{"id":25019,"date":"2017-10-11T00:20:51","date_gmt":"2017-10-11T03:20:51","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=25019"},"modified":"2017-10-10T17:22:02","modified_gmt":"2017-10-10T20:22:02","slug":"brasil-deve-produzir-menos-soja-em-201718-mas-mercado-ainda-diverge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/brasil-deve-produzir-menos-soja-em-201718-mas-mercado-ainda-diverge\/","title":{"rendered":"Brasil deve produzir menos soja em 2017\/18, mas mercado ainda diverge"},"content":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o de soja pelo Brasil na safra 2017\/18 dever\u00e1 cair mais de 3 por cento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 do ano passado, ficando abaixo inclusive daquela projetada por especialistas no fim de agosto, embora ainda haja diverg\u00eancias no mercado sobre o tamanho da colheita.<\/p>\n<p>Segundo a m\u00e9dia de dez estimativas de consultorias e institui\u00e7\u00f5es de mercado obtidas pela Reuters, a produ\u00e7\u00e3o dever\u00e1 alcan\u00e7ar 109,98 milh\u00f5es de toneladas, em uma \u00e1rea recorde de 34,77 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<p>Na pesquisa anterior, a produ\u00e7\u00e3o estava prevista em 110,60 milh\u00f5es de toneladas, com um plantio de 34,70 milh\u00f5es de hectares. [nE6N1K301Y]<\/p>\n<p>As novas estimativas s\u00e3o ainda, respectivamente, 3,59 por cento menor e 2,53 por cento maior na compara\u00e7\u00e3o com as 114,08 milh\u00f5es de toneladas e os 33,91 milh\u00f5es de hectares registrados em 2016\/17, quando o clima foi excelente e resultou em uma safra recorde para o maior exportador global da oleaginosa.<\/p>\n<p>Na temporada 2017\/18, a produ\u00e7\u00e3o a ser colhida no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano deve cair apesar da \u00e1rea maior porque analistas est\u00e3o cautelosos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produtividade.<\/p>\n<p>\u201cEstamos imaginando que o clima n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o perfeito como foi no ano passado. Ser\u00e1 irregular. Embora ainda seja muito cedo, h\u00e1 sinais de que dificilmente teremos uma produtividade cheia\u201d, disse o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.<\/p>\n<p>A Cerealpar foi a integrante da pesquisa que mais reduziu a proje\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o de soja em 2017\/18, de 115 milh\u00f5es no levantamento anterior para 111 milh\u00f5es de toneladas agora.<\/p>\n<p>Outras consultorias, no entanto, tamb\u00e9m demonstram certo receio com o clima daqui para frente.<\/p>\n<p>\u201cDestaca-se&#8230; a apreens\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 possibilidade de ocorr\u00eancia do efeito clim\u00e1tico La Ni\u00f1a no final do ano, dado que tende a deixar o clima mais seco na regi\u00e3o Sul do Brasil e na Argentina durante a fase de desenvolvimento das planta\u00e7\u00f5es\u201d, comentou a INTL FCStone, em nota, ponderando que um eventual La Ni\u00f1a tende a ser de baixa intensidade.<\/p>\n<p>A estimativa da consultoria para a produ\u00e7\u00e3o de soja \u00e9 a menor dentre as obtidas pela Reuters, de 106,73 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>\u201cA aus\u00eancia de precipita\u00e7\u00f5es no centro-sul do pa\u00eds at\u00e9 o final de setembro trouxe preocupa\u00e7\u00f5es para os sojicultores&#8230; a umidade regular do solo durante o in\u00edcio do plantio \u00e9 fundamental para o desenvolvimento das sementes\u201d, acrescentou a INTL FCStone.<\/p>\n<p>A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgar\u00e1 sua primeira proje\u00e7\u00e3o para a nova safra na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>OTIMISMO<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o, a Safras &amp; Mercado aumentou sua proje\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o para 114,70 milh\u00f5es de toneladas, de 113,20 milh\u00f5es de toneladas, figurando como a consultoria mais otimista da pesquisa. [nE6N1LZ03J]<\/p>\n<p>\u201cO in\u00edcio dos trabalhos de plantio no Brasil come\u00e7a a confirmar nosso sentimento de uma forte expans\u00e3o da \u00e1rea brasileira de soja nesta nova temporada&#8230; Al\u00e9m disso, o fator pre\u00e7o tamb\u00e9m impulsiona esta transfer\u00eancia&#8230; com a oleaginosa voltando a remunerar melhor o produtor\u201d, afirmou o analista da consultoria, Luiz Fernando Roque, em nota.<\/p>\n<p>Na mesma linha, o analista de mercado da AgRural, Adriano Gomes, disse que o plantio deste ano reflete \u201cuma quest\u00e3o de pre\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 vimos alta nos pre\u00e7os do milho em algumas pra\u00e7as, mas a soja continua mais atraente\u201d, disse o analista da AgRural, que revisou levemente para cima sua proje\u00e7\u00e3o de plantio em 2017\/18 para 34,56 milh\u00f5es de hectares, de 34,49 milh\u00f5es de hectares na previs\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>Com efeito, por ora n\u00e3o h\u00e1 grandes preocupa\u00e7\u00f5es envolvendo o plantio da cultura.<\/p>\n<p>\u201cCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea, vemos um sinal de atraso em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, mas esse seria mais um sinal de cautela por parte dos produtores\u201d, disse o analista Victor Ikeda, do Rabobank, que mant\u00e9m suas previs\u00f5es para \u00e1rea e produ\u00e7\u00e3o de soja em 2017\/18 em 34,50 milh\u00f5es de hectares e 109 milh\u00f5es de toneladas, respectivamente.<\/p>\n<p>\u201cCom perspectivas de margens mais apertadas no comparativo com os anos anteriores, os produtores est\u00e3o aguardando uma regulariza\u00e7\u00e3o das chuvas no intuito de evitar, por exemplo, custos com replantio&#8230; Dessa forma, acredito mais em um atraso nas opera\u00e7\u00f5es de semeadura do que em uma quest\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o de \u00e1rea at\u00e9 esse momento\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>At\u00e9 a semana passada, 1,5 por cento da \u00e1rea a ser plantada com soja havia sido semeada, abaixo dos 4,8 por cento de um ano atr\u00e1s e dos 2,3 por cento da m\u00e9dia de cinco anos, segundo monitoramento da AgRural. [nL2N1MA1MT]<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que, caso esse atraso se estenda, haja preju\u00edzo \u00e0 segunda safra de milho 2017\/18, a chamada \u201csafrinha\u201d, colhida no inverno do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>\u201cA princ\u00edpio, janela ainda tem para se plantar soja&#8230; mas se atrasar muito, vai atrasar a colheita e reduzir a janela de plantio do milho l\u00e1 na frente. Isso tiraria o potencial de produtividade cheia da \u2018safrinha\u2019, pois (ela) ficaria fora do per\u00edodo recomendado (de plantio)\u201d, explicou Cachia, da Cerealpar.<\/p>\n<p>\u201cMILHO VER\u00c3O\u201d<\/p>\n<p>Enquanto as estimativas obtidas pela Reuters apontam para uma \u00e1rea recorde com soja em 2017\/18, no caso do milho a chamada primeira safra, colhida no ver\u00e3o, tende a registrar um plantio quase 4 por cento inferior.<\/p>\n<p>Na safra passada, produtores apostaram mais no milho na esteira dos altos pre\u00e7os do cereal ap\u00f3s um 2016 marcado pela seca. Agora, depois de uma produ\u00e7\u00e3o recorde em 2017, os agricultores est\u00e3o optando mais pela soja.<\/p>\n<p>Segundo Roque, da Safras, a oleaginosa volta a ganhar \u00e1reas destinadas ao milho na \u00faltima temporada em praticamente todos os Estados.<\/p>\n<p>\u201cA oferta folgada no mercado dom\u00e9stico e os pre\u00e7os pressionados s\u00e3o os determinantes desse movimento, al\u00e9m da possibilidade de se produzir o gr\u00e3o na segunda safra\u201d, acrescentou a INTL FCStone.<\/p>\n<p>Pela m\u00e9dia das estimativas obtidas pela Reuters, a \u00e1rea com milho deve alcan\u00e7ar 5,27 milh\u00f5es de hectares, queda de 3,83 por cento ante os 5,48 milh\u00f5es de hectares em 2016\/17.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o, por sua vez, deve desabar 12,5 por cento, para 26,66 milh\u00f5es de toneladas, j\u00e1 que a expectativa \u00e9 de produtividades mais dentro da normalidade neste ciclo.<\/p>\n<p>Fonte: Reuters<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o de soja pelo Brasil na safra 2017\/18 dever\u00e1 cair mais de 3 por cento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 do ano passado, ficando abaixo inclusive&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18822,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25019","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25019"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25019\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25020,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25019\/revisions\/25020"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}