{"id":25629,"date":"2017-12-15T00:09:22","date_gmt":"2017-12-15T02:09:22","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25629"},"modified":"2017-12-12T23:10:26","modified_gmt":"2017-12-13T01:10:26","slug":"exportacao-de-carne-se-recupera-mas-com-restricoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/exportacao-de-carne-se-recupera-mas-com-restricoes\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00e3o de carne se recupera, mas com restri\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Depois de um in\u00edcio de ano turbulento por causa da Opera\u00e7\u00e3o Carne Fraca, deflagrada pela Pol\u00edcia Federal, em mar\u00e7o, os produtores de Santa Catarina devem terminar 2017 com recupera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es de carne su\u00edna e de frango. At\u00e9 outubro, a venda de carne de aves havia crescido 13,7% e a de carne su\u00edna, 21,5%. Santa Catarina \u00e9 o maior produtor de carne su\u00edna do Brasil e o segundo maior de frango.<\/p>\n<p>Com a opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal, os produtores locais sofreram um rev\u00e9s, que foi se dissipando no decorrer dos meses. \u201cNo momento da divulga\u00e7\u00e3o, os mercados externos se retra\u00edram e suspenderam as importa\u00e7\u00f5es. Mas o Minist\u00e9rio (da Agricultura e Pecu\u00e1ria) agiu rapidamente para mostrar que n\u00e3o havia problema com a qualidade do produto nacional\u201d, afirmou o diretor executivo do Sindicato das Ind\u00fastrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Ricardo de Gouv\u00eaa.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar de os volumes terem sido retomados, segundo os produtores, as exporta\u00e7\u00f5es t\u00eam sofrido algumas restri\u00e7\u00f5es. \u201cA rela\u00e7\u00e3o de confiabilidade mudou\u201d, disse o diretor do Sindicarne. Gouv\u00eaa explica que, antes da Opera\u00e7\u00e3o Carne Fraca, os importadores faziam uma fiscaliza\u00e7\u00e3o por amostragem. Hoje, fazem de quase tudo que importam. \u201cO tempo de desembara\u00e7o do produto l\u00e1 fora aumentou consideravelmente. Eles continuam comprando, mas fazem uma s\u00e9rie de exames na carne. O processo mudou.\u201d<\/p>\n<p>Mesmo assim, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Catarinense de Criadores de Su\u00ednos, Wolmir Souza, que representa 25 produtores, afirma que o assunto Carne Fraca est\u00e1 superado. \u201cAtualmente, temos outras quest\u00f5es para nos preocupar, como as restri\u00e7\u00f5es impostas pela R\u00fassia \u00e0 carne bovina e su\u00edna do Brasil. A medida est\u00e1 valendo desde 1.\u00ba de dezembro e pode afetar a produ\u00e7\u00e3o catarinense, se o embargo persistir.\u201d<\/p>\n<p>O servi\u00e7o veterin\u00e1rio e fitossanit\u00e1rio da R\u00fassia detectou na carne exportada subst\u00e2ncias e estimulantes para o crescimento da massa muscular dos animais. Por ora, afirma Souza, a medida n\u00e3o afeta a produ\u00e7\u00e3o do Estado uma vez que o pa\u00eds europeu reduz \u2013 ou praticamente zera \u2013 as importa\u00e7\u00f5es nessa \u00e9poca do ano por causa do inverno rigoroso. \u201cNessa \u00e9poca, o mar congela e os navios n\u00e3o conseguem atracar nos portos.\u201d<\/p>\n<p>De qualquer forma, a medida tem reflexo negativo, uma vez que traz incertezas para o setor. O resultado \u00e9 que os produtores acabam vendendo o animal antes do planejado e inundam o mercado, provocando uma superoferta, explica Souza. Ou seja, os pre\u00e7os caem e a rentabilidade diminui.<\/p>\n<p>Peso na economia. O setor de carnes tem grande relev\u00e2ncia no Estado. Qualquer altera\u00e7\u00e3o afeta de forma significativa a economia local. Segundo o secret\u00e1rio de Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, o agroneg\u00f3cio representou 29% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado no ano passado, sendo que o setor de carnes responde por 60% do agroneg\u00f3cio. \u201cA for\u00e7a da prote\u00edna animal \u00e9 muito grande no Estado\u201d, afirma o secret\u00e1rio, destacando que o setor ajudou Santa Catarina durante a crise do Pa\u00eds. \u201cN\u00e3o tivemos nenhum ano com PIB negativo e hoje nossa taxa de desemprego \u00e9 de apenas 6,3%.\u201d Na avalia\u00e7\u00e3o dele, uma das explica\u00e7\u00f5es \u00e9 o volume de exporta\u00e7\u00e3o. O agroneg\u00f3cio, diz o secret\u00e1rio, representa 61% das exporta\u00e7\u00f5es de Santa Catarina. \u201cSomos uma economia globalizada.\u201d<\/p>\n<p>O diretor executivo do Sindicarnes lembra que na \u00e9poca da Carne Fraca, embora apenas uma unidade do Estado estivesse envolvida no esc\u00e2ndalo, todo o setor teve a credibilidade arranhada. A quest\u00e3o afetou a reputa\u00e7\u00e3o do processo de fiscaliza\u00e7\u00e3o e inspe\u00e7\u00e3o feito por \u00f3rg\u00e3os do governo federal. \u201cHoje, em termos de mercado, apenas duas ou tr\u00eas na\u00e7\u00f5es n\u00e3o retomaram as importa\u00e7\u00f5es do Brasil. Mas s\u00e3o pa\u00edses pequenos.\u201d<\/p>\n<p>Em compensa\u00e7\u00e3o, diz Gouv\u00eaa, outros mercados foram abertos, compensando as perdas. No fim de novembro, o mercado catarinense comemorou a decis\u00e3o das Filipinas de voltar a importar carnes do Brasil. O Estado \u00e9 o maior fornecedor brasileiro de carne su\u00edna e de frango para o pa\u00eds asi\u00e1tico, que suspendeu as importa\u00e7\u00f5es do Brasil por preocupa\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias. A medida foi tomada logo ap\u00f3s os Estados Unidos proibirem a compra de carne bovina in natura do Brasil em junho, ap\u00f3s v\u00e1rios carregamentos n\u00e3o passaram no controle de qualidade americano.<\/p>\n<p>Gouv\u00eaa destaca ainda que o mercado japon\u00eas tamb\u00e9m tem sondado a carne catarinense. \u201cEles j\u00e1 vieram para c\u00e1, fizeram v\u00e1rios exames e atestaram a qualidade do produto do Estado.\u201d<\/p>\n<p>Fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de um in\u00edcio de ano turbulento por causa da Opera\u00e7\u00e3o Carne Fraca, deflagrada pela Pol\u00edcia Federal, em mar\u00e7o, os produtores de Santa Catarina devem&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":22919,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25629","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25629","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25629"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25629\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25630,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25629\/revisions\/25630"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22919"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}