{"id":25358,"date":"2017-11-22T00:00:13","date_gmt":"2017-11-22T02:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25358"},"modified":"2017-11-20T15:23:01","modified_gmt":"2017-11-20T17:23:01","slug":"eas-tera-de-quitar-divida-de-r-1-bi-em-dois-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/eas-tera-de-quitar-divida-de-r-1-bi-em-dois-anos\/","title":{"rendered":"EAS ter\u00e1 de quitar d\u00edvida de R$ 1 bi em dois anos"},"content":{"rendered":"<p>Empreendimento dos grupos Camargo Corr\u00eaa e Queiroz Galv\u00e3o, o Estaleiro Atl\u00e2ntico Sul (EAS), em Pernambuco, vive pressionado por um prazo pequeno e uma conta alta: se n\u00e3o fechar novas encomendas at\u00e9 2019 restar\u00e1 ao neg\u00f3cio uma fatura de cerca de R$ 1 bilh\u00e3o a quitar. Esse \u00e9 o saldo que deve ficar ap\u00f3s receber pagamento pelos cinco navios que ainda tem em carteira, cuja entrega ser\u00e1 feita nos pr\u00f3ximos dois anos.<\/p>\n<p>O estaleiro corre, portanto, para n\u00e3o fechar as portas, mas tamb\u00e9m para poupar seus acionistas, dois grupos enrolados pela Lava Jato, de uma fatura salgada \u2013 por volta de 80% das d\u00edvidas s\u00e3o garantidas pelos dois donos, segundo fontes a par dos n\u00fameros do estaleiro.<\/p>\n<p>Uma das principais articula\u00e7\u00f5es transcorre em Bras\u00edlia. Em agosto, uma medida provis\u00f3ria levou p\u00e2nico ao setor naval, em especial ao estaleiro pernambucano que estava engajado em negocia\u00e7\u00f5es para fechar encomendas com potencial para render R$ 1,6 bilh\u00e3o em receitas.<\/p>\n<p>A MP do Repetro foi editada para definir regras de tributa\u00e7\u00e3o da atividade de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, mas um de seus artigos trouxe a isen\u00e7\u00e3o de impostos para importa\u00e7\u00e3o de navios. Baqueado pela paralisa\u00e7\u00e3o das conversas com o cliente em potencial, que viu na medida provis\u00f3ria incentivo para contratar l\u00e1 fora, o EAS mobilizou-se.<\/p>\n<p>Uma emenda impedindo a isen\u00e7\u00e3o do tributo aos equipamentos estrangeiros foi inclu\u00edda \u2013 nos corredores do Congresso, ela ganhou o sugestivo apelido de \u201cemenda Atl\u00e2ntico Sul\u201d. Mas a tramita\u00e7\u00e3o ainda causa apreens\u00e3o. O texto precisa ser mantido no plen\u00e1rio e, por fim, passar pelo crivo do presidente Michel Temer.<\/p>\n<p>No Rio, o estaleiro pernambucano trava outra batalha. No m\u00eas passado, a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) atendeu parcialmente pedido da Petrobr\u00e1s para liber\u00e1-la de cumprir conte\u00fado local no campo de Libra. A ANP reduziu as exig\u00eancias em diversos itens e cortou a necessidade de contratar no Brasil o casco, parte mais importante para os estaleiros.<\/p>\n<p>O EAS e o Sinaval, sindicato dos estaleiros, entraram com recurso na ag\u00eancia. Ambos defendem que se feche um acordo para fixar taxa intermedi\u00e1ria, de 40% de conte\u00fado local no casco, por exemplo. Em conjunto com a entidade setorial, contudo, o EAS mant\u00e9m a disposi\u00e7\u00e3o de investir em outra frente de disputa, a judicial.<\/p>\n<p>O Atl\u00e2ntico Sul sustenta que hoje consegue oferecer pre\u00e7o competitivo em licita\u00e7\u00f5es da Petrobr\u00e1s. Por isso, afirma, n\u00e3o h\u00e1 sentido em liberar a estatal de descumprir uma regra criada pelo pr\u00f3prio governo. \u201c\u00c9 a estrat\u00e9gia Gerdau: o pre\u00e7o \u00e9 pouco mais baixo que o l\u00e1 de fora mais taxa de importa\u00e7\u00e3o\u201d, diz Harro Burmann, presidente do EAS.<\/p>\n<p><b>Ajustes<br \/><\/b><\/p>\n<p>Fazer frente ao pre\u00e7o dos equipamentos estrangeiros importados \u00e9 poss\u00edvel, diz o EAS, diante dos ajustes feitos na opera\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos que elevaram a produtividade no estaleiro. Os navios consomem agora menos de 2 milh\u00f5es de homens-hora. Est\u00e1 longe da efici\u00eancia asi\u00e1tica, onde uma embarca\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com menos de um milh\u00e3o de homens-hora. Mas \u00e9 grande avan\u00e7o para quem, em 2013, entregou um navio com quase 9 milh\u00f5es de homens-hora. Chegar ao patamar atual permitiu ao EAS cortar custos e reduzir funcion\u00e1rios \u2013 alta na produtividade aliada \u00e0 falta de projetos baixou o n\u00famero de empregados de mais de 10 mil em 2011 para os 3.500 atuais.<\/p>\n<p>Ancorado nesses avan\u00e7os, Burmann espera entregar este ano lucro ap\u00f3s sucessivos preju\u00edzos. Se a previs\u00e3o se confirmar, ser\u00e1 um al\u00edvio, ainda que pequeno, para os donos, que j\u00e1 enterraram bilh\u00f5es no neg\u00f3cio. O risco de serem chamados a colocar mais dinheiro, por\u00e9m, ainda existe. \u201cPreciso de programa\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anos de carteira sempre. O ideal seriam cinco. Estou no ano em que tenho de ter carteira para 2020. Se n\u00e3o gerar, tenho problema\u201d, diz. <\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal\u00a0O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empreendimento dos grupos Camargo Corr\u00eaa e Queiroz Galv\u00e3o, o Estaleiro Atl\u00e2ntico Sul (EAS), em Pernambuco, vive pressionado por um prazo pequeno e uma conta alta:&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18439,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25358","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25358","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25358"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25358\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25359,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25358\/revisions\/25359"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18439"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25358"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25358"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25358"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}