{"id":25565,"date":"2017-12-08T00:05:03","date_gmt":"2017-12-08T02:05:03","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25565"},"modified":"2017-12-07T16:30:20","modified_gmt":"2017-12-07T18:30:20","slug":"moraes-e-rosa-weber-divergem-sobre-imunidade-a-deputados-estaduais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/moraes-e-rosa-weber-divergem-sobre-imunidade-a-deputados-estaduais\/","title":{"rendered":"Moraes e Rosa Weber divergem sobre imunidade a deputados estaduais"},"content":{"rendered":"<p><span><span>Em sess\u00e3o plen\u00e1ria do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as a\u00e7\u00f5es que questionam imunidades dos deputados estaduais, o ministro Alexandre de Moraes votou a favor dos dispositivos das constitui\u00e7\u00f5es do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Rio Grande do Norte, que garantem essas imunidades, indeferindo os pedidos de medida cautelar ajuizados pela Associa\u00e7\u00e3o de Magistrados Brasileiros (AMB).<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p>Moraes acompanhou o entendimento do ministro Marco Aur\u00e9lio Mello e divergiu do ministro Edson Fachin, que foi contr\u00e1rio \u00e0 imunidade. Os dois \u00faltimos votaram na sess\u00e3o plen\u00e1ria da \u00faltima quarta-feira, 6, quando o julgamento foi iniciado.<\/p>\n<p>Para Moraes, suspender as normas estaduais seria como declarar inconstitucionalidade de uma norma origin\u00e1ria da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O ministro se refere ao par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 27, que, segundo ele, estende a imunidade aos deputados federais, al\u00e9m dos congressistas. \u201cN\u00e3o havendo ou havendo previs\u00e3o de imunidade na constituinte estadual, como existe neste caso, o artigo 27 continua valendo, que foi denominado como uma norma de pr\u00e9-obriga\u00e7\u00e3o\u201d, declarou Moraes.<\/p>\n<p>Para o ministro, se o STF votar como maioria pelo deferimento das medidas cautelares, n\u00e3o estendendo a imunidade aos deputados federais, a Corte estaria \u201cpela primeira vez declarando inconstitucionalidade parcial de uma norma origin\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>Para Moraes, a discuss\u00e3o atual n\u00e3o se refere a um controle jurisdicional posterior, para casos concretos, onde deve existir revis\u00e3o, segundo o ministro, mas se trata de discutir se as normas das Constitui\u00e7\u00f5es estaduais obedecem a norma de preordena\u00e7\u00e3o federal. \u201cN\u00e3o adianta suspender uma norma estadual se essa norma na Constitui\u00e7\u00e3o Federal continua existindo\u201d, ressaltou o ministro.<\/p>\n<p>Durante o voto de Moraes, o ministro Gilmar Mendes interveio para defender que as garantias s\u00e3o pensadas historicamente, e que a Corte n\u00e3o pode aproveitar um mau momento da pol\u00edtica para retirar regras e prote\u00e7\u00f5es aos parlamentares. \u201cSe faz um pouco de panfletismo com essa coisa da Rep\u00fablica quando interessa\u201d, disse o ministro, que ainda n\u00e3o proferiu seu voto.<\/p>\n<p>\u201cSe cria um estado autorit\u00e1rio se come\u00e7armos a invadir compet\u00eancias do pr\u00f3prio Congresso Nacional e a prote\u00e7\u00e3o dos parlamentares. Pouco importa quem est\u00e1 no congresso e nas C\u00e2maras estaduais\u201d, prosseguiu Gilmar.<\/p>\n<p><b>Empate<\/b><\/p>\n<p>A ministra Rosa Weber, por outro lado, acompanhou o voto de Fachin e se posicionou contr\u00e1ria \u00e0s imunidades, o que empatou o julgamento. \u201c\u00c9 um tema de delicadeza \u00edmpar, comungo dos fundamentos externados pelo ministro Fachin\u201d, disse a ministra.<\/p>\n<p>Fonte: Isto \u00c9 Dinheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sess\u00e3o plen\u00e1ria do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as a\u00e7\u00f5es que questionam imunidades dos deputados estaduais, o ministro Alexandre de Moraes votou a favor&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18040,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25565","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25565","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25565"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25565\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25566,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25565\/revisions\/25566"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18040"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25565"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25565"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25565"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}