{"id":25063,"date":"2017-10-18T00:37:01","date_gmt":"2017-10-18T02:37:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=25063"},"modified":"2017-10-15T17:38:07","modified_gmt":"2017-10-15T19:38:07","slug":"acordo-entre-fibria-e-embraport-inclui-extensao-do-cais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/acordo-entre-fibria-e-embraport-inclui-extensao-do-cais\/","title":{"rendered":"Acordo entre Fibria e Embraport inclui extens\u00e3o do cais"},"content":{"rendered":"<p>A fabricante de celulose Fibria est\u00e1 negociando com a Embraport, terminal de uso privado no porto de Santos (SP), um contrato de longo prazo para exporta\u00e7\u00e3o de sua carga. O acordo envolve a constru\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o do cais do terminal e prev\u00ea ainda que os navios com o produto da Fibria tenham prioridade de atraca\u00e7\u00e3o no ber\u00e7o a ser constru\u00eddo na Embraport &#8211; que tem como acionistas a Odebrecht Transport (OTP) e a DP World, de Dubai, nos Emirados \u00c1rabes.<\/p>\n<p>Uma das discuss\u00f5es neste momento gira em torno de quem far\u00e1 o investimento, que pode chegar \u00e0 casa dos R$ 500 milh\u00f5es, segundo estimativas de mercado.<\/p>\n<p>O modelo original prev\u00ea que a Fibria arque com o custo da obra e amortize parte do investimento com descontos no pagamento ao terminal pela movimenta\u00e7\u00e3o de celulose. Mas tamb\u00e9m existe a possibilidade de os pr\u00f3prios acionistas da Embraport assumirem os desembolsos.<\/p>\n<p>Se a negocia\u00e7\u00e3o for fechada, a Fibria ter\u00e1 uma terceira sa\u00edda no porto de Santos, onde j\u00e1 tem duas \u00e1reas arrendadas para exportar sua carga. A nova porta pelo cais santista integra a estrat\u00e9gia da Fibria de dar mais competitividade log\u00edstica ao escoamento de sua produ\u00e7\u00e3o de celulose em Tr\u00eas Lagoas (MS) e Jacare\u00ed (SP).<\/p>\n<p>Do lado da Embraport, o benef\u00edcio \u00e9 garantir a movimenta\u00e7\u00e3o da celulose e a expans\u00e3o &#8211; prevista desde a inaugura\u00e7\u00e3o do terminal, em 2013, mas que nunca saiu do papel.<\/p>\n<p>Num cen\u00e1rio de alta competi\u00e7\u00e3o no porto de Santos pela movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres &#8211; principal neg\u00f3cio do terminal -, a Embraport busca a diversifica\u00e7\u00e3o de cargas para se manter ativa. A Fibria \u00e9 uma das maiores embarcadoras de cargas que v\u00e3o soltas direto no por\u00e3o do navio (&#8220;breakbulk&#8221;, no jarg\u00e3o do setor) do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Contudo, nenhum contrato foi assinado at\u00e9 agora. O Valor apurou que um dos pontos que pesam nas negocia\u00e7\u00f5es \u00e9 a indefini\u00e7\u00e3o do quadro societ\u00e1rio da Embraport. A OTP j\u00e1 decidiu sair do neg\u00f3cio e vender a fatia de 66,7% para a s\u00f3cia DP World. At\u00e9 agora, por\u00e9m, a transa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi assinada. Com a perspectiva da Embraport ser assumida integralmente pela DP World, ganhou for\u00e7a a possibilidade de a operadora mundial de portos participar com desembolsos da amplia\u00e7\u00e3o do cais.<\/p>\n<p>Procurada, a Fibria confirmou que est\u00e1 em discuss\u00f5es com a Embraport e com outros operadores portu\u00e1rios &#8220;para um contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em Santos&#8221;, mas n\u00e3o deu detalhes sobre um eventual investimento na infraestrutura do terminal.<\/p>\n<p>&#8220;Por ainda estar em negocia\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m no per\u00edodo de sil\u00eancio pr\u00e9-divulga\u00e7\u00e3o de resultados, a Fibria n\u00e3o ir\u00e1 se manifestar at\u00e9 a conclus\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es e a eventual assinatura do contrato&#8221;, informou a empresa, em nota.<\/p>\n<p>A Embraport, por sua vez, destacou, tamb\u00e9m em nota, que &#8220;est\u00e1 sempre atenta a novas oportunidades de neg\u00f3cio, por\u00e9m, n\u00e3o comenta rumores ou projetos que n\u00e3o estejam oficializados.&#8221;<\/p>\n<p>Em encontro com jornalistas na f\u00e1brica de Tr\u00eas Lagoas na semana passada, o diretor de Opera\u00e7\u00f5es da Fibria, Aires Galhardo, explicou que a atual estrutura log\u00edstica de escoamento da produ\u00e7\u00e3o da unidade, j\u00e1 considerada a expans\u00e3o, est\u00e1 se aproximando do limite.<\/p>\n<p>A estrutura log\u00edstica seria, inclusive, um entrave para eventuais planos de nova expans\u00e3o da f\u00e1brica de Tr\u00eas Lagoas, segundo Galhardo. &#8220;Para instala\u00e7\u00e3o de outra planta em Mato Grosso do Sul, alguns pontos ligados principalmente a log\u00edstica precisam ser superados&#8221;, comentou.<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas semanas, a f\u00e1brica produzia 1,3 milh\u00e3o de toneladas por ano. Com a entrada em opera\u00e7\u00e3o da nova linha, de 1,95 milh\u00e3o de toneladas, passar\u00e1 a 3,25 milh\u00f5es de toneladas por ano.<\/p>\n<p>Para escoar a nova produ\u00e7\u00e3o, a companhia investiu na constru\u00e7\u00e3o de um terminal intermodal em Aparecida do Taboado, ainda em Mato Grosso do Sul, onde a carga chegar\u00e1 por rodovia. Do terminal, seguir\u00e1 pela ferrovia da Rumo at\u00e9 o porto paulista.<\/p>\n<p>Em Santos, a Fibria opera um terminal arrendado em 1997 cujo prazo terminou em setembro. A empresa obteve liminar na Justi\u00e7a para ter o direito de adaptar o contrato ao Decreto dos Portos, norma editada em maio. Se for bem-sucedida, poder\u00e1 solicitar, no \u00e2mbito do novo marco regulat\u00f3rio dos portos, a prorroga\u00e7\u00e3o do prazo do arrendamento at\u00e9 o limite de 70 anos, descontado o per\u00edodo j\u00e1 explorado de 20 anos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a companhia arrematou uma segunda \u00e1rea em Santos em leil\u00e3o realizado pelo governo no fim de 2015, de 33 mil metros quadrados divididos em dois espa\u00e7os com investimento inicial de R$ 70 milh\u00f5es. Com a Embraport, teria uma sa\u00edda pela outra margem do cais, a esquerda, na dire\u00e7\u00e3o do Guaruj\u00e1.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fabricante de celulose Fibria est\u00e1 negociando com a Embraport, terminal de uso privado no porto de Santos (SP), um contrato de longo prazo para&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19106,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25063","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25063","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25063"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25063\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25064,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25063\/revisions\/25064"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19106"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25063"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25063"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25063"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}