passado deixando 19 mortos na Bahia, teve como principal causa a neglig\u00eancia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18003,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25922","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25922","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25922"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25922\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25923,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25922\/revisions\/25923"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18003"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25922"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25922"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25922"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}