{"id":25807,"date":"2018-01-10T00:56:31","date_gmt":"2018-01-10T02:56:31","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25807"},"modified":"2018-01-09T18:57:33","modified_gmt":"2018-01-09T20:57:33","slug":"industria-projeta-maior-expansao-desde-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/industria-projeta-maior-expansao-desde-2010\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria projeta maior expans\u00e3o desde 2010"},"content":{"rendered":"<p>O avan\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o industrial acumulado at\u00e9 novembro &#8211; de 2,3% frente ao mesmo per\u00edodo do ano anterior &#8211; indica que o setor encerrou o ano passado com seu maior crescimento desde 2010 (10,2%), ap\u00f3s tr\u00eas anos consecutivos no vermelho.<\/p>\n<p>Para analistas, o setor deve acelerar seu ritmo em 2018 e passar a contribuir positivamente para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>Divulgada na sexta-feira pelo IBGE, a Pesquisa Industrial Mensal &#8211; Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica (PIM-PF) de novembro mostrou crescimento de 0,2% na produ\u00e7\u00e3o do setor, na compara\u00e7\u00e3o a outubro, pela s\u00e9rie com ajuste sazonal. Embora modesta, essa alta segue-se a outras duas de 0,3% registradas em setembro e outubro. Ante ao mesmo m\u00eas de 2016, houve alta de 4,7%.<\/p>\n<p>Assim, a alta preliminar esperada para dezembro, em torno de 1% nas contas do Ita\u00fa Unibanco, seria mais do que suficiente para garantir um crescimento da ind\u00fastria acima de 2% no ano passado. O Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre\/FGV) estima alta de 2,7% em 2017, enquanto a consultoria Tend\u00eancia calcula um avan\u00e7o de 2,4% em 2017. Para o banco Haitong, a alta seria de 2,3%.<\/p>\n<p>Segundo Thiago Xavier, economista da consultoria Tend\u00eancias, o crescimento do setor deu-se na esteira da queda da infla\u00e7\u00e3o, o que favoreceu o ganho real salarial; a melhora do emprego; a redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros; a libera\u00e7\u00e3o de recursos das contas inativas do FGTS; a safra recorde, que gerou um efeito demanda sobre outros setores; demanda externa; entre outros.<\/p>\n<p>O aumento na fabrica\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis foi o principal destaque positivo, ao crescer 16,6% de janeiro a novembro de 2017, frente ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Outras contribui\u00e7\u00f5es relevantes vieram de ind\u00fastrias extrativas (5,3%), de eletr\u00f4nicos e eletrodom\u00e9sticos (19,6%) e da metalurgia (3,7%). Dos 26 ramos da ind\u00fastria, 19 tiveram aumento de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 claro que a recupera\u00e7\u00e3o se d\u00e1 sobre uma base bastante deprimida, ap\u00f3s tr\u00eas anos de queda da produ\u00e7\u00e3o do setor industrial&#8221;, pondera Xavier, referindo-se ao recuo de 16,7% da produ\u00e7\u00e3o industrial acumulada entre 2014 e 2016. &#8220;A ind\u00fastria est\u00e1 recuperando apenas uma pequena parcela da queda dos \u00faltimos anos, mas o in\u00edcio da recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 positivo e ela deve se acelerar ao longo deste ano.&#8221;<\/p>\n<p>Para Xavier, a produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria deve crescer em torno de 5% neste ano, com ajuda novamente do setor automotivo e da ind\u00fastria extrativa. A Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas prev\u00ea alta ligeiramente maior, de 5,3%. Para o banco Haitong, o avan\u00e7o ser\u00e1 um pouco menos expressivo, na ordem de 3%.<\/p>\n<p>Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), acredita que uma recupera\u00e7\u00e3o mais consistente do setor deve come\u00e7ar apenas ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es presidenciais. Para ele, o resultado de 2017 marca o in\u00edcio de recupera\u00e7\u00e3o do setor, mas com um &#8220;n\u00edvel de fragilidade&#8221;. Nas contas do Iedi, a ind\u00fastria automotiva contribuiu sozinha por metade (1,2 ponto percentual) da alta de 2,3% do setor no ano.<\/p>\n<p>&#8220;A parcela restante veio da atividade extrativa (0,7 ponto) e da produ\u00e7\u00e3o de eletr\u00f4nicos e eletrodom\u00e9sticos (0,4 pontos). Os outros segmentos, por sua vez, tiveram altas moderadas ou pequenas baixas. Ou seja, houve em 2017 uma forte desproporcionalidade entre os ramos da ind\u00fastria, o que mostra um recupera\u00e7\u00e3o ainda fr\u00e1gil&#8221;, disse Cagin, que prev\u00ea alta &#8220;pouco acima de 2%&#8221; do setor em 2017.<\/p>\n<p>Apesar disso, a expectativa \u00e9 que a alguns ramos da ind\u00fastria contribuam positivamente para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. \u00c9 o caso do PIB da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o (1,3%), da ind\u00fastria extrativa (5,3%) e da eletricidade (1,1%), segundo Julio Mereb, consultor da \u00e1rea de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre\/FGV).<\/p>\n<p>&#8220;O PIB da ind\u00fastria como um todo ainda deve encolher 0,2% em 2017, mas porque a constru\u00e7\u00e3o civil deve recuar 5,3%. A constru\u00e7\u00e3o civil tem peso grande no PIB da ind\u00fastria e foi contaminado, al\u00e9m da recess\u00e3o que afetou a economia como um todo, pelos desdobramentos da opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato. A pr\u00f3pria quest\u00e3o fiscal dos governos pesa, afetando investimentos&#8221;, disse Mereb. Para ele, o PIB da ind\u00fastria deve crescer 3,7% em 2018.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n<div class=\"jwDisqusForm\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O avan\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o industrial acumulado at\u00e9 novembro &#8211; de 2,3% frente ao mesmo per\u00edodo do ano anterior &#8211; indica que o setor encerrou o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17850,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25807","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25807","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25807"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25807\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25808,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25807\/revisions\/25808"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17850"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25807"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25807"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25807"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}