{"id":25789,"date":"2018-01-09T11:14:58","date_gmt":"2018-01-09T13:14:58","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25789"},"modified":"2018-01-09T11:14:58","modified_gmt":"2018-01-09T13:14:58","slug":"governo-costura-plano-para-otimizar-logistica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/governo-costura-plano-para-otimizar-logistica\/","title":{"rendered":"Governo costura plano para otimizar log\u00edstica"},"content":{"rendered":"<p>O governo est\u00e1 costurando um plano log\u00edstico exclusivo para o agroneg\u00f3cio brasileiro. Conduzido pela Embrapa Territorial, com sede em Campinas (SP), o trabalho elege como priorit\u00e1rias 30 obras de rodovias, ferrovias e hidrovias, oito das quais com potencial para resolver cerca de 60% dos gargalos de transporte enfrentados atualmente pelo setor.<\/p>\n<p>Baseado em mais de 150 mil imagens de sat\u00e9lites e fruto de um sistema de &#8220;intelig\u00eancia territorial de macrolog\u00edstica&#8221; desenvolvido nos \u00faltimos dois anos pela equipe do pesquisador Evaristo de Miranda, da Embrapa Territorial, o estudo identifica rotas de escoamento importantes para diferentes segmentos do campo e prop\u00f5e projetos e alternativas capazes de otimiz\u00e1-las. No total, 1,6 bilh\u00e3o de toneladas de mat\u00e9rias-primas agropecu\u00e1rias e seus derivados, al\u00e9m de insumos e equipamentos, s\u00e3o transportadas ao ano no pa\u00eds por estradas, trilhos, rios e dutos.<\/p>\n<p>O plano contempla projetos conhecidos como o Ferrogr\u00e3o, ferrovia que est\u00e1 em consulta p\u00fablica e ligar\u00e1 Sinop, em Mato Grosso, a Miritituba, no Par\u00e1, onde grandes tradings j\u00e1 instalaram diversos terminais portu\u00e1rios. Mas tamb\u00e9m sugere &#8220;pequenas interven\u00e7\u00f5es&#8221; em obras j\u00e1 existentes capazes de resolver demandas pontuais ou servir de op\u00e7\u00e3o em novas fronteiras &#8211; regi\u00f5es em que foram identificadas tend\u00eancias de avan\u00e7o de uma determinada atividade agropecu\u00e1ria e que v\u00e3o necessitar de solu\u00e7\u00f5es de transporte no futuro.<\/p>\n<p>&#8220;Queremos apresentar o plano definitivo ao presidente Michel Temer at\u00e9 abril, j\u00e1 com sugest\u00f5es de outros \u00f3rg\u00e3os do governo e do setor privado&#8221;, disse ao Valor Eumar Novacki, secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Agricultura, ao qual a Embrapa \u00e9 vinculada. &#8220;Dever\u00e1 ser uma das \u00faltimas medidas a serem entregues pelo ministro e um dos legados que queremos deixar&#8221;, afirma Novacki &#8211; que, com a aus\u00eancia de Blairo Maggi em virtude das festas de fim de ano, ocupa interinamente o cargo de ministro.<\/p>\n<p>O plano foi apresentado h\u00e1 tr\u00eas semanas por Blairo ao ministro Moreira Franco, da Secretaria-Geral de Governo, que tamb\u00e9m responde pelo Programa de Parcerias de Investimento (PPI) do governo. A ideia \u00e9 expor o trabalho em fevereiro a investidores da \u00e1rea de transportes, a entidades do setor agropecu\u00e1rio e a autoridades do Minist\u00e9rio dos Transportes e das ag\u00eancias reguladoras ANTT (rodovias e ferrovias) e Antaq (portos e hidrovias).<\/p>\n<p>Ainda que as obras contidas no plano se espalhem por todos os polos de agroneg\u00f3cios do pa\u00eds, as consideradas mais urgentes se localizam no chamado Arco Norte, por onde \u00e9 crescente o escoamento de gr\u00e3os produzidos no Centro-Oeste e destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando estiver conclu\u00eddo, o trabalho tamb\u00e9m pretende indicar qual o modelo de investimento \u00e9 mais vi\u00e1vel para cada obra &#8211; concess\u00e3o, Parceria P\u00fablico-Privada (PPP) ou investimento 100% p\u00fablico, no caso de n\u00e3o haver interesse imediato para investidores, inclusive em consequ\u00eancia das incertezas pol\u00edticas intr\u00ednsecas a um ano de elei\u00e7\u00f5es majorit\u00e1rias como a de outubro deste ano.<\/p>\n<p>&#8220;Procuramos desconsiderar as quest\u00f5es regionais e pol\u00edticas e estamos pensando num plano log\u00edstico de longo prazo para a agricultura e a pecu\u00e1ria do Brasil&#8221;, afirmou Eumar Novacki. &#8220;Tem obras ali para daqui a 20 anos e para que o pr\u00f3ximo governante possa us\u00e1-las, mas realmente n\u00e3o podemos garantir que todas v\u00e3o para a frente&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Edeon Vaz, presidente do Movimento Pr\u00f3-Log\u00edstica da Aprosoja, entidade que representa produtores de gr\u00e3os, avalia que um plano do g\u00eanero \u00e9 importante para servir de &#8220;mapa de inten\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias&#8221; do setor. &#8220;Mas \u00e9 preciso que um projeto como esse seja uma pol\u00edtica de Estado, n\u00e3o de governo&#8221;. Vaz participou das discuss\u00f5es iniciais em torno do plano da Embrapa.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n<div class=\"jwDisqusForm\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo est\u00e1 costurando um plano log\u00edstico exclusivo para o agroneg\u00f3cio brasileiro. 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