{"id":25638,"date":"2017-12-18T00:38:46","date_gmt":"2017-12-18T02:38:46","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25638"},"modified":"2017-12-15T19:41:23","modified_gmt":"2017-12-15T21:41:23","slug":"quase-metade-das-criancas-brasileiras-vive-em-situacao-de-pobreza-aponta-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/quase-metade-das-criancas-brasileiras-vive-em-situacao-de-pobreza-aponta-ibge\/","title":{"rendered":"Quase metade das crian\u00e7as brasileiras vive em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, aponta IBGE"},"content":{"rendered":"<div class=\"WireHeader\">\n<p>O<span>\u00a0<\/span>Brasil tinha 42,1 milh\u00f5es de indiv\u00edduos de zero a 14 anos\u00a0de idade em 2016. Desses,\u00a042,4% viviam com renda domiciliar per capita di\u00e1ria inferior a US$ 5,50 (R$ 387,07 por m\u00eas), de acordo com a &#8220;S\u00edntese de Indicadores Sociais 2017&#8221;, divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica\u00a0(IBGE). Pelo crit\u00e9rio da pesquisa, a renda total familiar \u00e9 dividida pelos membros do domic\u00edlios.<\/p>\n<p>Fam\u00edlias com mais filhos\u00a0tendem a ter renda menor por pessoa, explica Leonardo Queiroz Athias, analista da Coordena\u00e7\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o e Indicadores Sociais do IBGE. &#8220;Pobreza atinge, dessa forma, mais as crian\u00e7as do que outras pessoas&#8221;, avalia o t\u00e9cnico do IBGE. De acordo com a pesquisa, considerando os tipos de arranjo familiar, a\u00a0chance de um casal sem filho ser pobre era de 11,6%.Quando o casal tinha filho, quase triplicava, para\u00a029,5%. Das 10,7 milh\u00f5es de pessoas que viviam sozinhas, apenas 9,3% estavam abaixo da linha de pobreza, considerado o crit\u00e9rio de renda domiciliar de US$ 5,50 di\u00e1rios por pessoa.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"WireHeader\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>Negra com filho pequeno tem mais restri\u00e7\u00f5es<\/strong><\/div>\n<div class=\"WireHeader\">\n<p>De acordo com o levantamento,\u00a0dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o brasileira tinham restri\u00e7\u00e3o de acesso a pelo menos um servi\u00e7o\u00a0relacionado ao bem-estar, como educa\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o social, moradia adequada, servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico e comunica\u00e7\u00e3o (internet).\u00a0Dos 205,5 milh\u00f5es de brasileiros, 64,9% tinha restri\u00e7\u00e3o a um desses cinco itens considerados, especialmente ao saneamento b\u00e1sico (30,1%) e \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o (25,5%). A restri\u00e7\u00e3o atinge 80% das pessoas de 60 anos ou mais de idade, em seu \u00e1pice. Considerando cor e sexo,\u00a0entre as mulheres pretas ou pardas sem c\u00f4njuge com filhos pequenos no domic\u00edlio, 81,3%\u00a0tinham restri\u00e7\u00e3o de acesso a pelo menos um desses direitos.<\/p>\n<p>Com o levantamento, o IBGE buscou avaliar a pobreza para al\u00e9m do enfoque da renda. \u00c9 o que o instituto chamou de\u00a0pobreza multidimensional. O instituto adotou diferentes conceitos de restri\u00e7\u00e3o para cada servi\u00e7o considerado. No caso da educa\u00e7\u00e3o, por exemplo, considerou pessoas de 15 anos ou mais de idade analfabetas e pessoas de 16 anos ou mais que n\u00e3o possu\u00edam ensino fundamental completo. No caso da moradia, um dos crit\u00e9rios do IBGE para considerar o domic\u00edlio como inadequado foi o adensamento excessivo por dormit\u00f3rio. A pesquisa identificou que em 5,7% dos domic\u00edlios do pa\u00eds havia um n\u00famero m\u00e9dio superior a tr\u00eas moradores por c\u00f4modo utilizado como dormit\u00f3rio. Na prote\u00e7\u00e3o social, foram consideradas carentes as pessoas que reuniam dois crit\u00e9rios: viver em casa sem morador empregado ou pensionista; e com renda per capita abaixo de meio sal\u00e1rio m\u00ednimo sem receber renda de programas sociais.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0Brasil tinha 42,1 milh\u00f5es de indiv\u00edduos de zero a 14 anos\u00a0de idade em 2016. 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