{"id":25340,"date":"2017-11-17T03:05:38","date_gmt":"2017-11-17T05:05:38","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25340"},"modified":"2017-11-17T03:05:38","modified_gmt":"2017-11-17T05:05:38","slug":"greve-de-auditores-fiscais-causa-prejuizos-e-atrasos-no-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/greve-de-auditores-fiscais-causa-prejuizos-e-atrasos-no-porto\/","title":{"rendered":"Greve de auditores fiscais causa preju\u00edzos e atrasos no Porto"},"content":{"rendered":"<p>A greve dos auditores fiscais da Receita Federal que atuam no Porto de Santos chegou a seu 15\u00ba dia, causando atrasos e dor de cabe\u00e7a a agentes mar\u00edtimos e despachantes aduaneiros do cais santista. Agora, os analistas tribut\u00e1rios tamb\u00e9m resolveram cruzar os bra\u00e7os. Preju\u00edzos e perdas de conex\u00f5es de navios j\u00e1 entraram na rotina dos usu\u00e1rios do complexo mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>A paralisa\u00e7\u00e3o das atividades dos auditores fiscais acontece \u00e0s ter\u00e7as, quartas e quintas-feiras, com os servidores fora das reparti\u00e7\u00f5es. J\u00e1 nas segundas e sextas-feiras, a categoria n\u00e3o utiliza seus computadores.<\/p>\n<p>Durante a greve, na Alf\u00e2ndega do Porto de Santos, os auditores s\u00f3 liberam cargas consideradas essenciais, como medicamentos, insumos hospitalares, animais vivos e alimenta\u00e7\u00e3o de bordo para tripulantes de navios. J\u00e1 na Delegacia da Receita Federal, todos os grupos e equipes de trabalho, projetos, reuni\u00f5es gerenciais e as demais iniciativas que importem em incremento de arrecada\u00e7\u00e3o est\u00e3o parados.<\/p>\n<p>De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), cada dia de paralisa\u00e7\u00e3o na Alf\u00e2ndega do Porto de Santos causa um atraso no recebimento de R$ 100 milh\u00f5es em impostos federais. Com isso, estima-se que tenham sido afetados R$ 1,5 bilh\u00e3o em arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas os custos extras que s\u00e3o absorvidos por exportadores e importadores tamb\u00e9m precisam ser levados em conta. Segundo o diretor-executivo do Sindicato das Ag\u00eancias de Navega\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima do Estado de S\u00e3o Paulo (Sindamar), Jos\u00e9 Roque, as cargas de importa\u00e7\u00e3o est\u00e3o sendo retidas nos terminais, por falta de desembara\u00e7o. J\u00e1 as mercadorias de exporta\u00e7\u00e3o, em tr\u00e2nsito por Santos, procedente de outros portos nacionais, perdem v\u00e1rias conex\u00f5es de navios destinados ao exterior, com custos de armazenagem desnecess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Muito disso se deve ao ac\u00famulo de cont\u00eaineres que ficam represados no complexo. Cargas que normalmente s\u00e3o desembara\u00e7adas em 24 horas se acumulam nos terminais a espera de autoriza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cCaso essa situa\u00e7\u00e3o perdure, h\u00e1 a expectativa de que os terminais esgotem sua capacidade f\u00edsica para armazenamento e permane\u00e7am com todos os seus espa\u00e7os ocupados por falta de desembara\u00e7o, com os navios zarpando do Porto de Santos sem todas as cargas programadas, resultando em perda de receita com o frete mar\u00edtimo\u201d, destacou Jos\u00e9 Roque.<\/p>\n<p>Auditores s\u00f3 liberam cargas consideradas essenciais<\/p>\n<p>O executivo destaca ainda o temor de que seja repetida a mesma situa\u00e7\u00e3o da paralisa\u00e7\u00e3o da categoria no ano passado: \u201cpreju\u00edzos incalcul\u00e1veis \u00e0s milhares de empresas importadoras e exportadoras, que perderam embarques ou tiveram que desembolsar valores maiores pela armazenagem de mercadorias, al\u00e9m do desabastecimento do com\u00e9rcio e da ind\u00fastria de insumos essenciais\u201d.<\/p>\n<p>Para o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Regi\u00e3o (SDAS), Nivio Perez dos Santos, os primeiros reflexos da greve dos auditores j\u00e1 foram sentidos. Mas a situa\u00e7\u00e3o pode piorar com a proximidade do Natal e o grande volume de importa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para esta \u00e9poca do ano.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preocupante. A situa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica, mas a gente j\u00e1 sente os atrasos por conta da greve\u201d, explicou o presidente do SDAS. Segundo ele, o temor maior \u00e9 com as cargas que a Receita Federal classifica no canal vermelho, em sua an\u00e1lise de risco. Nesse caso, elas devem passar por confer\u00eancia f\u00edsica e documental.<\/p>\n<p>Normalmente, essas mercadorias necessitam de um ou dois dias para a libera\u00e7\u00e3o. Com a continuidade da greve e o represamento dos carregamentos, este tempo de espera pode ser de cinco at\u00e9 sete dias. O risco \u00e9 que produtos de Natal, como enfeites, \u00e1rvores e at\u00e9 panetones, n\u00e3o sejam liberados antes das festas e se acumulem nas prateleiras das lojas.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Analistas<\/strong><\/p>\n<p>Os analistas tribut\u00e1rios da Receita Federal tamb\u00e9m se mobilizaram em protesto contra medidas anunciadas pelo Governo Federal. Al\u00e9m disso, a categoria protesta contra a demora na regulamenta\u00e7\u00e3o do acordo salarial e do b\u00f4nus de efici\u00eancia, que depende do aval do Minist\u00e9rio do Planejamento.<\/p>\n<p>\u201cVamos parar um dia por semana. A data da pr\u00f3xima semana ainda depende de uma assembleia em Bras\u00edlia, j\u00e1 que a mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 nacional\u201d, explicou o delegado sindical do Sindicato Nacional dos Analistas Tribut\u00e1rios da Receita Federal do Brasil (Sindireceita), Marcos Antonio de Souza.<\/p>\n<p>Com a paralisa\u00e7\u00e3o dos analistas, o tr\u00e2nsito aduaneiro, o plant\u00e3o de atendimento e a delegacia da Receita Federal s\u00e3o impactados.<\/p>\n<p>Fonte: A Tribuna<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A greve dos auditores fiscais da Receita Federal que atuam no Porto de Santos chegou a seu 15\u00ba dia, causando atrasos e dor de cabe\u00e7a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19106,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25340","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25340"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25340\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25341,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25340\/revisions\/25341"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19106"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}