{"id":25354,"date":"2017-11-21T00:15:35","date_gmt":"2017-11-21T02:15:35","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25354"},"modified":"2017-11-20T15:16:40","modified_gmt":"2017-11-20T17:16:40","slug":"eas-em-busca-dos-contratos-de-plataformas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/eas-em-busca-dos-contratos-de-plataformas\/","title":{"rendered":"EAS em busca dos contratos de plataformas"},"content":{"rendered":"<p>O an\u00fancio de licita\u00e7\u00f5es de tr\u00eas navios plataforma (FPSO) para explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no pr\u00f3ximo ano, pela Petrobras, cada um or\u00e7ado em US$ 1 bilh\u00e3o, pode apontar um caminho de recupera\u00e7\u00e3o aos estaleiros nacionais. Mas h\u00e1 entraves. Enquanto a petrol\u00edfera busca se livrar das regras conte\u00fado local &#8211; que estabelecem percentuais de participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional nas encomendas &#8211; alegando que a constru\u00e7\u00e3o de navios-plataforma no Brasil seria mais cara do que no exterior, a ind\u00fastria naval faz campanha para manter as exig\u00eancias. \u00c9 que, empreendimentos como o Estaleiro Atl\u00e2ntico Sul (EAS), em Suape, veem na constru\u00e7\u00e3o das plataformas uma oportunidade de contratos, depois de terem encomendas da Transpetro canceladas e mergulharem em crises e demiss\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p>Somente no caso do EAS, as perdas foram de sete das 22 encomendas da Transpetro. Atualmente, a empresa tem encomendas apenas at\u00e9 2019. Uma janela de oportunidades seria a fabrica\u00e7\u00e3o de cascos das FPSOs, cuja demanda de estende at\u00e9 2027. \u201cCada uma tem 40 mil toneladas, ou seja, os estaleiros do Pa\u00eds estariam salvos&#8221;, argumentou Harro Burmann, presidente do EAS. &#8220;A Petrobras quer zerar o conte\u00fado local ou baix\u00e1-lo para 25%, mas estamos lutando pelos 40%. Essa \u00e9 uma batalha que n\u00e3o podemos perder&#8221;, disse o executivo, que programa ida \u00e0 Bras\u00edlia, na pr\u00f3xima semana, com objetivo de defender a quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Custo Brasil\u00a0<\/p>\n<p>Sobre o argumento da Petrobras de que o custo de compra dos navios-plataformas no Brasil seria muito maior, o presidente do EAS diz que\u201cn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar de competitividade comparando os custos do Brasil com os da China\u201d. \u201cO Custo Brasil engloba os tributos, mat\u00e9ria-prima, despesas mais altas de financiamento, entre outros&#8221;, listou. Um estudo feito pelo EAS, inclusive, compara os custos da ind\u00fastria naval do Brasil e da China. No caso do sal\u00e1rio m\u00e9dio do trabalhador brasileiro, de acordo com o levantamento, o maior peso n\u00e3o \u00e9 o valor do pagamento e sim os encargos incidentes. O percentual do sal\u00e1rio bruto pago em encargos chegaria a 71,4% no Brasil, enquanto na China \u00e9 de 42%, com base em dados de 2012.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Caso o Projeto de Lei 8456 seja aprovado (que prop\u00f5e o aumento da al\u00edquota da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a receita bruta para v\u00e1rios setores), com a atual redu\u00e7\u00e3o das demandas do setor, ter\u00edamos um aumento de mais de R$ 30 milh\u00f5es na nossa folha de pagamento. As empresas precisar\u00e3o realizar novas demiss\u00f5es e a ind\u00fastria naval j\u00e1 foi severamente prejudicada\u201d, avaliou Burmann.\u00a0<\/p>\n<p>Do lado da mat\u00e9ria-prima, o estudo mostra que, na compara\u00e7\u00e3o com o a\u00e7o da China, 33% mais barato, o Brasil tamb\u00e9m sai em desvantagem. Essa diferen\u00e7a reflete no custo da embarca\u00e7\u00e3o, uma vez que o a\u00e7o representa uma parte expressiva do pre\u00e7o. \u201cSe aprovada a recria\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios tribut\u00e1rios para aquisi\u00e7\u00e3o de produtos importados para explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, a empresa que importar uma embarca\u00e7\u00e3o da China trar\u00e1 para o Brasil um bem fabricado 100% com a\u00e7o chin\u00eas sem o pagamento do adicional antidumping (que evita preju\u00edzo de produtos nacionais por importa\u00e7\u00f5es abaixo do pre\u00e7o de mercado). Enquanto que o brasileiro que concorrer para a produ\u00e7\u00e3o da mesma embarca\u00e7\u00e3o, se o quiser fazer com a\u00e7o chin\u00eas, ter\u00e1 que pagar US$ 211,56 por tonelada a mais que o importado\u201d, aponta o material.<\/p>\n<p>Em busca de novos contratos, o EAS ainda est\u00e1 de olho nos navios para opera\u00e7\u00f5es de cabotagem (entre portos nacionais), protegidos por uma emenda adicionada \u00e0 MP 795, que preservou a taxa\u00e7\u00e3o da importa\u00e7\u00e3o dessas embarca\u00e7\u00f5es. \u201cFizemos nosso dever de casa em capacitar profissionais e investir em produtividade\u201d, destacou Burmann.\u00a0<\/p>\n<p>Empregos<\/p>\n<p>&#8220;Uma redu\u00e7\u00e3o de conte\u00fado local \u00e9 o melhor caminho para trazer capital estrangeiro, mas n\u00e3o para gerar empregos no Brasil\u201d, comentou o presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos (Sindmetal-PE), Henrique Gomes, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 batalha da ind\u00fastria naval na defesa do conte\u00fado local das FPSOs. Atualmente, o EAS tem 3,6 mil profissionais diretos e gastos de R$ 281 milh\u00f5es com a folha de pagamento. A empresa calcula que, entre empregados e seus familiares, quase 10 mil pessoas dependam da manuten\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios da empresa.\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: Folhape<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O an\u00fancio de licita\u00e7\u00f5es de tr\u00eas navios plataforma (FPSO) para explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no pr\u00f3ximo ano, pela Petrobras, cada um or\u00e7ado em US$ 1 bilh\u00e3o,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19001,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25354","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25354"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25354\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25355,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25354\/revisions\/25355"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}