{"id":24690,"date":"2017-09-15T00:16:36","date_gmt":"2017-09-15T03:16:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=24690"},"modified":"2017-09-05T07:18:42","modified_gmt":"2017-09-05T10:18:42","slug":"exportacoes-fazem-producao-de-caminhoes-crescer-apos-3-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/exportacoes-fazem-producao-de-caminhoes-crescer-apos-3-anos\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es fazem produ\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es crescer ap\u00f3s 3 anos"},"content":{"rendered":"<p>Depois de tr\u00eas anos seguidos de queda na produ\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria de caminh\u00f5es come\u00e7a a dar sinais de recupera\u00e7\u00e3o, puxada pelo crescimento das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Entre janeiro e julho deste ano, foram fabricados 43.223 caminh\u00f5es, alta de 22,4% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2016, quando sa\u00edram das linhas de produ\u00e7\u00e3o 36.326 unidades.<\/p>\n<p>A fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos pesados ainda est\u00e1 bem abaixo de 2013, quando nos sete primeiros meses foram produzidas 109.990 unidades. Entretanto, os dados atuais s\u00e3o vistos como um alento para as montadoras que atuam no setor.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos vendo sinais de recupera\u00e7\u00e3o, e a venda de caminh\u00f5es \u00e9 um term\u00f4metro para toda a economia&#8221;, diz Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America.<\/p>\n<p>No entanto, s\u00e3o as exporta\u00e7\u00f5es que est\u00e3o garantindo o aumento na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Considerando os sete primeiros meses deste ano na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2016, as vendas de caminh\u00f5es ao exterior subiram 47,4%, enquanto as comercializa\u00e7\u00f5es no mercado interno ca\u00edram 14,1%.<\/p>\n<p>&#8220;O licenciamento ainda vai seguir negativo por alguns meses porque h\u00e1 um atraso de 30 a 90 dias entre a compra e o emplacamento. Ap\u00f3s adquirir um ve\u00edculo pesado, \u00e9 necess\u00e1rio colocar implementos [ba\u00fa, carroceria ou tanque, por exemplo], e isso leva tempo&#8221;, diz Bernardo Fedalto, diretor de caminh\u00f5es Volvo no Brasil, no Uruguai, no Paraguai e na Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>De acordo com Wellington Damasceno, diretor-executivo do Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC, as exporta\u00e7\u00f5es e o agroneg\u00f3cio ajudaram cobrir parte da ociosidade nas f\u00e1bricas atualmente, e as montadoras come\u00e7am a repor postos de trabalho.<\/p>\n<p>A Scania, por exemplo, contratou cerca de 500 profissionais para sua unidade em S\u00e3o Bernardo do Campo (Grande S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>&#8220;Como temos um produto global e f\u00e1bricas padronizadas em todo o mundo, foi poss\u00edvel direcionar o volume para atender \u00e0 demanda de outros pa\u00edses&#8221;, diz Marcelo Gall\u00e3o, vice-presidente de Log\u00edstica da Scania Latin America.<\/p>\n<p>Na Iveco, houve um aumento de 144% nas exporta\u00e7\u00f5es de ve\u00edculos comerciais no primeiro semestre deste ano em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2016. A produ\u00e7\u00e3o, por sua vez, subiu cerca de 15%. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, a empresa teve crescimento de 236% nos envios ao exterior.<\/p>\n<p>&#8220;A montadora se adaptou \u00e0 nova realidade econ\u00f4mica do pa\u00eds, fazendo os ajustes necess\u00e1rios e mantendo os investimentos, e se preparou para atender as demandas internas e externas dos setores de transportes de cargas e de passageiros [vans e \u00f4nibus]&#8221;, afirma Ricardo Barion, diretor de marketing da Iveco para a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p><strong>REA\u00c7\u00c3O EM MAR\u00c7O<\/strong><\/p>\n<p>Na Ford, o ano come\u00e7ou abaixo do esperado. &#8220;Os meses de janeiro e fevereiro foram os piores da ind\u00fastria nos \u00faltimos 15 anos. A rea\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a partir de mar\u00e7o, atingindo o que t\u00ednhamos planejado&#8221;, diz Jo\u00e3o Pimentel, diretor da Ford Caminh\u00f5es Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>&#8220;Em 2017, trabalhamos basicamente uma semana por m\u00eas para ajustar os estoques. Ou seja, estamos produzindo caminh\u00f5es tr\u00eas dias por semana&#8221;, conta Pimentel.<\/p>\n<p>Para a adequa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, a Ford lan\u00e7ou o Projeto Fus\u00e3o, que permite que os funcion\u00e1rios da f\u00e1brica de caminh\u00f5es trabalharem na linha de autom\u00f3veis nos outros dois dias da semana.<\/p>\n<p>Para Pimentel, o segundo semestre ser\u00e1 cerca de 15% melhor do que o mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Diante dos resultados em vendas, representantes das montadoras consideram que 2017 fechar\u00e1 com dados semelhantes a 2016, o que, de acordo com eles, ser\u00e1 um bom desempenho, considerando o fraco 1\u00b0 bimestre.<\/p>\n<p><strong>FROTA<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de as vendas no mercado interno ainda estarem abaixo do ano passado, a ind\u00fastria tem visto uma recupera\u00e7\u00e3o m\u00eas a m\u00eas dos neg\u00f3cios realizados por aqui.<\/p>\n<p>&#8220;Em janeiro e fevereiro, o setor vendia 155 caminh\u00f5es e \u00f4nibus por dia. No segundo trimestre, saltamos para 230, e hoje j\u00e1 estamos em 280 unidades comercializadas diariamente&#8221;, comenta Roberto Cortes, da MAN.<\/p>\n<p>Esse aumento reflete alguns bons neg\u00f3cios firmados pelas principais montadoras do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A Volkswagen Caminh\u00f5es, por exemplo, fechou nesta semana seu maior neg\u00f3cio do ano, com a venda de 417 caminh\u00f5es para a Ambev.<\/p>\n<p>De acordo com Cortes, a empresa, que iniciou o ano com jornada reduzida para quatro dias por semana, desde junho opera cinco dias por semana e, a partir de setembro, trabalhar\u00e1 tamb\u00e9m tr\u00eas s\u00e1bados por m\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;Recorremos ao lay-off [suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do contrato de trabalho], mas em agosto trouxemos 70 trabalhadores de volta \u00e0 f\u00e1brica&#8221;, diz o presidente da MAN.<\/p>\n<p>Em setembro, um novo caminh\u00e3o ser\u00e1 apresentado. &#8220;A tend\u00eancia \u00e9 que, com o lan\u00e7amento, ocorra aumento nas vendas e, consequentemente, mais contrata\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma Cortes.<\/p>\n<p>Em maio, a Mercedes-Benz fechou a maior venda para um cliente dos \u00faltimos 10 anos: a Ra\u00edzen comprou 524 caminh\u00f5es para suas opera\u00e7\u00f5es fora da estrada. O neg\u00f3cio inclui um plano de manuten\u00e7\u00e3o e sistema de gest\u00e3o de frota e rastreamento para alguns modelos.<\/p>\n<p>Em julho, a montadora fechou ainda a comercializa\u00e7\u00e3o de 134 caminh\u00f5es blindados para a Prosegur, al\u00e9m de vender, em agosto, 105 caminh\u00f5es para Transgr\u00e3os.<\/p>\n<p>&#8220;Come\u00e7amos a ver um ponto de inflex\u00e3o neste cen\u00e1rio, mas ainda n\u00e3o sabemos qual o tamanho&#8221;, avalia Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing de caminh\u00f5es e \u00f4nibus da Mercedes-Benz.<\/p>\n<p>A montadora opera com um turno de trabalho para a produ\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es e \u00f4nibus em S\u00e3o Bernardo do Campo, e tamb\u00e9m com um turno em Juiz de Fora (MG). Atualmente, a empresa tem 120 colaboradores em lay-off.\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: Folha SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de tr\u00eas anos seguidos de queda na produ\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria de caminh\u00f5es come\u00e7a a dar sinais de recupera\u00e7\u00e3o, puxada pelo crescimento das exporta\u00e7\u00f5es. 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