{"id":25765,"date":"2018-01-03T01:08:55","date_gmt":"2018-01-03T03:08:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=25765"},"modified":"2017-12-27T17:10:31","modified_gmt":"2017-12-27T19:10:31","slug":"cobranca-de-frete-maritimo-unimodal-prescreve-em-cinco-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cobranca-de-frete-maritimo-unimodal-prescreve-em-cinco-anos\/","title":{"rendered":"Cobran\u00e7a de frete mar\u00edtimo unimodal prescreve em cinco anos"},"content":{"rendered":"<p>Na falta de regra espec\u00edfica em rela\u00e7\u00e3o ao prazo prescricional para cobran\u00e7a de frete mar\u00edtimo, na hip\u00f3tese de transporte unimodal de cargas, a mat\u00e9ria deve ser regida pelo C\u00f3digo Civil. Dessa forma, o prazo para ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a ser\u00e1 de cinco anos, conforme afirmou a ministra Nancy Andrighi.<\/p>\n<p>A ministra foi relatora do recurso interposto por uma empresa estrangeira de transportes mar\u00edtimos contra empresa brasileira em raz\u00e3o do n\u00e3o pagamento de frete realizado de Hong Kong at\u00e9 o Porto do Rio Grande (RS).<\/p>\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau condenou a empresa brasileira a pagar o frete. A decis\u00e3o foi reformada pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul (TJRS), que considerou que o prazo para requerer o pagamento j\u00e1 estaria prescrito. Segundo o TJRS, deveria ser aplicado o prazo de um ano ao caso, conforme prev\u00ea o artigo 22 da Lei 9.611\/98, independentemente de se tratar de transporte unimodal ou multimodal.<\/p>\n<p><strong>Diferencia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No recurso especial, a empresa estrangeira alegou que, a partir da revoga\u00e7\u00e3o do artigo 449 do C\u00f3digo Comercial, a prescri\u00e7\u00e3o do direito n\u00e3o possui disciplina legal expressa, de tal forma que devem ser aplicadas as regras comuns de prescri\u00e7\u00e3o do CC\/02, ou seja, o prazo de cinco anos do artigo 206, par\u00e1grafo 5\u00ba, inciso I, ou a prescri\u00e7\u00e3o geral de dez anos prevista no artigo 205.<\/p>\n<p>Nancy Andrighi explicou que antes da entrada em vigor do CC\/02, o prazo aplic\u00e1vel para cobran\u00e7a de frete em transporte mar\u00edtimo de cargas era de um ano, tanto para transporte multimodal, por for\u00e7a da Lei 9.611\/98, quanto para transporte unimodal, em raz\u00e3o do C\u00f3digo Comercial.<\/p>\n<p>De acordo com a ministra, o TJRS entendeu que o caso em quest\u00e3o diz respeito a transporte unimodal, sendo invi\u00e1vel a aplica\u00e7\u00e3o extensiva da Lei 9.611\/98, que \u00e9 espec\u00edfica para transporte multimodal. Por isso, \u201cressoa n\u00edtido que a mat\u00e9ria deve ser regida pelas disposi\u00e7\u00f5es insertas no C\u00f3digo Civil\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm se tratando de transporte unimodal de cargas, ser\u00e1 quinquenal o prazo para ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, nos termos do artigo 206, par\u00e1grafo 5\u00ba, inciso I, do CC\/02\u201d, concluiu a relatora. Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do STJ.<\/p>\n<p>Fonte: Conjur<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na falta de regra espec\u00edfica em rela\u00e7\u00e3o ao prazo prescricional para cobran\u00e7a de frete mar\u00edtimo, na hip\u00f3tese de transporte unimodal de cargas, a mat\u00e9ria deve&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18377,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25765","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25765","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25765"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25765\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25766,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25765\/revisions\/25766"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18377"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}