{"id":24749,"date":"2017-09-20T00:28:11","date_gmt":"2017-09-20T03:28:11","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=24749"},"modified":"2017-09-19T18:31:14","modified_gmt":"2017-09-19T21:31:14","slug":"temer-influenciou-diretamente-a-aprovacao-da-mp-dos-portos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/temer-influenciou-diretamente-a-aprovacao-da-mp-dos-portos\/","title":{"rendered":"Temer influenciou diretamente a aprova\u00e7\u00e3o da MP dos Portos"},"content":{"rendered":"<p>O corretor L\u00facio Bolonha Funaro afirmou em seu acordou de colabora\u00e7\u00e3o premiada que o presidente Michel Temer tem neg\u00f3cios com a empresas Rodrimar e por isso influenciou diretamente a aprova\u00e7\u00e3o da MP 595\/13, conhecida como Medida Provis\u00f3ria dos Portos, para defender interesses de grupos ligados a ele. A MP foi aprovada em maio de 2013.<\/p>\n<p>Na segunda-feira, 12, o ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou abertura de inqu\u00e9rito para investigar a rela\u00e7\u00e3o de Temer com a Rodrimar, que atua no Porto de Santos. \u201cOs elementos colhidos revelam que Rodrigo Rocha Loures, homem sabidamente da confian\u00e7a do Presidente da Rep\u00fablica, menciona pessoas que poderiam ser intermedi\u00e1rias de repasses il\u00edcitos para o pr\u00f3prio Presidente da Rep\u00fablica, em troca da edi\u00e7\u00e3o de ato normativo de espec\u00edfico interesse de determinada empresa, no caso, a Rodrimar S\/A\u201d, assinalou Barroso ao abrir a investiga\u00e7\u00e3o contra Temer.<\/p>\n<p>Em sua colabora\u00e7\u00e3o, Funaro, que \u00e9 apontado como principal arrecadador de propina do grupo pol\u00edtico de Temer, o PMDB da C\u00e2mara, n\u00e3o citou valores. Mas segundo o corretor, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da MP, ele acredita que tenham recebido comiss\u00e3o o presidente Temer, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves. Funaro tamb\u00e9m n\u00e3o soube informar como foi operacionalizado os pagamentos, mas que Cunha teria contado sobre a atua\u00e7\u00e3o no caso dos Portos.<\/p>\n<p>\u201cAp\u00f3s a prova\u00e7\u00e3o da MP acredita que tenham recebido uma comiss\u00e3o pela aprova\u00e7\u00e3o da mesma as seguintes pessoas dentre outras: Temer, Cunha, Henrique Alves (que era presidente da C\u00e2mara a \u00e9poca), o Ministro dos Transportes, tendo conhecimento de repasses por Gon\u00e7alo Torrealba propriet\u00e1rio do Grupo Libra\u201d, diz o anexo sobre o tema.<\/p>\n<p>O Estado revelou em 2016 que, gra\u00e7as a uma emenda parlamentar inclu\u00edda por Cunha na nova Lei de Portos, o Grupo Libra foi o \u00fanico benefici\u00e1rio de uma regra que permitiu a empresas em d\u00edvida com a Uni\u00e3o renovar contratos de concess\u00e3o de terminais portu\u00e1rios. Na campanha de 2014, o Grupo Libra doou R$ 1 milh\u00e3o para a Michel Temer, ent\u00e3o candidato \u00e0 vice-presid\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cEssa referida Medida Provis\u00f3ria foi feita para beneficiar os grupos j\u00e1 instalados nos Portos, tendo Eduardo Cunha como o articulador e o respons\u00e1vel pela arrecada\u00e7\u00e3o frente a algumas empresas tinham interesse na reda\u00e7\u00e3o dessa MP\u201d, explica Funaro em um dos anexos aos quais o Estado teve acesso.<\/p>\n<p><strong>COM A PALAVRA, EDUARDO CUNHA<\/strong><\/p>\n<p>O advogado D\u00e9lio Lins e Silva J\u00fanior afirmou que a defesa de CUnha n\u00e3o vai se manifestar at\u00e9 a dela\u00e7\u00e3o de Funaro ter seu sigilo baixado.<\/p>\n<p><strong>COM A PALAVRA, MICHEL TEMER<\/strong><\/p>\n<p>Em nota divulgada nesta quarta-feira, 13, a Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica afirmou que as declara\u00e7\u00f5es do corretor L\u00facio Funaro n\u00e3o s\u00e3o dignas de cr\u00e9dito.\u00a0 \u201cVers\u00f5es de delator j\u00e1 apontado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) como homem que traiu a confian\u00e7a da Justi\u00e7a n\u00e3o merecem nenhuma credibilidade. O criminoso L\u00facio Funaro faz afirma\u00e7\u00f5es por \u2018ouvir dizer\u2019 ou inventa narrativas para escapar de condena\u00e7\u00e3o certa e segura\u201d, diz o comunicado.<\/p>\n<p>A Presid\u00eancia contestou a afirma\u00e7\u00e3o de que Temer, quando vice-presidente, tramava diariamente com o ex-presidente da C\u00e2mara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a deposi\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff. \u201cNo caso do impeachment, o delator se arvora estar bem melhor informado do que os jornalistas de v\u00e1rios ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, que acompanharam de perto todo o caso e noticiaram acordo fechado por Eduardo Cunha com o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, pelo qual ele teria apoio do PT na Comiss\u00e3o de \u00c9tica da C\u00e2mara dos Deputados. Esses ve\u00edculos publicaram que, como o PT n\u00e3o cumpriu seu acordo, Cunha deu seguimento ao pedido de impeachment\u201d, argumentou o Planalto.<\/p>\n<p><strong>NOTA SOBRE A ABERTURA DE INQU\u00c9RITO PELO STF<\/strong><\/p>\n<p>O decreto que regulamentou a explora\u00e7\u00e3o de portos foi debatido amplamente por grupo de trabalho constitu\u00eddo pelo Minist\u00e9rio dos Transportes, autarquias e quatro associa\u00e7\u00f5es do setor, com mais de 25 pessoas envolvidas diretamente na discuss\u00e3o t\u00e9cnica. Foram cerca 30 reuni\u00f5es acompanhadas pela Advocacia-Geral da Uni\u00e3o e Controladoria do Minist\u00e9rio dos Transportes.<\/p>\n<p>Os documentos produzidos ao longo de 90 dias de trabalho s\u00e3o p\u00fablicos, inclu\u00eddo grava\u00e7\u00f5es oficiais dos \u00e1udios das reuni\u00f5es. Mais de 60 empresas tiveram seus processos de licita\u00e7\u00e3o prorrogados com as condi\u00e7\u00f5es de investimento e moderniza\u00e7\u00e3o dos terminais e portos brasileiros.<\/p>\n<p>O presidente Michel Temer n\u00e3o teve interfer\u00eancia no debate e acatou as delibera\u00e7\u00f5es e aconselhamentos t\u00e9cnicos, sem que houvesse qualquer tipo de press\u00e3o pol\u00edtica que turvasse todo esse processo.<\/p>\n<p>Ao final de inqu\u00e9rito autorizado hoje pelo ministro do STF Luis Roberto Barroso, ficar\u00e1 provado que o presidente n\u00e3o tem nenhum envolvimento em qualquer tipo de irregularidade em rela\u00e7\u00e3o ao decreto dos portos, como j\u00e1 ficou provado em outras apura\u00e7\u00f5es mencionando este setor.<\/p>\n<p><strong>COM A PALAVRA, RODRIMAR<\/strong><\/p>\n<p>Nota da assessoria de imprensa da Rodrimar.<\/p>\n<p>A Rodrimar recebeu serenamente a not\u00edcia de autoriza\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal para a abertura de um inqu\u00e9rito determinado a apurar se o setor portu\u00e1rio foi beneficiado pelo recente \u201cdecreto dos portos\u201d. Em seus 74 anos de hist\u00f3ria, a Rodrimar nunca recebeu qualquer privil\u00e9gio do Poder P\u00fablico. Prova disso \u00e9 que todos os seus contratos est\u00e3o atualmente sendo discutidos judicialmente. O \u201cdecreto dos portos\u201d atendeu, sim, a uma reivindica\u00e7\u00e3o de todo o setor de terminais portu\u00e1rios do pa\u00eds. Ressalte-se que n\u00e3o foi uma reivindica\u00e7\u00e3o da Rodrimar, mas de todo o setor. Os pleitos, no entanto, n\u00e3o foram totalmente contemplados no decreto, que abriu a possibilidade de regularizar a situa\u00e7\u00e3o de cerca de uma centena de concess\u00f5es em todo o pa\u00eds. A Rodrimar, assim como seus executivos, est\u00e3o, como sempre estiveram, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das autoridades para qualquer esclarecimento que se fizer necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>COM A PALAVRA, O GRUPO LIBRA<\/strong><\/p>\n<p>O Estado entrou em contato pelo telefone apontadona p\u00e1gina da empresa como sendo o canal de comunica\u00e7\u00e3o com a empresa e encaminhou e-mail para o endere\u00e7o dispon\u00edvel na site da empresa, mas ainda n\u00e3o obteve uma resposta.<\/p>\n<p>Fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O corretor L\u00facio Bolonha Funaro afirmou em seu acordou de colabora\u00e7\u00e3o premiada que o presidente Michel Temer tem neg\u00f3cios com a empresas Rodrimar e por&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19480,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-24749","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24749","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24749"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24749\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24750,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24749\/revisions\/24750"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19480"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24749"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24749"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24749"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}