{"id":24898,"date":"2017-10-04T00:30:24","date_gmt":"2017-10-04T03:30:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=24898"},"modified":"2017-10-01T11:32:08","modified_gmt":"2017-10-01T14:32:08","slug":"nova-arquitetura-do-trabalho-empresas-trocam-sede-por-coworking","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/nova-arquitetura-do-trabalho-empresas-trocam-sede-por-coworking\/","title":{"rendered":"Nova arquitetura do trabalho: empresas trocam sede por coworking"},"content":{"rendered":"<p>Para muitos, \u00e9 hora do adeus ao porta-retratos da fam\u00edlia sobre a mesa de trabalho. As salas fechadas se foram. Chefes se sentam junto \u00e0s equipes. As reuni\u00f5es s\u00e3o feitas por videoconfer\u00eancia, na varanda, num grupo de poltronas. O caf\u00e9 pode casar com jogos, al\u00e9m de bate-papos com colegas de outra \u00e1rea, de outra empresa, de outro setor. E que pode trazer novos projetos ou neg\u00f3cios. Os coworkings s\u00e3o \u00edcones dessa nova arquitetura do trabalho, que busca acelerar projetos e produtividade. O segmento cresceu 114% em um ano, batendo mais de 800 espa\u00e7os em fevereiro, segundo a Coworking Brasil.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, a americana WeWork, uma das grandes no setor, fincou bandeira por aqui em julho. J\u00e1 tem dois espa\u00e7os em S\u00e3o Paulo e vai abrir mais dois at\u00e9 o fim do ano, enquanto se prepara para inaugurar tr\u00eas unidades no Rio entre dezembro e fevereiro. Grupos brasileiros acompanham o movimento. A paranaense Nex estima saltar de duas para 22 unidades no pa\u00eds em 24 meses, incluindo mais duas no Rio, entre Centro e Botafogo, al\u00e9m da atual, que fica na Gl\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u2014 O Brasil \u00e9, hoje, o pa\u00eds de crescimento mais acelerado pela WeWork no mundo. Com a cultura brasileira, n\u00e3o \u00e9 preciso explicar o conceito de comunidade. Ao combinar com um servi\u00e7o de ponta e pre\u00e7o competitivo, funciona, amplia a rede de neg\u00f3cios de quem entra na rede \u2014 explica Lucas Mendes, gerente geral da WeWork no Brasil.<\/p>\n<p><strong>MUDAN\u00c7A DO MODELO TRADICIONAL<\/strong><\/p>\n<p>Mendes \u00e9 exemplo das oportunidades que a rede de parceiros pode oferecer. Hoje, aos 30 anos, ele foi um dos idealizadores do Cubo, projeto de Ita\u00fa Unibanco com o fundo Redpoint e.ventures, aberto em S\u00e3o Paulo em 2015 para promover o empreendedorismo tecnol\u00f3gico. Foi na primeira experi\u00eancia com o conceito de comunidade, em 2013, quando fazia pesquisas para o Cubo, que conheceu a WeWork.<\/p>\n<p>O coworking j\u00e1 \u00e9 escolha conhecida de pequenos empreendedores, start-ups e freelancers, normalmente pressionados pela escassez de recursos para bancar uma sede pr\u00f3pria. Mas j\u00e1 h\u00e1 grupos com centenas de funcion\u00e1rios instalados em espa\u00e7os compartilhados de trabalho. Para esses grandes, o objetivo tende mais ao potencial de gera\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios e oportunidades trazidos pela comunidade de empresas. Em paralelo, companhias como o site OLX e a consultoria EY readequaram suas instala\u00e7\u00f5es ao novo modelo colaborativo.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 uma revolu\u00e7\u00e3o na forma como se pensa o espa\u00e7o de trabalho, uma quebra de paradigma. Primeiro, as empresas aprenderam a derrubar paredes. Agora, temos ainda a integra\u00e7\u00e3o, a inova\u00e7\u00e3o, redefinindo a forma como se trabalha \u2014 explica Marcia Fonseca, diretora da consultoria imobili\u00e1ria Colliers no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o ambiente \u00e9 mais colorido, descontra\u00eddo, com as chamadas \u00e1reas de descompress\u00e3o \u2014 que podem contar ou n\u00e3o com jogos diversos, como tot\u00f3 e pingue-pongue. S\u00e3o pontos que ajudam a relaxar, mas tamb\u00e9m estimulam a integra\u00e7\u00e3o entre as pessoas, sejam elas de uma mesma ou de diversas empresas.<\/p>\n<p>\u2014 Atualmente, esse modelo j\u00e1 faz sentido para muitas empresas. Em breve, vai fazer sentido para todas. O coworking tira a empresa do isolamento e a conecta a uma comunidade de realizadores. Esse ecossistema \u00e9 muito valioso \u2014 explica Andr\u00e9 Pegorer, s\u00f3cio da Nex. \u2014 Existe um movimento de ressignifica\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o das pessoas com o trabalho. As empresas est\u00e3o remodelando seus espa\u00e7os para transformar a cultura do trabalho, e o espa\u00e7o f\u00edsico tem papel importante nisso.<\/p>\n<p>Ele pontua que os espa\u00e7os de coworking funcionam como um escrit\u00f3rio de servi\u00e7os, que garante a infraestrutura, liberando a empresa para ficar inteiramente focada em sua atividade-fim:<\/p>\n<p>\u2014 J\u00e1 temos di\u00e1logo com empresas com demanda para 150 colaboradores. A maioria est\u00e1 saindo de um modelo tradicional de trabalho e escrit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Pesquisa da consultoria JLL mostra que os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e a an\u00e1lise de dados est\u00e3o no motor da transforma\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o de trabalho. A mudan\u00e7a organizacional vem ao lado de outras, como as sociais e culturais, trazidas pelo avan\u00e7o acelerado da tecnologia. O resultado s\u00e3o novas formas de trabalhar e de se comportar no trabalho, afetando a forma como os neg\u00f3cios s\u00e3o estruturados e geridos, al\u00e9m da maneira como os profissionais usam seu espa\u00e7o de trabalho. L\u00e1 na ponta, isso garante maior produtividade \u00e0s corpora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>IMPULSO DAS GERA\u00c7\u00d5ES Y E Z<\/strong><\/p>\n<p>De bra\u00e7os dados com o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico est\u00e3o as gera\u00e7\u00f5es Y e Z. Elas s\u00e3o outro pilar desse novo cen\u00e1rio, destaca Luiz S\u00e9rgio Vieira, vice-presidente da EY. A sede da empresa em S\u00e3o Paulo passou por uma completa reformula\u00e7\u00e3o, para se adequar ao modelo j\u00e1 adotado na consultoria em outros pa\u00edses, como Estados Unidos, It\u00e1lia e Reino Unido.<\/p>\n<p>\u2014 Estudamos essa gera\u00e7\u00e3o, que busca, sobretudo, flexibilidade e novas formas de trabalho, mais colaborativas, que quebram a hierarquia, para atrair mais criatividade ao ambiente de trabalho. O ajuste do espa\u00e7o f\u00edsico \u00e9 uma forma de casar o ambiente com essa nova forma de trabalhar. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m estamos em um pr\u00e9dio mais moderno e sustent\u00e1vel. \u00c9 um conjunto de mudan\u00e7as \u2014 conta Vieira.<\/p>\n<p>A EY tem uma equipe de 2.700 colaboradores. Mas optou por uma \u00e1rea 20% menor ao fazer a mudan\u00e7a, com um espa\u00e7o que totaliza 1.450 postos de trabalho, que n\u00e3o s\u00e3o fixos. A cada dia o funcion\u00e1rio pode sentar num lugar diferente, de acordo com a disponibilidade ou com o projeto que ele est\u00e1 tocando. Como a equipe tem profissionais em viagens constantes, visitando clientes ou em trabalho remoto, ficam no escrit\u00f3rio pouco mais de um ter\u00e7o dos funcion\u00e1rios. A reorganiza\u00e7\u00e3o trouxe resultado.<\/p>\n<p>\u2014 Em custos, acredito que ficou est\u00e1vel, ou conseguimos uma pequena redu\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, nos tornamos mais eficientes e demos um salto em qualidade. Flexibilidade no trabalho n\u00e3o significa trabalhar menos, mas trabalhar de forma mais eficiente e produtiva \u2014 explica o executivo da EY.<\/p>\n<p><span><br \/>Fonte: G1<br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para muitos, \u00e9 hora do adeus ao porta-retratos da fam\u00edlia sobre a mesa de trabalho. As salas fechadas se foram. Chefes se sentam junto \u00e0s&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18019,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-24898","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24898","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24898"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24898\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24899,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24898\/revisions\/24899"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}