{"id":25605,"date":"2017-12-13T00:01:24","date_gmt":"2017-12-13T02:01:24","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25605"},"modified":"2017-12-12T21:43:49","modified_gmt":"2017-12-12T23:43:49","slug":"china-e-pais-com-maior-risco-de-crise-financeira-diz-deutsche","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/china-e-pais-com-maior-risco-de-crise-financeira-diz-deutsche\/","title":{"rendered":"China \u00e9 pais com maior risco de crise financeira, diz Deutsche"},"content":{"rendered":"<p>A China \u00e9 a grande economia do mundo onde \u00e9 maior o risco de uma crise financeira, com quase o dobro da probabilidade do segundo colocado.<\/p>\n<p>O alerta parte de uma nota do Deutsche Bank assinada por Michael Spencer, economista-chefe para regi\u00e3o da \u00c1sia-Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>A probabilidade de crise na China ficou em 13%, seguido por Canad\u00e1 (8.6%), Ar\u00e1bia Saudita (7,7%), Turquia e Chile\u00a0(7,4%), Hong Kong (7%) e Australia (6,9%). O Brasil tem 1,7%.<\/p>\n<p>Ainda assim, o risco chin\u00eas n\u00e3o chega nem perto dos 50% verificados, por exemplo, em pa\u00edses como Espanha e Irlanda em 2010, quando despontava o problema da d\u00edvida europeia.<\/p>\n<p>O modelo tamb\u00e9m indica, ainda que de forma menos contundente, a gesta\u00e7\u00e3o da crise financeira asi\u00e1tica dos anos 90 em pa\u00edses como Tail\u00e2ndia, que mostrava risco de 30% na \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p>Os riscos chineses j\u00e1 est\u00e3o no radar faz algum tempo. Em maio, a ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Moody\u2019s rebaixou a nota de cr\u00e9dito da China pela primeira vez em quase 30 anos.<\/p>\n<p>Em setembro, foi a vez da Standard &amp; Poor&#8217;s<span>\u00a0<\/span>fazer o mesmo e rebaixar a nota\u00a0em um degrau, citando o aumento dos riscos econ\u00f4micos e financeiros.<\/p>\n<p>A d\u00edvida total n\u00e3o-financeira chinesa explodiu de 160% do PIB em 2008 para 260% do PIB atualmente, em grande parte fruto de est\u00edmulos para amortecer o tranco da crise financeira americana.<\/p>\n<p>O crescimento do PIB seguiu em patamares elevados, mas a dose do rem\u00e9dio passou a preocupar. O Fundo Monet\u00e1rio Internacional alertou em dezembro que\u00a0\u201ca crescente complexidade do sistema semeou riscos de estabilidade financeira\u201d.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico \u00e9 que uma pol\u00edtica fiscal e monet\u00e1ria expansionista e o desenvolvimento de um sistema banc\u00e1rio paralelo menos regulado v\u00eam incentivando apostas cada vez mais arriscadas de investidores.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o costuma acabar bem, mas h\u00e1 particularidades que dificultam compara\u00e7\u00f5es com outros pa\u00edses e momentos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>A China tem repetidos super\u00e1vits em conta corrente h\u00e1 mais de 20 anos e sua d\u00edvida \u00e9 basicamente dom\u00e9stica, com o governo controlando\u00a0quase todo o sistema financeiro e a maior parte dos devedores.<\/p>\n<p>\u201cO padr\u00e3o t\u00edpico de crises em mercados emergentes, de fluxos de entradas subitamente se revertendo e pondo fim ao boom econ\u00f4mico, simplesmente n\u00e3o se encaixa com o que vem acontecendo na China\u201d, diz o Deutsche.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os dados mais recentes sugerem que o risco na China est\u00e1 recuando, j\u00e1 que o crescimento do cr\u00e9dito desacelerou para o mesmo ritmo do PIB nominal, estabilizando a rela\u00e7\u00e3o cr\u00e9dito\/PIB.<\/p>\n<p>\u201cSe este ambiente macro continuar por mais um ano, a probabilidade de crise vai cair rapidamente\u201d, diz o banco, apontando para a import\u00e2ncia de manter os super\u00e1vits como colch\u00e3o de seguran\u00e7a mesmo que isso cause conflitos pol\u00edticos com os Estados Unidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A China \u00e9 a grande economia do mundo onde \u00e9 maior o risco de uma crise financeira, com quase o dobro da probabilidade do segundo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":6620,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25605","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25605","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25605"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25605\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25606,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25605\/revisions\/25606"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6620"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}