{"id":24857,"date":"2017-10-02T00:09:29","date_gmt":"2017-10-02T03:09:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=24857"},"modified":"2017-10-01T10:22:56","modified_gmt":"2017-10-01T13:22:56","slug":"a-forca-das-montadoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/a-forca-das-montadoras\/","title":{"rendered":"A for\u00e7a das montadoras"},"content":{"rendered":"<p>Quem passa pela Rodovia Marechal Rondon, rumo ao interior de S\u00e3o Paulo, enxerga facilmente a f\u00e1brica de motores da japonesa Toyota no topo de uma colina, nos arredores do munic\u00edpio de Porto Feliz. A unidade, a \u00fanica da empresa dedicada a produzir propulsores fora do Jap\u00e3o, j\u00e1 enfrentou altos e baixos, apesar da pouca idade. Como manda a cartilha nip\u00f4nica, foi cuidadosamente planejada h\u00e1 dez anos. Sua inaugura\u00e7\u00e3o, no entanto, ocorreu apenas em 2016, no auge da mais grave recess\u00e3o econ\u00f4mica da hist\u00f3ria do Pa\u00eds. \u201cAtravessamos um percurso selvagem nos \u00faltimos quatro anos\u201d, disse o americano Steve St. Angelo, presidente da Toyota na Am\u00e9rica Latina e no Caribe.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o do executivo, com sorriso no rosto, n\u00e3o se deu em um contexto de reclama\u00e7\u00e3o, mas, sim, de al\u00edvio. Na segunda-feira 26, ao lado dos principais executivos da companhia na regi\u00e3o, St. Angelo anunciou um investimento de R$ 1 bilh\u00e3o no Pa\u00eds. \u201cEm vez de ficar olhando para tr\u00e1s, agora precisamos trabalhar pelo futuro. O Brasil est\u00e1 de volta\u201d. Esse megainvestimento da Toyota, que se soma a outro de R$ 600 milh\u00f5es para ampliar a produ\u00e7\u00e3o de motores em Porto Feliz, anunciado no final do ano passado, ser\u00e1 destinado ao lan\u00e7amento de um novo modelo, o Yaris, que chegar\u00e1 \u00e0s concession\u00e1rias no segundo semestre de 2018. A ofensiva da maior montadora do mundo no mercado brasileiro simboliza a virada de p\u00e1gina da crise na ind\u00fastria automobil\u00edstica nacional. Mas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica boa not\u00edcia.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas semanas, as montadoras anunciaram, em um claro movimento de restaura\u00e7\u00e3o do otimismo, mais de R$ 4 bilh\u00f5es de investimentos para os pr\u00f3ximos anos. A alem\u00e3 Volkswagen tamb\u00e9m definiu um aporte de R$ 2,6 bilh\u00f5es para iniciar a renova\u00e7\u00e3o de seu portf\u00f3lio. J\u00e1 a Renault vai destinar R$ 750 milh\u00f5es para duas unidades do seu complexo industrial em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais, no Paran\u00e1, uma de inje\u00e7\u00e3o e outra de motores. Ela tamb\u00e9m lan\u00e7ou, em agosto, o carro popular Kwid. At\u00e9 as montadoras que deixaram o Brasil est\u00e3o de olho na retomada do consumo. A sul-coreana Ssangyong, que hoje faz parte do grupo indiano Mahindra, vai tentar pela terceira vez seu lugar ao sol no mercado brasileiro.<\/p>\n<p>Dois anos depois de deixar o Pa\u00eds, promete lan\u00e7ar quatro ve\u00edculos em 2018. \u201cNos \u00faltimos anos, a Ssangyong passou por processos de moderniza\u00e7\u00e3o de suas unidades fabris e tamb\u00e9m de ocidentaliza\u00e7\u00e3o de seus ve\u00edculos. O Tivoli e o XLV j\u00e1 foram premiados na Europa, o New Rexton foi apresentado recentemente em Paris, enquanto o Korando e o Actyon Sports passaram por importantes reestiliza\u00e7\u00f5es\u201d, afirma Gerson Pittorri, presidente da Ssangyong Brasil. \u201cCom essa mudan\u00e7a de posicionamento da marca, esperamos conquistar o consumidor brasileiro.\u201d A meta da empresa \u00e9 vender 3 mil unidades em seu primeiro ano no Brasil e chegar a 50 endere\u00e7os at\u00e9 o final de 2018. A marca ter\u00e1 um centro de distribui\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as em Salto, interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Todos esses aportes, somados a outros investimentos j\u00e1 anunciados anteriormente, alcan\u00e7ar\u00e3o mais de R$ 9 bilh\u00f5es at\u00e9 2020. A GM, por exemplo, tem ainda R$ 4,5 bilh\u00f5es para gastar de seu plano de R$ 13 bilh\u00f5es para o per\u00edodo entre 2014 e 2020. Depois de renovar toda a sua linha de produtos em 2016, agora ela pretende modernizar as suas f\u00e1bricas, com tecnologias mais avan\u00e7adas e a introdu\u00e7\u00e3o de conceitos novos de manufatura. A Fiat Chrysler Automobiles (FCA), por sua vez, sob o comando do executivo Stefan Ketter, anunciou, nos \u00faltimos meses, em plena crise, os modelos Fiat Mobi, Argo e Toro, al\u00e9m do Renegade e do Compass, ambos da marca Jeep. Os investimentos fazem parte de um ciclo de R$ 21,9 bilh\u00f5es, que se encerra neste ano, na constru\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas, moderniza\u00e7\u00e3o de plantas industriais e desenvolvimento de produtos e da cadeia de produ\u00e7\u00e3o. O mais importante deles foi a abertura do Polo Automotivo Jeep, na cidade pernambucana de Goiana, num aporte de R$ 11,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Sob qualquer \u00e2ngulo que se olhe, a ind\u00fastria automotiva no Brasil est\u00e1 saindo de uma de suas piores crises. H\u00e1 quatro meses consecutivos, as vendas de autom\u00f3veis apresentam avan\u00e7os consistentes na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2016.<span>\u00a0Em setembro, a m\u00e9dia di\u00e1ria de emplacamentos superou 9 mil unidades, uma alta de 22% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado.<\/span>\u00a0\u201cA queda nas taxas de juros e as boas not\u00edcias na retra\u00e7\u00e3o do desemprego aumentaram a confian\u00e7a do consumidor\u201d, afirma Alarico Assump\u00e7\u00e3o J\u00fanior, presidente da Fenabrave, a federa\u00e7\u00e3o dos distribuidores de ve\u00edculos. A base de compara\u00e7\u00e3o, no entanto, ainda \u00e9 baixa. No ano passado, as vendas de ve\u00edculos novos recuaram ao menor patamar desde 2012. A falta de neg\u00f3cios levou as f\u00e1bricas a atingirem ociosidade de 52% e gerou a demiss\u00e3o de milhares de trabalhadores, dispensados ou afastados do trabalho, no regime chamado de layoff. Em 2016, a produ\u00e7\u00e3o de carros no Pa\u00eds somou 2,07 milh\u00f5es de unidades, quase 1 milh\u00e3o de veiculos a menos do que em 2014.<\/p>\n<p>Seja como for, a retomada \u00e9 vis\u00edvel, n\u00e3o apenas em vendas, mas tamb\u00e9m em produ\u00e7\u00e3o. Em agosto deste ano, foram fabricados 260 mil ve\u00edculos, segundo a Anfavea, a associa\u00e7\u00e3o nacional das montadoras. H\u00e1 um ano, em setembro de 2016, foram apenas 171 mil. \u201cAs nossas novas previs\u00f5es demonstram que a ind\u00fastria caminha para um cen\u00e1rio de retomada, mesmo se considerarmos que a base de compara\u00e7\u00e3o de 2016 \u00e9 muito baixa\u201d, diz Antonio Megale, presidente da entidade. \u201cO que precisamos agora \u00e9 de estabilidade no quadro econ\u00f4mico para que consumidores e investidores aumentem a confian\u00e7a e o Pa\u00eds como um todo entre em uma rota de acelera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica.\u201d<\/p>\n<p>No topo da lista das empresas mais afetadas no per\u00edodo de intensa desacelera\u00e7\u00e3o, a Volkswagen \u00e9 um bom exemplo desse reaquecimento. Pouco a pouco, o vaiv\u00e9m entre as linhas de montagem da gigante alem\u00e3 come\u00e7a a lembrar a movimenta\u00e7\u00e3o dos dias pr\u00e9-crise. Na f\u00e1brica de Taubat\u00e9, no interior paulista, onde s\u00e3o produzidos os modelos Gol, Up! e Voyage, a empresa anunciou que ir\u00e1 suspender o uso do Programa Seguro Emprego (PSE), do governo federal. Dentro da iniciativa, os 4 mil funcion\u00e1rios da instala\u00e7\u00e3o vinham trabalhando com uma redu\u00e7\u00e3o de 25% em suas jornadas. H\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, a Volkswagen j\u00e1 havia suspendido o PSE em sua unidade em S\u00e3o Bernardo do Campo, na regi\u00e3o do ABC paulista. Inicialmente, a previs\u00e3o era encerrar o programa em outubro. Desde ent\u00e3o, a f\u00e1brica est\u00e1 operando cinco dias por semana.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fim do ano, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 reativar, gradativamente, a produ\u00e7\u00e3o em tr\u00eas turnos no local, o que n\u00e3o acontecia desde 2015. Um dos motores dessa recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 o novo Polo, hatch premium que chega \u00e0s concession\u00e1rias em novembro, com quatro vers\u00f5es, na faixa de pre\u00e7o de R$ 49.990 mil a R$ 69.190 mil. \u201cO lan\u00e7amento refor\u00e7a nosso otimismo no futuro do Brasil e marca a maior ofensiva de produtos da nossa hist\u00f3ria no Pa\u00eds\u201d, diz David Powels, presidente da Volkswagen para o Brasil e a Am\u00e9rica do Sul. Com o carro, a montadora d\u00e1 in\u00edcio a uma ampla renova\u00e7\u00e3o de seu portf\u00f3lio, que incluir\u00e1 outros dezenove modelos at\u00e9 2020. Parte do investimento de R$ 2,6 bilh\u00f5es na unidade para a produ\u00e7\u00e3o do Polo, o sed\u00e3 Virtus \u00e9 o pr\u00f3ximo da lista e ser\u00e1 lan\u00e7ado no primeiro trimestre de 2018.<\/p>\n<p>A chegada do novo Polo tamb\u00e9m refor\u00e7a as exporta\u00e7\u00f5es, outro componente que est\u00e1 imprimindo um novo ritmo na produ\u00e7\u00e3o no setor. No cronograma da Volkswagen, os modelos produzidos na f\u00e1brica de S\u00e3o Bernardo do Campo chegar\u00e3o a sete pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul at\u00e9 mar\u00e7o, nessa ordem: Paraguai, Argentina, Chile, Equador, Peru, Col\u00f4mbia e Uruguai. Assim como em outras montadoras, desde o in\u00edcio da crise, o mercado externo tem sido uma v\u00e1lvula de escape para a ind\u00fastria automotiva brasileira. A Volkswagen vem se destacando nessa frente.<\/p>\n<p>De janeiro a agosto, a empresa exportou 113,2 mil carros, um crescimento de 62% sobre igual per\u00edodo, um ano antes. O campe\u00e3o de vendas no per\u00edodo foi o Gol, com 55.527 unidades embarcadas. Na Toyota, exportar tamb\u00e9m tem sido uma boa sa\u00edda para contornar o mercado interno desaquecido. \u201cJ\u00e1 exportamos do Brasil para a Argentina, Paraguai, Uruguai, Peru, Honduras e Costa Rica\u201d, diz Rafael Chang, presidente da Toyota Brasil. \u201cE estamos conversando para vender o Corolla para a Col\u00f4mbia, a partir do pr\u00f3ximo ano.\u201d<span>\u00a0A Hyundai tamb\u00e9m aposta no mercado externo e anunciou, na ter\u00e7a-feira 26, que ir\u00e1 exportar a SUV Creta para o Uruguai. A marca investiu R$ 415 milh\u00f5es na f\u00e1brica de Piracicaba (SP).<\/p>\n<p>Tudo isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel devido ao sentimento geral de que o pior da crise econ\u00f4mica ficou no retrovisor. O d\u00f3lar mais valorizado tornou a produ\u00e7\u00e3o para o exterior mais competitiva. E facilitou \u00e0s estrangeiras investirem, para modernizar as linhas de montagem, de forma que os carros brasileiros atendam a padr\u00f5es internacionais de atualiza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e se tornem atrativos, em especial, na Am\u00e9rica Latina. No fronte interno, a estrada tamb\u00e9m parece mais limpa. \u201cA queda nas taxas de juros e as boas not\u00edcias na retra\u00e7\u00e3o do desemprego aumentaram a confian\u00e7a do consumidor\u201d, afirma Alarico Assump\u00e7\u00e3o J\u00fanior, presidente da Fenabrave, a federa\u00e7\u00e3o dos distribuidores de ve\u00edculos. Ao mesmo tempo, os clientes come\u00e7am a ter mais acesso a empr\u00e9stimos banc\u00e1rios e sentem mais seguran\u00e7a em seus empregos.<br \/><\/span><\/p>\n<p>A expectativa geral se apoia no programa Rota 2030, do governo federal, que vai definir as regras para mais de 10 anos de pol\u00edticas para o setor e precisa de uma r\u00e1pida defini\u00e7\u00e3o. Afinal, ele vai substituir o Inovar-Auto, que chega ao fim em dezembro deste ano, e foi condenado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) por incentivos considerados ilegais para a produ\u00e7\u00e3o nacional. Um dos motivos para o atraso na divulga\u00e7\u00e3o, inclusive, \u00e9 a dificuldade de integrantes do governo em estabelecer pol\u00edticas que n\u00e3o levem a novas puni\u00e7\u00f5es na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC). \u201cHaver\u00e1 novidades nas pr\u00f3ximas semanas\u201d, diz Igor Calvet, secret\u00e1rio de desenvolvimento e competitividade industrial do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior.<\/p>\n<p><span>\u201cO programa vai ter tr\u00eas pilares: induzir o desenvolvimento tecnol\u00f3gico do Pa\u00eds, a efici\u00eancia energ\u00e9tica e a seguran\u00e7a veicular.\u201d<\/span>\u00a0Mas a maior preocupa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria est\u00e1 em que o Brasil tenha regras mais perenes que tornem os investimentos previs\u00edveis no longo prazo. \u201cA ind\u00fastria est\u00e1 voltando a crescer e o Rota 2030 precisa definir os par\u00e2metros e as regras do jogo, para que as montadoras possam direcionar seus investimentos\u201d, afirma Paulo Roberto Garbossa, diretor da consultoria ADK Automotive. \u201cE o setor precisa ter a certeza de que essas regras n\u00e3o ser\u00e3o alteradas no meio do caminho\u201d. A estabilidade da regula\u00e7\u00e3o, somada a um mercado em recupera\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o uma garantia de que o clima mais relaxado entre os executivos da Toyota, e de suas principais concorrentes, n\u00e3o ser\u00e1 passageiro.<\/p>\n<p><span><\/span>Fonte: Isto \u00c9 Dinheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem passa pela Rodovia Marechal Rondon, rumo ao interior de S\u00e3o Paulo, enxerga facilmente a f\u00e1brica de motores da japonesa Toyota no topo de uma&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19069,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-24857","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24857","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24857"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24857\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24858,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24857\/revisions\/24858"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19069"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24857"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24857"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24857"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}