{"id":24922,"date":"2017-10-06T00:57:27","date_gmt":"2017-10-06T03:57:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=24922"},"modified":"2017-10-03T22:58:47","modified_gmt":"2017-10-04T01:58:47","slug":"exportacao-sobe-187-no-ano-e-superavit-renova-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/exportacao-sobe-187-no-ano-e-superavit-renova-recorde\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00e3o sobe 18,7% no ano e super\u00e1vit renova recorde"},"content":{"rendered":"<p>A balan\u00e7a comercial registrou mais um recorde ao alcan\u00e7ar um super\u00e1vit de US$ 53,283 bilh\u00f5es de janeiro a setembro. O resultado, puxado pela continuidade do crescimento da exporta\u00e7\u00e3o mesmo com um real levemente mais valorizado em rela\u00e7\u00e3o ao come\u00e7o do ano, levou o governo a recalcular as proje\u00e7\u00f5es e estimar um super\u00e1vit ainda maior que a expectativa atual de US$ 60 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No ano, o ritmo de crescimento das exporta\u00e7\u00f5es foi bem mais forte que o das exporta\u00e7\u00f5es. Enquanto os embarques registraram alta de 18,7% (para US$ 139,4 bilh\u00f5es) de janeiro a setembro, os desembarques subiram 8,5% (para US$ 103,2 bilh\u00f5es). Segundo o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os (Mdic), Abr\u00e3o Neto, o aumento das exporta\u00e7\u00f5es \u00e9 influenciado tanto pela melhora na quantidade exportada (crescimento de 5,9%) como no pre\u00e7o dos produtos (12,5%).<\/p>\n<p>&#8220;Pelas exporta\u00e7\u00f5es, verificamos crescimento n\u00e3o s\u00f3 do valor, mas tamb\u00e9m das quantidades exportadas, em todas as categorias de produtos, al\u00e9m de aumento no n\u00famero de empresas exportadoras&#8221;, disse Abr\u00e3o.<\/p>\n<p>O efeito do aumento de pre\u00e7os \u00e9 visto principalmente no min\u00e9rio de ferro, que se valorizou 52,3% entre janeiro e setembro deste ano contra igual per\u00edodo do ano passado. Tamb\u00e9m registram alta contra um ano antes produtos como semimanufaturados de ferro e a\u00e7o (33,8%) e a\u00e7\u00facar bruto (20,2%).<\/p>\n<p>Os produtos b\u00e1sicos foram justamente os que puxaram os n\u00fameros de exporta\u00e7\u00e3o em setembro, com crescimento de 36,7%. Eles foram seguidos pelos manufaturados (como \u00f3leos combust\u00edveis, tratores e autom\u00f3veis), que cresceram 18%; e pelos semimanufaturados (como ferro fundido e madeira serrada), que cresceram 11%.<\/p>\n<p>Apesar de ainda em patamares baixos em valores, as importa\u00e7\u00f5es no ano est\u00e3o em ritmo de recupera\u00e7\u00e3o ao registrar o d\u00e9cimo m\u00eas consecutivo de aumento em rela\u00e7\u00e3o a um ano antes, o que indica retomada da atividade interna.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um indicativo positivo de recupera\u00e7\u00e3o da economia. Confirmaremos essa tend\u00eancia nos pr\u00f3ximos meses, mas \u00e9 fato que a m\u00e9dia di\u00e1ria de importa\u00e7\u00f5es vem apresentando crescimentos nos tr\u00eas \u00faltimos trimestres&#8221;, disse o secret\u00e1rio. No acumulado at\u00e9 setembro o crescimento nas compras foi puxado pelo aumento de 35,3% em combust\u00edveis e lubrificantes. Tamb\u00e9m subiram, embora em ritmo menor, as compras de bens intermedi\u00e1rios (11,4%) e bens de consumo (5,7%).<\/p>\n<p>No m\u00eas de setembro, a importa\u00e7\u00e3o veio em ritmo mais acelerado, com alta de 18% contra igual m\u00eas de 2016. Na compara\u00e7\u00e3o mensal interanual, foi a maior taxa de crescimento do ano. O maior ritmo dos desembarques, diz Jos\u00e9 Augusto de Castro, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), est\u00e1 de acordo com a melhora das expectativas para economia tanto para o quarto trimestre como para 2018.<\/p>\n<p>Mantidas as expectativas atuais, diz Castro, uma rea\u00e7\u00e3o maior das importa\u00e7\u00f5es deve se tornar mais clara em 2018, o que deve pressionar o super\u00e1vit comercial para baixo no ano que vem. A corrente de com\u00e9rcio, por\u00e9m, que d\u00e1 o tom do dinamismo econ\u00f4mico, deve melhorar.<\/p>\n<p>Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), destaca que a importa\u00e7\u00e3o brasileira tem alta elasticidade com a atividade interna. &#8220;A importa\u00e7\u00e3o responde rapidamente com a economia girando um pouco mais. O desempenho bom de alguns ramos industriais, como bens de consumo dur\u00e1veis da linha marrom e branca, tamb\u00e9m contribuem bastante porque o volume de componentes e de insumos importados nesses segmentos \u00e9 expressivo, o que puxa a importa\u00e7\u00e3o de bens intermedi\u00e1rios.&#8221;<\/p>\n<p>Por conta dessa elasticidade, o aumento das importa\u00e7\u00f5es pode ser um sinalizador positivo, diz ele. &#8220;Mas h\u00e1 tamb\u00e9m o efeito do c\u00e2mbio que pode fazer com que parte desse dinamismo escape para a importa\u00e7\u00e3o.&#8221; O problema, explica ele, n\u00e3o est\u00e1 somente no c\u00e2mbio, mas na quest\u00e3o da competitividade. O que preocupa, diz Cagnin, \u00e9 que a recupera\u00e7\u00e3o muito lenta da economia pode dificultar \u00e0s empresas a incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias, o que \u00e9 um desafio n\u00e3o somente para melhorar como para manter a competitividade.<\/p>\n<p>O Mdic chama aten\u00e7\u00e3o ainda para as compras de bens de capital por importadores brasileiros, que cresceram pelo segundo m\u00eas consecutivo. Ap\u00f3s um crescimento de 6,6% em agosto, houve aumento de 34,5% em setembro, sempre na compara\u00e7\u00e3o interanual. &#8220;Pode indicar uma tend\u00eancia de recupera\u00e7\u00e3o dessa linha de importa\u00e7\u00f5es, muito relacionada a investimentos. Confirmaremos essa tend\u00eancia nos pr\u00f3ximos meses&#8221;, ressaltou o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior.<\/p>\n<p>Os dados tamb\u00e9m continuam mostrando uma melhora significativa na balan\u00e7a comercial de petr\u00f3leo e derivados, que chegou a US$ 4,3 bilh\u00f5es de janeiro a setembro. Um ano antes foi registrado d\u00e9ficit de US$ 446 milh\u00f5es. Segundo Abr\u00e3o Neto, os n\u00fameros s\u00e3o puxados pelo aumento de produ\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m pela recupera\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da commodity (alta de 37,6%) contra um ano antes. Segundo ele, o saldo de petr\u00f3leo e derivados tamb\u00e9m deve fechar o ano com super\u00e1vit.<\/p>\n<p>Apesar dos n\u00fameros positivos no acumulado do ano, os analistas do Ita\u00fa ressaltam que as exporta\u00e7\u00f5es, que avan\u00e7aram fortemente no in\u00edcio do ano, agora &#8220;se estabilizaram em patamar mais baixo, em linha com os pre\u00e7os internacionais de commodities menores&#8221;. Os fortes saldos em 2017, diz relat\u00f3rio do banco, \u00e9 garantido por importa\u00e7\u00f5es ainda em patamar baixo.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A balan\u00e7a comercial registrou mais um recorde ao alcan\u00e7ar um super\u00e1vit de US$ 53,283 bilh\u00f5es de janeiro a setembro. 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