{"id":25791,"date":"2018-01-09T11:16:57","date_gmt":"2018-01-09T13:16:57","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25791"},"modified":"2018-01-09T11:16:57","modified_gmt":"2018-01-09T13:16:57","slug":"pela-1a-vez-exportacoes-do-ceara-superam-us-2-bilhoespela-1a-vez-exportacoes-do-ceara-superam-us-2-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/pela-1a-vez-exportacoes-do-ceara-superam-us-2-bilhoespela-1a-vez-exportacoes-do-ceara-superam-us-2-bilhoes\/","title":{"rendered":"Pela 1\u00aa vez, exporta\u00e7\u00f5es do Cear\u00e1 superam US$ 2 bilh\u00f5esPela 1\u00aa vez, exporta\u00e7\u00f5es do Cear\u00e1 superam US$ 2 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Com o impacto do primeiro ano completo de atividades da Companhia Sider\u00fargica do Pec\u00e9m (CSP), as exporta\u00e7\u00f5es cearenses cresceram 62,4% em 2017 ante o ano anterior e atingiram o patamar de US$ 2,1 bilh\u00f5es, o maior valor da hist\u00f3ria do Estado. Somente com a exporta\u00e7\u00e3o de produtos semimanufaturados de ferro ou a\u00e7o foi movimentado US$ 1,03 bilh\u00e3o no per\u00edodo, o equivalente a 49% de todo o volume exportado pelo Cear\u00e1 no ano passado.<\/p>\n<p>Conforme os dados do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os (Mdic), a balan\u00e7a comercial do Estado ainda encerrou o ano negativa, com um d\u00e9ficit de US$ 140,4 milh\u00f5es, mas foi o melhor desempenho registrado em mais de uma d\u00e9cada &#8211; desde 2006, quando as importa\u00e7\u00f5es cearenses superaram as exporta\u00e7\u00f5es em US$ 136,3 milh\u00f5es. A \u00faltima vez que o saldo da balan\u00e7a comercial do Cear\u00e1 foi positivo foi em 2005 (US$ 345,1 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do economista Alex Ara\u00fajo, os resultados demonstram uma reconfigura\u00e7\u00e3o da balan\u00e7a comercial do Estado. &#8220;O Cear\u00e1 j\u00e1 tinha uma tradi\u00e7\u00e3o exportadora, como a carna\u00faba nos anos 80 e 90. Depois come\u00e7ou a exportar manufaturados, principalmente cal\u00e7ados e vestu\u00e1rio, mas esse mercado foi muito impactado pelos produtos da China. Com a Sider\u00fargica, h\u00e1 um novo impulso importante, mas \u00e9 uma pauta muito especializada&#8221;, explica.<\/p>\n<p><strong>Diversifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O economista pondera, entretanto, que \u00e9 necess\u00e1ria uma maior diversifica\u00e7\u00e3o dos produtos exportados no Estado. Ele destaca que a exporta\u00e7\u00e3o de frutas e de castanha, que tinham um peso maior na pauta de exporta\u00e7\u00f5es, t\u00eam perdido espa\u00e7o, principalmente por conta da estiagem prolongada. &#8220;A tend\u00eancia \u00e9 que a sider\u00fargica tenha uma participa\u00e7\u00e3o cada vez mais importante, mas fica uma base muito concentrada&#8221;, argumenta.<\/p>\n<p><strong>Desafio<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Ara\u00fajo, o governo deve ter como desafio estrat\u00e9gico encontrar maneiras de ampliar essa base de exporta\u00e7\u00e3o, sob o risco de o Estado permanecer atr\u00e1s no campo econ\u00f4mico nacional. &#8220;A pr\u00e9via do PIB (Produto Interno Bruto) mostrou que o Cear\u00e1 est\u00e1 crescendo mais que a m\u00e9dia nacional, mas em termos de participa\u00e7\u00e3o relativa, quase n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o. Estamos estacionados no mesmo percentual h\u00e1 quase 30 anos&#8221;, relata o economista.<\/p>\n<p>Ele argumenta ainda que o Cear\u00e1 precisa, de fato, continuar crescendo em uma velocidade bem superior \u00e0 m\u00e9dia brasileira para reduzir as desigualdades entre as regi\u00f5es do Pa\u00eds, gerando renda para a popula\u00e7\u00e3o. &#8220;A renda per capita cearense \u00e9 metade da m\u00e9dia nacional. A diversifica\u00e7\u00e3o da pauta exportadora \u00e9 uma maneira de gerar riqueza para que o Estado tenha um maior desenvolvimento&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Produtos<\/strong><\/p>\n<p>Depois dos produtos semimanufaturados de ferro ou a\u00e7o n\u00e3o ligado, o principal item da pauta de exporta\u00e7\u00e3o foram os cal\u00e7ados de borracha ou pl\u00e1stico, que avan\u00e7aram 12,9% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior e movimentaram US$ 96,2 milh\u00f5es no per\u00edodo. Em terceiro lugar, est\u00e1 a castanha de caju, com US$ 91,7 milh\u00f5es, seguida por outros cal\u00e7ados de borracha ou pl\u00e1stico, com US$ 86,6 milh\u00f5es e sucos de qualquer outra fruta, com US$ 63,8 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m integram a pauta das exporta\u00e7\u00f5es do Estado couros e peles inteiros, com US$ 57,1 milh\u00f5es; ceras vegetais, com US$ 56 milh\u00f5es; mel\u00f5es frescos, com US$ 53,3 milh\u00f5es; g\u00e1s natural liquefeito, com US$ 45,9 milh\u00f5es; e outros cal\u00e7ados, com US$ 44,7 milh\u00f5es. Dos dez principais itens exportados, entretanto, seis apresentaram redu\u00e7\u00e3o do volume comercializado em rela\u00e7\u00e3o a 2016.<\/p>\n<p><strong>Importa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es somaram US$ 2,2 bilh\u00f5es no ano passado, 35,7% a menos que em 2016, quando a soma era de US$ 3,4 bilh\u00f5es. Entre os principais produtos importados est\u00e3o insumos para o setor produtivo, como a hulha betuminosa n\u00e3o aglomerada, com US$ 476,6 milh\u00f5es (21,2% do total); g\u00e1s natural liquefeito, com US$ 262,7 milh\u00f5es (11,7%); e outros trigos e misturas com centeio, com US$ 181,3 milh\u00f5es (8%).<\/p>\n<p>Completam a pauta de importa\u00e7\u00f5es a compra de outras hulhas, mesmo em p\u00f3, n\u00e3o aglomeradas (US$ 67 milh\u00f5es); algod\u00e3o (US$ 40,1 milh\u00f5es); outros compostos inorg\u00e2nicos (US$ 39,5 milh\u00f5es); \u00f3leos de dend\u00ea, em bruto (US$ 35,9 milh\u00f5es); outros produtos laminados planos, de ferro ou a\u00e7os n\u00e3o ligados (US$ 33,7 milh\u00f5es); castanha de caju (US$ 28,3 milh\u00f5es); e milho, exceto para semeadura (US$ 23,7 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio do Nordeste<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o impacto do primeiro ano completo de atividades da Companhia Sider\u00fargica do Pec\u00e9m (CSP), as exporta\u00e7\u00f5es cearenses cresceram 62,4% em 2017 ante o ano&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":7218,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25791","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25791"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25791\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25792,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25791\/revisions\/25792"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7218"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}