{"id":25877,"date":"2018-01-22T00:23:49","date_gmt":"2018-01-22T02:23:49","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25877"},"modified":"2018-01-19T11:11:30","modified_gmt":"2018-01-19T13:11:30","slug":"superavit-de-us-8186-bilhoes-do-agronegocio-foi-o-segundo-maior-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/superavit-de-us-8186-bilhoes-do-agronegocio-foi-o-segundo-maior-da-historia\/","title":{"rendered":"Superavit de US$ 81,86 bilh\u00f5es do agroneg\u00f3cio foi o segundo maior da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Em 2017, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras do agroneg\u00f3cio somaram US$ 96,01 bilh\u00f5es, registrando crescimento de 13% em rela\u00e7\u00e3o a 2016. No per\u00edodo, o setor foi respons\u00e1vel por 44,1% do total das vendas externas do Brasil. Com o crescimento do valor exportado sobre o das importa\u00e7\u00f5es, o saldo da balan\u00e7a do setor foi superavit\u00e1rio em US$ 81,86 bilh\u00f5es, ante os US$ 71,31 bilh\u00f5es do ano anterior. Foi o segundo maior saldo da balan\u00e7a do agroneg\u00f3cio da hist\u00f3ria, inferior apenas ao registrado em 2013 (R$ 82,91 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>&#8220;Esse saldo forte demonstra import\u00e2ncia do setor para a economia&#8221;, disse o ministro Blairo Maggi, durante divulga\u00e7\u00e3o dos dados \u00e0 imprensa. &#8220;O agro foi importante para a manuten\u00e7\u00e3o das contas externas, das reservas internacionais, durante a crise econ\u00f4mica que o pa\u00eds sofreu&#8221;.<\/p>\n<p>Os produtos que mais contribu\u00edram para o aumento das exporta\u00e7\u00f5es foram o complexo soja (+US$ 6,30 bilh\u00f5es), produtos florestais (+US$ 1,30 bilh\u00e3o), carnes (+US$ 1,26 bilh\u00e3o); cereais, farinhas e prepara\u00e7\u00f5es (+US$ 953,86 milh\u00f5es) e o complexo sucroalcooleiro (+US$ 889,34 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>A alta do saldo comercial deveu-se em parte ao in\u00edcio da recupera\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os no mercado internacional, mas, especialmente, ao aumento dos volumes exportados. No ranking de valor exportado, o complexo soja tamb\u00e9m ocupou a primeira posi\u00e7\u00e3o, somando US$ 31,72 bilh\u00f5es. As vendas de gr\u00e3os foram recordes, tanto em valor (US$ 25,71 bilh\u00f5es) quanto em quantidade (68,15 milh\u00f5es de toneladas). O pre\u00e7o m\u00e9dio de exporta\u00e7\u00e3o do produto registrou pequena varia\u00e7\u00e3o positiva +0,7% (de US$ 374,73 para US$ 377,30 por tonelada).<\/p>\n<p>&#8220;O valor das commodities est\u00e3o baixos, mas a produ\u00e7\u00e3o tem-se mantido com produtividade e\u00a0 a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial. Ent\u00e3o, o agro vai muito bem,\u00a0 mas sob olhar estreito, porque o produtor tem tido a renda cada vez mais corro\u00edda. H\u00e1 um sinal amarelo, porque o Brasil tem agricultura como grande sustent\u00e1culo&#8221;, disse o ministro.<\/p>\n<p>Apesar de comemorar a a contribui\u00e7\u00e3o do saldo comercial dada ao pa\u00eds em um momento dif\u00edcil da economia, Blairo Maggi observou ser importante aumentar as importa\u00e7\u00f5es. Isso, afirmou, permitir\u00e1 que a ind\u00fastria se beneficie e que a balan\u00e7a comercial tenha participa\u00e7\u00e3o mais forte de produtos de maior valor agregado. Ele lembrou que a Alemanha n\u00e3o planta caf\u00e9\u00a0 e \u00e9 o terceiro maior exportador do produto, enquanto o Brasil \u00e9 o maior produtor. Como uma ind\u00fastria cafeeira vai se instalar no Brasil se n\u00e3o pode importar para fazer um blend, demandado no mercado, questionou.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do Agroneg\u00f3cio do Mapa, Odilson Silva, lembrou que, nos \u00faltimos 20 anos, sem o agroneg\u00f3cio, o pa\u00eds deixaria de faturar R$ 1,23 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Carnes ficaram em segundo lugar, na pauta, com vendas de US$ 15,47 bilh\u00f5es e crescimento de 8,9% em valor. A carne de frango, principal produto do setor, representou quase metade desse montante (46,1%). Foram exportados US$ 7,14 bilh\u00f5es do produto, 5,5% acima do que havia sido registrado no ano anterior. As vendas de carne su\u00edna apresentaram recorde hist\u00f3rico, somando US$ 1,61 bilh\u00e3o, ou seja, 9,7% superiores a 2016.<\/p>\n<p>Blairo Maggi lembrou que &#8220;tivemos o ambiente da carne fraca, durante o ano, com um grau de preocupa\u00e7\u00e3o muito intenso&#8221;, mas que &#8220;o\u00a0 governo como um todo\u00a0 trabalhou na mesma dire\u00e7\u00e3o. E os n\u00fameros demonstram que esse per\u00edodo foi ultrapassado com o aumento do volume de vendas&#8221;.<\/p>\n<p>O complexo sucroalcooleiro ocupou a terceira posi\u00e7\u00e3o entre os segmentos do agroneg\u00f3cio, com US$ 12,23 bilh\u00f5es. As vendas de a\u00e7\u00facar foram respons\u00e1veis por quase todo esse montante, com 93,3% do valor (US$ 11,41 bilh\u00f5es). Houve crescimento de 9,4% ante 2016, quando foram exportados US$ 10,44 bilh\u00f5es de a\u00e7\u00facar brasileiro.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de produtos florestais registraram US$ 11,53 bilh\u00f5es, em 2017, dos quais 55,1% foram representados pela celulose. O produto alcan\u00e7ou recorde em 2017, tanto em valor quanto em quantidade, com US$ 6,35 bilh\u00f5es e 13,84 milh\u00f5es de toneladas, respectivamente. As vendas de caf\u00e9 somaram US$ 5,27 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Esses cinco setores somaram US$ 76,22 bilh\u00f5es, ou 79% das exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio em 2017. Apesar do milho n\u00e3o estar entre os cinco principais setores de exporta\u00e7\u00e3o, houve recorde hist\u00f3rico de volume de vendas: US$ 4,57 bilh\u00f5es (+24,9% ante 2016) com 29,25 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Outros produtos cujas exporta\u00e7\u00f5es mais cresceram no ano de 2017 foram pimenta piper seca (59,50 mil toneladas); pain\u00e9is de fibras ou de part\u00edculas de madeira (US$ 326,38 milh\u00f5es e 1,03 milh\u00e3o de tonelada); gelatinas (50,97 mil toneladas); \u00f3leo essencial de laranja (US$ 242,16 milh\u00f5es); mangas (US$ 205,11 milh\u00f5es e 179,60 mil toneladas); amendoim em gr\u00e3os (US$ 194,86 milh\u00f5es e 153,32 mil toneladas); e mel\u00f5es (US$ 162,92 milh\u00f5es e 233,65 mil toneladas).<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es de produtos agropecu\u00e1rios alcan\u00e7aram a cifra de US$ 14,15 bilh\u00f5es, em 2017, 3,9% acima do montante registado em 2016, que foi de US$ 13,63 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Mercados<\/p>\n<p>\u00c1sia \u00e9 o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras \u2013 US$ 44,17 bilh\u00f5es, crescimento de 18,1%. Soja em gr\u00e3os, carne bovina e celulose foram os principais produtos. A China encerra o ano de 2017 na lideran\u00e7a entre os mercados do agroneg\u00f3cio brasileiro, ampliando sua participa\u00e7\u00e3o de 24,5% para 27,7%. Em 2017, as exporta\u00e7\u00f5es ao pa\u00eds somaram US$ 26,58 bilh\u00f5es, superando em 27,6% o valor do ano anterior.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es para os Estados Unidos, o segundo maior comprador, somaram US$ 6,72 bilh\u00f5es em 2017, crescimento de 7,3% sobre o ano anterior. Os principais aumentos foram anotados nas vendas de \u00e1lcool et\u00edlico (+US$ 156,43 milh\u00f5es) e celulose (+108,09 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Carnes lideraram em dezembro<\/p>\n<p>No m\u00eas de dezembro de 2017 houve superavit de US$ 5,76 bilh\u00f5es na balan\u00e7a comercial do agroneg\u00f3cio brasileiro, montante que superou ao de dezembro de 2016, de US$ 4,75 bilh\u00f5es. Foi o terceiro maior saldo comercial para meses de dezembro, ficando abaixo apenas ao de dezembro de 2015 (US$ 5,97 bilh\u00f5es) e de 2012 (US$ 5,85 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>O resultado positivo foi consequ\u00eancia de exporta\u00e7\u00f5es de US$ 6,94 bilh\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de US$ 1,18 bilh\u00e3o. Nas exporta\u00e7\u00f5es, contabilizou-se incremento de 13,6% em compara\u00e7\u00e3o com dezembro de 2016, quando se alcan\u00e7ou US$ 6,11 bilh\u00f5es. Movimento inverso foi apontado nas importa\u00e7\u00f5es, que recuaram 13,4% diante da cifra de US$ 1,36 bilh\u00e3o em dezembro de 2016.<\/p>\n<p>Na lideran\u00e7a da pauta de dezembro de 2017, as vendas do setor de carnes foram influenciadas pelas exporta\u00e7\u00f5es de carne bovina, que atingiram US$ 557,41 milh\u00f5es (acr\u00e9scimo de 26,9% sobre dezembro de 2016). O produto in natura somou US$ 466,85 milh\u00f5es, com aumento de 27,6% no per\u00edodo (+24,4% em quantidade e +2,5% no pre\u00e7o m\u00e9dio). A carne de frango foi o segundo item mais comercializado do setor, com vendas de US$ 514,68 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c1sia foi o principal destino dos produtos brasileiros, com a soma de US$ 2,78 bilh\u00f5es. O crescimento foi de 37% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior. China foi o maior comprador com US$ 1,5 bilh\u00e3o. Em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, houve expans\u00e3o de 67,7% no valor exportado, e crescimento da participa\u00e7\u00e3o chinesa de 14,6% para 21,6%.<\/p>\n<p>O segundo principal destino das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em dezembro de 2017, a Uni\u00e3o Europeia, teve participa\u00e7\u00e3o de 19,9%.<\/p>\n<p>Principais parceiros<\/p>\n<p>A Secretaria de Rela\u00e7\u00f5es internacionais do Agroneg\u00f3cio do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento divulgou no portal do Mapa a publica\u00e7\u00e3o Interc\u00e2mbio: Com\u00e9rcio do Brasil com 10 principais Parceiros, que representavam em 2016 o destino de 70% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o analisa a participa\u00e7\u00e3o do setor no mercado mundial de alimentos, tarifas e quest\u00f5es sanit\u00e1rias, competitividade, comportamento das commodities agr\u00edcolas e pre\u00e7o das moedas e a economia dos principais pa\u00edses importadores de produtos brasileiros.<\/p>\n<p>Fonte: Ascom Minist\u00e9rio da Agricultura<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2017, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras do agroneg\u00f3cio somaram US$ 96,01 bilh\u00f5es, registrando crescimento de 13% em rela\u00e7\u00e3o a 2016. 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